No primeiro dia do Ano Novo Lunar, Bai Tang, sob o olhar ressentido, levou todo o vinho embora.
Sheng Qi se virou para Zhang Xiaochu, que tentava instigar Bai Tang, e disse: "Pegue o caderno e siga o carro do Chu, correndo de volta. Amanhã, me entregue a carta de autocrítica!"
Zhang Xiaochu: "..."
Puta merda, ele realmente vai ter que correr!
"Vou dormir aqui esta noite!" Zhang Xiaocho desafiou, sem medo da morte: "O quarto já está arrumado!"
Sheng Qi o encarou com um olhar sinistro, prestes a falar, mas foi interrompido por Bai Tang.
"Não tem quarto para você!"
"Mas você acabou de dizer que eu podia ficar no primeiro andar—"
"A situação agora não permite!" Bai Tang o cortou diretamente, rangendo os dentes em aviso: "Não está vendo que tem uma beldade aqui? Você, um baita de um intruso, não fique aí atrapalhando. Vai logo!"
Zhang Xiaochu: "..."
"Você está mesmo querendo me botar um par de chifres, não é?"
Bai Tang ignorou o comentário e se virou para Chu, falando apressadamente: "Leva isso logo!"
Chu conteve o riso, estendeu a mão e, pegando Zhang Xiaochu, que estava levemente tonto por causa da bebida, o levantou: "Vamos, vou te levar de volta!"
Esse moleque, como não tem nenhum senso de oportunidade!
Viver não é bom?
Vai logo provocar o chefe, não é como bater um ovo numa pedra?!
Jovem, não sabe o tamanho do mundo!
Sob a forte repressão de Chu, a voz lamurienta de Zhang Xiaochu desapareceu na porta.
Bai Tang, com olhos brilhantes, olhou para Sheng Qi: "Beleza, o que vamos fazer agora?"
Sheng Qi curvou os lábios, aquele sorriso, sedutor e arrebatador: "Escrever a autocrítica!"
"O que há de bom em escrever autocrítica? Eu acho que, num momento tão bom assim, é melhor acender uma vela e conversar a noite toda, algo assim!"
Bai Tang piscou os olhos para ele, apoiou as mãos na mesa de centro e colocou a cabeça sobre as palmas, como se segurasse um buquê.
Sheng Qi manteve o sorriso inalterado: "Se você acha que agora não é hora de escrever a autocrítica, então largue a caneta e vá correr lá fora, até ficar sóbrio!"
Bai Tang: "..."
"Hehe, acho que a autocrítica é uma coisa que deve ser levada a sério!" Bai Tang sentou-se ereto: "Preciso refletir bem sobre meus erros desta noite!"
Desviando o olhar, Bai Tang se concentrou em escrever a autocrítica.
Sheng Qi sentou no sofá em frente, observando-a.
A sala inteira ficou em silêncio, podia-se ouvir o som dos insetos lá fora, acrescentando um toque de beleza à noite.
Sheng Qi, vendo que ela estava comportada, também pegou o celular para resolver algumas coisas.
Quando terminou e ergueu os olhos novamente para Bai Tang, a garota, já tomada pelo álcool, tinha adormecido diretamente sobre a mesa.
Sheng Qi a observou em silêncio, soltando um suspiro resignado.
Levantou-se, foi até ela e se agachou devagar: "Bai Tang?"
A garota deitada não reagiu. Sheng Qi franziu a testa, depois estendeu a mão para pegá-la no colo e a colocou deitada no sofá.
Pegou o cobertor ao lado e a cobriu. Quando Sheng Qi ia retirar a mão, Bai Tang a agarrou com as duas mãos e esfregou o rosto vermelho contra o braço dele, encontrando uma posição confortável para continuar dormindo!
Sheng Qi: "..."
Ele estava usando o braço dele como travesseiro?
Observando a garota adormecida em silêncio, os olhos de Sheng Qi, normalmente sem emoção, agora mostravam um leve tremor.
A aura fria ao redor se dissipou, e até seus traços severos pareciam mais suaves naquele momento.
Depois de um tempo, Sheng Qi gentilmente afastou a mão dela, pegou um travesseiro ao lado e o colocou nos braços dela.
Vendo-a franzir a testa de forma irritada, e depois relaxar as sobrancelhas com conforto, Sheng Qi não pôde evitar um leve sorriso nos lábios.
Desviando o olhar, Sheng Qi fixou os olhos na autocrítica inacabada sobre a mesa.
Assim que viu o começo, o sorriso no rosto de Sheng Qi desapareceu instantaneamente, e sua expressão escureceu a uma velocidade visível!