Capítulo 119: Capítulo 119: Você poderia me carregar no colo?

Os que ainda não tinham ido longe, ao verem aquela cena, suspiraram.

"O chefe é a cara do 'boca que fala não, mas o corpo diz sim'!", comentou Xiaoxi, impressionado. "É um introvertido enrustido ao extremo!"

"Acabou de nos xingar, só pra fazer a cunhada cair nos braços dele!", acrescentou Youyu, estalando a língua.

Chuyi continuou a fofoca: "O chefe, pra ficar com essa garota, ainda vai dar aulas de reforço pra ela, e me fez imprimir um monte de provas!"

Os dois: "..."

"Essa jogada foi muito boa, hein!"

Chuyi olhou para o chefe, que estava entre a resistência e o abraço, e não resistiu a fofocar: "Vocês acham que, com esse jeito enrustido, o chefe vai acabar perdendo a esposa?"

Xiaoxi: "..."

Youyu: "... Com o Zhang Xiaochu sendo um super ajudante, acho que é difícil!"

Após três segundos de silêncio, Xiaoxi falou: "Acho que nós três... não, quatro, também somos super ajudantes!"

Chuyi deu uma risada fria: "Não, nós quatro somos os peões!"

Xiaoxi: "..."

Youyu: "..."

Bai Tang, depois de se aproveitar um pouco, pegou o braço de Sheng Qi e foi com ele até a enfermaria.

"Faça um curativo no braço dela!"

Sheng Qi disse ao médico.

Bai Tang balançou a cabeça, recusando: "Você faz o curativo pra mim!"

Sheng Qi ia recusar instintivamente, mas quando seu olhar caiu no ferimento no cotovelo dela, seus pés já haviam feito a escolha.

Puxou uma cadeira e sentou, Sheng Qi disse ao médico, que estava em estado de choque: "Vá pegar o remédio!"

O médico voltou a si e correu para pegar o remédio.

Bai Tang ficou satisfeita!

Não foi à toa que se machucou!

"Coloca a mão direito!"

Bai Tang apressou-se em mostrar o ferimento no braço.

Sheng Qi pegou um cotonete para tratar o ferimento; ao tocar na ferida, o braço de Bai Tang tremeu.

"Tá doendo muito?", perguntou Sheng Qi.

Bai Tang hesitou, não doía; aquele ferimento, comparado aos do passado, não era nada!

Mas...

"Dói, dói muito, dói pra caramba!", disse Bai Tang, olhando para Sheng Qi com um ar de coitada.

Sheng Qi falou com voz fria: "Dói até morrer, que seja! Da próxima vez, continua se jogando!"

Bai Tang: "..."

Puta merda, homem de ferro!

Sheng Qi pegou o cotonete novamente para tratar o ferimento, mas seus movimentos foram ficando cada vez mais leves.

A suavidade dos gestos fez o médico ao lado abrir a boca de espanto.

Um chefe tão gentil assim, era algo surreal!

O médico desviou o olhar lentamente para a garota ao lado, e sentiu como se estivesse sendo entupido de "ração de casal".

A garota apoiava o queixo numa mão sobre a mesa, com um sorriso nos lábios, os olhos cheios de afeto fixados no chefe, que tratava do ferimento com expressão impassível.

O quarto inteiro parecia impregnado com aquele cheiro azedo de amor.

Falando nisso, ele, um cara grandão parado ali, era tão invisível assim?

O médico torceu o nariz, recusando-se a comer a "ração".

Virou-se e saiu lentamente do quarto.

Durante todo o processo do curativo, os gestos de Sheng Qi foram extremamente suaves.

Terminado o curativo, Sheng Qi ergueu o olhar e deu de cara com o olhar sorridente e cheio de afeto de alguém; ele franziu a testa instintivamente.

"O que tá olhando?"

"Olhando a beleza!", disse Bai Tang com um sorriso maroto. "Meu amor, quando fica sério, fica muito bonito!"

Sheng Qi falou com cara feia: "Curativo feito, agora vai fazer a prova!"

Bai Tang ergueu a mão direita e disse, com um tom de queixa: "Machuquei a mão, não consigo mexer!"

Sheng Qi encarou-a com frieza: "Já não consegue mexer? Se eu quebrar sua mão, vai ficar de cama direto?"

"Se você tiver coragem, quebra!", disse Bai Tang, rindo, e estendeu a mão para Sheng Qi.

Sheng Qi apertou os lábios, estendeu a mão, pegou-a pela gola da nuca e arrastou-a para fora da enfermaria.

Bai Tang: "..."

Porra, esse jeito de pegar como se fosse um pintinho, não dava pra evitar?

"Amor, que tal me dar um abraço de princesa?", disse Bai Tang, com um sorriso malandro e um tom despojado.