O rosto bonito, o sorriso puro, os olhos curvados como luas crescentes. Parecia que ele estava dando um doce a Nangong Yichen, não uma arma. As palavras que saíam eram realmente assustadoras— "Esta é uma arma silenciosa. Você pode atirar em qualquer parte do corpo dele. Hehe, que tal tirar as calças dele e mirar no passarinho?" Nangong Yichen ergueu uma sobrancelha, olhando para ele com desagrado. "Realmente não quero que você seja meu irmão." "Também não quero ser seu irmão, o dia todo com essa cara fechada." Chu Junyu abriu as mãos. "Mas não tem jeito, temos destino, seremos irmãos nesta vida." "Onde o papai está ferido?" Chu Junyu disse: "O braço direito levou um tiro." Pum! Assim que ele terminou de falar, Nangong Yichen disparou um tiro, a bala acertando precisamente o braço direito do homem. Chu Junyu olhou, boquiaberto. "Precisava acertar tão certeiro?" "Hum." Nangong Yichen bufou friamente, o canto da boca bonito se curvando, o sorriso frio idêntico à expressão de Nangong Yehen ao sorrir de lado. Ele olhou para Chu Junyu com um sorriso irônico. "Quer tentar?" Chu Junyu pegou a arma, dando um risinho. "Quero atirar no passarinho dele." O homem robusto ao lado teve um espasmo no canto do olho. "Jovem mestre, atirar no passarinho mata." Não era para torturar bem esse homem? Um tiro e ele morre, não seria muito fácil para ele? "Irmão Guang, vou atirar no bico do passarinho, não no corpo." A Guang não entendeu. "O que é o bico do passarinho?" Chu Junyu virou o corpo, olhando fixamente para a virilha de A Guang. "Tire as calças, e eu te mostro onde é o corpo do passarinho." "Subordinado não quer!" A Guang recuou meio passo, cobrindo a virilha com as mãos, com medo de que Chu Junyu machucasse seu passarinho. Pum! Pum! "Ah..." O gemido baixo e dolorido do homem soou. Chu Junyu disparou dois tiros, direto no peito do homem, as feridas instantaneamente chocantes. Nangong Yichen ergueu a sobrancelha, olhando friamente para o peito que logo se tingiu de vermelho sangue, o rosto bonito e jovem exibindo uma maturidade que crianças da mesma idade não deveriam ter. Chu Junyu soprou o cano ainda fumegante, a névoa branca com cheiro de pólvora pairando na ponta do nariz, um cheiro nada agradável. "Esses dois tiros são em nome do tio Huoluan." Chu Junyu disse, olhando para o homem. O sangue escorrendo dele caía gota a gota no chão limpo, tornando este porão úmido ainda mais sombrio e sinistro. "Jovem mestre, quer dar um tiro e acabar com ele?" A Guang também estava com coceira nas mãos. "Morrer tão rápido não seria dar prazer a ele?" Chu Junyu sorriu, dois dentes brancos brilhando como pérolas. A Guang gostava cada vez mais dos dois jovens mestres da casa. "Diabinho, é melhor me matar com um tiro, ou você vai se arrepender!" O homem olhou para Chu Junyu com um olhar sanguinário. "Nossa, velhinho, a voz dele é tão bonita." Chu Junyu balançou a cabeça. "Que pena, uma voz tão bonita, mas não quero ouvir." "Não é tão bonita quanto a do papai." Nangong Yichen disse friamente. Chu Junyu concordou: "De fato." "Então, jovens mestres, querem cortar a língua dele?" Perguntou A Guang. Nangong Yichen lançou um olhar frio, e A Guang franziu os lábios, baixando a cabeça. Chu Junyu olhou para ele profundamente. "A Guang, como você pode ser tão sangrento e violento?" A Guang se sentiu muito inocente e magoado, ele não tinha feito nada? Falando em sangue e violência, quem se compara a ele?