**Propriedade da Família Ji.**
Nestes dias, Song Weiwei estava de mau humor. Quando Ji Chen foi até o condado de Ji para inspecionar o projeto, uma revolta estourou.
Por causa de problemas de fluxo de caixa, os trabalhadores, instigados por alguém, agrediram Ji Chen, que estava lá para acalmar os ânimos.
Se não fosse pelos seguranças, as consequências seriam inimagináveis.
Ele ficou gravemente ferido, sem risco de morte, mas ainda estava inconsciente.
Ao saber da notícia, Ji Wuyou apontou todas as acusações para Song Weiwei e, de repente, jogou uma pilha de fotos em seu rosto.
— Song Weiwei, sua desgraçada ingrata! — As fotos caíram como flocos de neve. Em cada uma, a protagonista era ela, e o homem ao seu lado era Gu Chao.
Song Weiwei, com a franja bagunçada pelo tapa, virou levemente o rosto, os lábios vermelhos levemente apertados.
— O que meu irmão fez com você para você se unir ao Gu Chao e armar para ele? — Ji Wuyou a mandou seguir e descobriu que ela se encontrava em particular com Gu Chao, e os dois agiam com intimidade, o que a fez perder a cabeça!
— Você... você, que deveria estar morta, por que apareceu de repente? Por que se agarrou ao meu irmão? Por que armar contra a nossa família Ji?
Song Weiwei ficou com o olhar um pouco vago, mas logo se recompôs e sorriu para ela, provocadora: — Parece que você investigou bastante sobre mim.
Ela realmente tinha investigado bastante.
Desde a morte do velho Ji, Song Weiwei e Gu Chao foram libertados sem culpa. Embora as evidências estivessem diante dos olhos, ela insistia em não suportar Song Weiwei, só sossegando se a mulher saísse da família Ji.
Em suas investigações, recebeu uma carta anônima cheia de segredos de Song Weiwei, revelando como ela se transformou passo a passo em Song Weiwei e como se aproximou de Ji Chen.
— Já que você sabia há tanto tempo, por que não contou ao seu irmão?
— Não sou tão fria quanto você. Ele é meu irmão, ele te ama tanto. Se soubesse que você o está enganando e usando... — Ji Wuyou apertou a barra do vestido, olhando com raiva: — Ele não aguentaria.
Song Weiwei hesitou por um momento. — Já que é assim, você deveria enterrar esse segredo para sempre.
— Quer que eu ajude a esconder? — Ji Wuyou sentiu que ia rir de tanta raiva.
— Se não quer que seu irmão saiba a verdade, deve guardar o segredo para mim.
— Você... você não tem nem um pingo de vergonha? Meu irmão foi tão bom para você, que ódio você tem para tratá-lo assim?
Song Weiwei a olhou de relance. Claro que ela odiava. Só que o ódio não era contra Ji Chen, mas contra o avô deles e toda a família Ji.
Tudo o que eles tinham agora era construído sobre os ossos da família Mu. Como ela não poderia odiar?
— Senhora, senhorita... — Um empregado entrou apressado para relatar: — O jovem mestre acordou.
Song Weiwei, surpresa, contornou Ji Wuyou imediatamente e foi rapidamente para o quarto do homem.
No quarto, o médico responsável pelo tratamento era He Su. Ele estava examinando os ferimentos do homem e trocando os curativos.
— Obrigado. — Ji Chen tinha várias camadas de ataduras na testa, com manchas de sangue escorrendo. Ele também estava ferido na perna. He Su lhe deu algumas instruções.
— Descanse bastante. Chame a enfermeira se precisar de algo. — He Su apertou um pouco de álcool em gel, deu algumas instruções breves e foi embora.
Ao passar por Song Weiwei, uma sensação de familiaridade o envolveu.
Parecia que já a tinha visto em algum lugar.
Song Weiwei, porém, não prestou atenção nele. De saltos altos, foi até a cama do homem e, vendo-o todo ferido, franziu levemente a testa: — Como está? Algum desconforto?
Ji Chen, com os lábios pálidos e rachados, estava fraco, apoiado no travesseiro. Ao ouvi-la, balançou levemente a cabeça: — Muito melhor.
— Você dormiu o dia inteiro. Me assustou. — Song Weiwei passou a mão em seu rosto. Em apenas alguns dias sem vê-lo, ele tinha emagrecido tanto.
Ela disse, com um pouco de dó: — Pensei que você não fosse acordar...
— Desculpe por ter feito você se preocupar. — A voz de Ji Chen era cheia de desculpas, e seus olhos transbordavam elegância.
— É meu dever me preocupar. Só não se machuque de novo, está bem?
Ji Chen envolveu a mão dela na sua, a maçã do rosto se movendo: — Está bem.
— Com fome? Deixa eu te dar algo para comer.
Song Weiwei tirou a mão da palma dele. O homem olhou para a mão ainda quente, e um brilho de tristeza surgiu em seus olhos.
Por estar fraco, não podia comer nada muito gorduroso ou picante. Song Weiwei tinha mandado a cozinheira preparar especialmente, e mesmo que ele não acordasse a tempo, mandava refazer a cada poucas horas.
Song Weiwei pegou a colher, serviu um pouco de mingau de carne magra e o levou à boca dele.
Ji Chen estendeu a mão: — Deixa eu...
— Descanse. Deixa que eu te alimento. — Song Weiwei o alimentou com cuidado.
Vendo que ela insistia em alimentá-lo, Ji Chen não recusou mais.
Ele se esquivava cuidadosamente, mas ao mesmo tempo se entregava ao carinho dela, sentindo-se extremamente contraditório.
Em pouco tempo, Song Weiwei terminou de dar o mingau para ele. Ji Chen queria dizer algo, mas o celular na mesa tocou.
Song Weiwei pegou o celular e hesitou em desligar.
— Atenda. Pode ser algo importante.
Song Weiwei não se afastou dele. A ligação era de Qiao Yu, sobre algumas filmagens de propaganda que exigiam que ela fosse até lá.
Ela olhou para o homem e, sem pensar, recusou.
— Não tem problema. Vá trabalhar. — Ji Chen sorriu levemente. — Você conseguiu essa propaganda com dificuldade. Não deixe que eu atrase seu progresso.
Aquela filmagem era realmente importante para Song Weiwei. Se recusasse, perderia metade dos recursos.
— Espere por mim. Volto logo.
Ji Chen sorriu e assentiu: — Está bem. Vá com calma.
Song Weiwei, vendo que ele estava bem, hesitou um pouco, pegou a bolsa e, sob a insistência do homem, saiu do quarto.
Depois que ela saiu, o sorriso no rosto do homem foi desaparecendo aos poucos.
Ele ergueu a mão esquerda, olhou para o anel no dedo anelar e tomou uma decisão em silêncio.
...
Quando Song Weiwei terminou o trabalho e voltou ao hospital, abriu a porta do quarto e viu tudo escuro. Acendeu a luz e viu o homem dormindo de costas para ela.
Song Weiwei hesitou na porta por um momento, depois, para não atrapalhar o descanso dele, fechou a porta silenciosamente.
O homem, que estava de costas para ela, abriu os olhos assim que a porta se fechou.
Na escuridão, seus olhos eram profundos, como se tivessem perdido a luz.
Song Weiwei, que saiu do quarto, não conseguia dormir e também não queria voltar para a mansão. Sentou-se no banco do corredor.
Ficou encostada na parede por um tempo, sentindo-se extremamente angustiada. A garganta coçava, como se precisasse de uma válvula de escape.
Ficou em silêncio por um momento, depois foi até o mercado do hospital, comprou um maço de cigarros, foi para a área de fumantes, encostou na parede, rasgou o pacote, tirou um cigarro e o colocou na boca, só então percebeu que tinha esquecido de comprar um isqueiro.
No banco do lado oposto, uma figura solitária estava sentada. Ele tinha cabelo verde, um braço tatuado à mostra segurando um cigarro aceso. Ergueu a cabeça e soltou lentamente a fumaça...
Sob a luz quente, na fumaça tênue, seu perfil era bonito, frio e com um toque de malícia, uma beleza etérea.
Song Weiwei foi até ele, com uma mão na cintura e a outra cruzada, e perguntou educadamente: — Com licença, pode me emprestar o fogo?
O homem, claramente absorto em sua tristeza, nem levantou a cabeça ao ouvi-la. Pegou o isqueiro e o entregou a ela.
Song Weiwei inclinou a cabeça, apertou o isqueiro de metal, a chama azul acendeu o cigarro, e ela tragou fundo.
Provavelmente fazia muito tempo que não fumava aquilo. Perto de Ji Chen, ela se escondia muito bem, e com o tempo, até tinha esquecido. Dessa vez, tossiu, com os olhos marejados e o nariz ardendo, perdendo a compostura na frente de um estranho.
Ao ouvir o barulho, He Su ergueu a cabeça e a olhou de relance.
— Valeu. — Song Weiwei jogou o isqueiro de volta para ele e foi para o lado, encostada na parede, apreciando o luar.
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**Algo da autora:** Vocês querem que Song Weiwei fique com Ji Chen, transformando o sofrimento em doçura? Ou querem que ela reate com Gu Chao? Deixem nos comentários!