Um dos seguranças, tomado pela luxúria, olhou para ela com um sorriso lascivo: "Uma beleza dessas, morrer é uma pena, que tal a gente..."
Com essa sugestão, os outros seguranças fixaram olhares libidinosos em An Ruo, a natureza masculina exposta!
An Ruo se levantou para fugir, mas estava dentro do carro. Um segurança a segurou com facilidade com uma mão, enquanto os outros desceram para esperar, um por um.
"Solta!"
O lugar era deserto, sem um único carro passando, impossível esperar que alguém viesse salvá-la!
O segurança, com um sorriso malicioso, rasgou suas roupas de forma grosseira. An Ruo arregalou os olhos, respirou fundo, dizendo a si mesma para manter a calma e encontrar um jeito de ganhar tempo.
Um carro preto chegou em alta velocidade, como se mirasse exatamente neles, pisando no acelerador ao máximo. Os seguranças espiaram para ver o casal dentro do carro e, ao ouvir o som estridente da buzina, viraram-se quase morrendo de susto!
Os seguranças saíram correndo em debandada, e o carro preto, com um pouco de impacto, bateu no veículo à beira da estrada. A grande sacudida fez os dois dentro tremerem.
An Ruo ficou atordoada, uma alegria de ter escapado da morte subiu em seu peito.
Interrompidos em seus "negócios" por um carro sem noção, os seguranças xingaram e correram para bloquear o carro preto, prontos para puxar o motorista para fora e dar uma surra.
Só que eles subestimaram a situação.
Do carro preto saíram uma dúzia de homens corpulentos, uma cabeça mais altos que eles, com uma aura ameaçadora e armas na mão. Os seguranças congelaram.
Quem diria que matar uma garotinha exigiria armas? Agora, diante desse grupo, eles eram como pintinhos sendo surrados.
Ouvindo os sons da briga lá fora, An Ruo tentou fugir, mas foi agarrada por trás por um segurança, que tapou sua boca para impedir que pedisse socorro.
A garota afastou a mão dele e mordeu com força, fazendo o segurança gritar de dor e a jogar longe.
An Ruo, sem defesa, bateu contra o vidro da janela, sentindo a cabeça zonza. O segurança, ainda furioso, agarrou seu cabelo e continuou batendo sua cabeça no vidro.
A garota se debatia em agonia, e após várias batidas, o vidro estilhaçou. Um líquido quente e espesso escorreu de sua testa até o canto do olho...
Han Chong terminou de lidar com os seguranças e fez um sinal para seus homens: matem todos, sem deixar um vivo!
Ao levantar a cabeça e ver a garota saindo do carro, ele correu para pegá-la, mas o segurança a empurrou. An Ruo caiu ensanguentada no asfalto.
Han Chong correu para abraçá-la, "Senhora?"
A garota, com um ferimento grave na cabeça, estava à beira da morte, caindo em coma.
Han Chong mandou que a colocassem no carro e pessoalmente perseguiu o segurança que tentava fugir. Tirou uma adaga afiada da cintura, agarrou a garganta do homem e, com um movimento rápido e preciso, cortou. Sangue jorrou, encharcando o para-brisa!
...
O homem, com olhos profundos e sombrios, fixou o olhar na garota pálida como papel na cama. Sua testa estava envolta em uma espessa camada de gaze, mas ainda assim manchas de sangue apareciam. Seu rosto delicado parecia o de uma boneca de porcelana, como se um pouco de força pudesse quebrá-la.
Se ele não tivesse enviado Han Chong a tempo, as consequências seriam impensáveis...
Shen Xiaoxing segurou suavemente a mão frágil e sem força dela, sentindo um medo repentino. Se Han Chong tivesse chegado um segundo atrasado, ela teria sido morta naquele lugar deserto, sem ninguém para avisá-lo.
Ele levantou a mão fria da garota até seus lábios e soprou suavemente...
O velho Shen, sentado no sofá, observava a cena com olhos profundos.
Ele disse em tom calmo: "Quanto a ficar ou não com essa garota, pense bem antes de falar comigo."
Lin Zhao, ao lado, viu o velho se levantar e o mordomo ajudá-lo a sair do quarto, enquanto o homem permanecia ao lado da cama sem dizer uma palavra.
O dia foi caindo. Embora a garota estivesse fora de perigo, seus ferimentos eram graves, e ela caiu em coma moderado, sem vontade de acordar.
Lin Zhao ficou na vila para supervisionar o preparo do jantar na cozinha, assumindo o papel de mãe para convencer o homem a comer.
"Xiaoxing, você não pode ficar aqui o tempo todo, precisa comer," ela disse, aproximando-se em voz baixa. "Preparei alguns dos seus pratos favoritos. Vamos descer para comer?"
O quarto estava escuro, o homem não mandou acender as luzes.
Lin Zhao não via sua expressão, apenas ouviu uma voz baixa e indiferente.
"Você é muito atenciosa, depois de tantos anos ainda se lembra do que eu gosto de comer."
"Embora eu não seja sua mãe biológica, cuidei de você por mais de dez anos, já te considero como filho..."
O homem a interrompeu friamente: "Hoje você disse algo em defesa dela?"
Lin Zhao hesitou por um momento.
"Você a viu ser maltratada, e até ser levada pelos homens de Shen Yu, quase morrendo. Você disse uma palavra sequer para mim?"
"Xiaoxing, eu..."
Na escuridão, um sorriso frio escapou dos lábios do homem: "Lembro do seu cuidado comigo, mas hoje, por não ter ajudado, também lembro dessa conta."
"..."
"Não tem mais nada para você aqui, não preciso dos seus cuidados. Vá embora logo."
Lin Zhao mordeu o lábio. Ela não tinha filhos, e embora Shen Xiaoxing fosse filho ilegítimo, pelo menos ele era seu apoio.
A relação entre eles sempre foi de interesse, então ele só a chamava de "mãe" na frente dos outros, de forma fria e sem emoção. Em particular, ele a detestava, e seu olhar para ela era cheio de ódio.
O cuidado de Lin Zhao por Shen Xiaoxing era apenas porque ele tinha capacidade para disputar a herança, prometendo que, quando se tornasse o chefe da família Shen, daria a ela metade das ações do Grupo Shen, mantendo assim essa relação mãe-filho aos olhos de todos.