Bai Tang virou-se e encontrou o olhar suave de Bai Xier, que trazia um toque de mágoa. Parecia que Bai Tang a havia maltratado, uma imagem tão frágil e digna de pena. Bai Xier olhou para Bai Tang e, sem esperar que ela falasse, virou-se e foi embora. Bai Tang sorriu levemente, um brilho enigmático passando por seus olhos, e a seguiu com um ar despreocupado.
Ao chegar a um canto vazio, a suavidade no rosto de Bai Xier desapareceu instantaneamente. Ela encarou Bai Tang com raiva e ergueu a mão para dar um tapa nela. Ao ver o rosto bonito de Bai Tang naquele momento, sentiu uma onda de irritação. Logo pela manhã, ouvira muitas pessoas sussurrando pelas suas costas que Bai Tang era mais bonita do que ela! Como aquela idiota da Bai Tang poderia ser melhor do que ela? Pensando nisso, Bai Xier curvou levemente os dedos, tentando usar as unhas para rasgar o rosto de Bai Tang!
Mas a mão foi detida no ar por Bai Tang. Bai Xier franziu a testa e tentou puxar a mão com força, mas Bai Tang a segurou firmemente. A dor irradiou do pulso, e Bai Xier gritou: "Me solta!" Bai Tang sorriu, os cantos dos lábios curvados em um sorriso, com um toque de travessura nos olhos: "Claro!" No instante em que soltou, porém, aplicou um pouco de força. Ouviu-se um estalo, o som de um osso deslocado fez Bai Xier gritar, o rosto contorcido de dor. Ao ser solta, Bai Xier cambaleou para trás e caiu no chão. "Minha mão!!!" Bai Xier chorava copiosamente, o pulso latejando com uma dor lancinante. "Bai Tang, sua maldita, como ousa—" Bai Xier, com os olhos vermelhos, rangeu os dentes e encarou Bai Tang, mas antes de terminar a frase, viu Bai Tang se aproximar com um sorriso cheio de malícia. As palavras não ditas morreram instantaneamente. Uma pressão avassaladora fez Bai Xier não ousar continuar falando; naquele momento, ela sentiu medo. Bai Tang se inclinou levemente, ergueu a mão devagar, segurou a mão ferida de Bai Xier e a puxou para cima, recolocando o osso no lugar. A dor novamente fez Bai Xier gritar, e ela olhou para Bai Tang como se visse um demônio. "Ainda quer conversar?" Bai Tang sorriu, com um ar inocente e inofensivo, como se não fosse ela quem havia quebrado a mão da outra. Bai Xier recuou, em guarda. De repente, arrependeu-se de ter puxado Bai Tang para um lugar tão isolado; isso dera a Bai Tang uma oportunidade! Aquela maldita era uma sem-educação, só sabia brigar e causar confusão! Um pensamento cruel e maldoso passou pela mente de Bai Xier! "Já que não quer mais conversar, então tchau!" Bai Tang deu um sorriso e se virou com um ar preguiçoso e despreocupado, uma imagem que irritou ainda mais Bai Xier! Como podia ser assim? Um acidente de carro, e tudo parecia tão diferente?
Na hora do almoço, como a dona do corpo original não havia feito o cartão de refeição, Bai Tang teve que comer fora. Assim que encontrou um pequeno restaurante e se sentou, antes mesmo de a comida chegar à mesa, alguém puxou a cadeira ao lado e um jovem sentou-se diretamente. "Opa, pintou o cabelo de volta?" O jovem ergueu a mão e pegou uma mecha do cabelo de Bai Tang, com um tom provocador e um olhar malandro, como um valentão. Seus traços bonitos tinham a energia e o frescor típicos da juventude. O cabelo loiro brilhante chamava bastante atenção. Bai Tang lembrou-se do cabelo loiro da dona do corpo original. Zhang Xiaochu, o valentão da Escola Secundária de Nancheng, tinha uma certa amizade com a dona do corpo original; fora sob a influência dele que ela havia pintado o cabelo de loiro. "Ouvi dizer que você sofreu um acidente de carro? Bateu a cabeça?" Zhang Xiaochu não resistiu e ergueu a mão para tocar a testa de Bai Tang, mas antes que a mão chegasse, seu pulso foi segurado.