Capítulo 40: Capítulo 40 Correndo para Trabalhar na Própria Empresa

Quando An Ruo acordou novamente, já eram sete horas da manhã. Ela saltou da cama apressadamente e correu para o banheiro para se lavar, sem perder um segundo.

O mordomo Xu ajudou o homem a se vestir. Ao ver An Ruo se arrumando às pressas, um leve sorriso pairou sobre seus lábios finos, justamente percebido pela garota, que já estava de mau humor.

Ela franziu os lábios, insatisfeita: "Do que você está rindo? Não foi tudo culpa sua?"

E ainda tinha a cara de pau de rir? Será que ele estava de propósito, provocando-a?

O homem ergueu levemente as sobrancelhas: "Estou de bom humor hoje, não posso rir?"

An Ruo ficou sem resposta, calada diante das palavras dele.

Parecia que a alegria ou a raiva dele não eram da conta dela, e ela não tinha o direito de falar com ele daquele jeito.

Parecia que ele realmente estava de bom humor hoje; caso contrário, com aquela pergunta cheia de raiva, em outro dia ele teria explodido de fúria.

An Ruo não queria tomar café da manhã. Vendo que estava quase atrasada, ela quase chorou de ansiedade. O homem, com expressão calma, tateou o prato e pegou um ovo frito para ela.

"Coma tranquila. Vou mandar Han Chong te levar."

An Ruo fez uma careta: "Você sabe a distância daqui até a empresa? Com esse tempo, como vou conseguir chegar a tempo?"

"Fique tranquila, não importa a distância, vou te levar na empresa a tempo. Certo, Han Chong?"

Han Chong, que esperava ao lado, hesitou por um instante e depois assentiu: "Sim."

An Ruo quis dizer algo, mas engoliu as palavras de volta, sem vontade de discutir com ele. Comeu o café da manhã às pressas e se levantou para sair com Han Chong.

Antes de entrar no carro, An Ruo achou que certamente chegaria atrasada na empresa e levaria uma bronca do supervisor. Mas ela subestimou a velocidade do carro esportivo; em apenas vinte minutos, chegou à empresa.

O homem estava sentado em sua cadeira de rodas, olhando para o mar vasto e sem limites do lado de fora da janela. Serviu-se de uma xícara de chá e, assim que deu o primeiro gole, ouviu batidas na porta.

"Entre."

Han Chong entrou para relatar: "Patrão, a patroa já chegou em segurança na empresa."

O homem respondeu com um "hum" distraído, continuando a contemplar o horizonte.

"Patrão, adivinha em que empresa a patroa está trabalhando?"

Shen Xiaoxing pegou os papéis sobre a mesa, recostou-se preguiçosamente no encosto da cadeira e virou uma página, perguntando distraidamente: "Que empresa?"

"Lan Zhen."

A mão que virava os papéis hesitou por um instante.

O homem ergueu os olhos negros e impassíveis, girou a cadeira para encará-lo: "Você a acompanhou até lá?"

"Não. A patroa me mandou parar no semáforo, provavelmente com medo de ser vista pelos colegas de trabalho."

Shen Xiaoxing esboçou um sorriso sutil, erguendo as sobrancelhas com um ar elegante: "Ela sabe bem onde se meter, foi trabalhar na própria empresa da família."

"Então... devo avisar o Sr. Gu?"

Shen Xiaoxing desviou o olhar para os papéis em suas mãos e continuou a ler: "Não, deixa ela."

-

An Ruo trabalhava tanto todos os dias que nem tinha tempo para beber água, mas adorava aquela vida, sentindo-se especialmente realizada.

Além de enfrentar os desafios do trabalho, o que mais a incomodava era Zhou Mingyue.

Com três meses de estágio, ela precisava se esforçar ao máximo para mostrar seu valor e continuar na Lan Zhen. Durante esse período, tinha muitas coisas para aprender, precisava se dedicar ao trabalho e ainda lidar com as exigências caprichosas de Zhou Mingyue.

Por exemplo, durante uma reunião, quando o supervisor estava explicando um ponto importante, Zhou Mingyue ligava de repente, exigindo que ela fosse comprar café na hora.

E, com seu temperamento de patricinha, não se contentava com as cafeterias próximas; insistia em atravessar várias ruas para comprar um latte e tirar uma foto.

Satisfeita, postava no círculo de amigos e empurrava o café para An Ruo.

"Toma, é seu."

An Ruo franziu levemente a testa: "Você não vai beber?"

Zhou Mingyue passava o dedo na tela do celular, olhando o círculo de amigos: "Estou de dieta, não vou correr na esteira por duas horas só por um café."

An Ruo: "..."

Ela atravessou tudo aquilo para comprar um café, só para postar no círculo de amigos?

Comparada ao temperamento mimado de An Qing, Zhou Mingyue só tinha um excesso de frescura; além de ser afiada e às vezes incomodar, era boa pessoa, sem maldade. Pelo menos, quando alguém falava mal dela, vinha correndo para defendê-la.

An Ruo se aproximou da copa e ouviu a conversa de alguns colegas.

"Você viu? A novata An Ruo é uma puxa-saco de marca maior, obedece a Zhou Mingyue como se fosse um cachorro dela."

"Pois é, isso não é trabalhar, é ser empregada da Zhou Mingyue."

"Por um dinheiro mixuruco, deixar os outros mandarem nela, que falta de dignidade. Será que precisa tanto assim de dinheiro?"

"Tem uma cara bonita, mas é uma molenga que se deixa manipular."

An Ruo respirou fundo. Não queria ligar para esses comentários e estava prestes a sair quando a voz inoportuna de Zhou Mingyue chegou.

"O que você está fazendo aí? Termina logo o que tem na mão e vem comigo."

As pessoas na copa, ouvindo aquela voz alta, saíram constrangidas.

Zhou Mingyue, vendo aquela cena, entendeu tudo: "Todas paradas aí, falando mal de quem?"

Ninguém no departamento de planejamento ousava enfrentar Zhou Mingyue. Com o título de filha da família Zhou, ninguém podia se dar ao luxo de ofendê-la.

Zhou Mingyue já estava acostumada com esses joguinhos e bufou: "Vou avisar: An Ruo é minha gente. Quem bate no cão, olha para o dono. Daqui para frente, cuidem com a boca. Se eu ouvir mais alguma coisa que não devia, não vai ficar no departamento de planejamento."