Capítulo 964: Capítulo 964: Desabotoa Minha Camisa

Huo Luan se passava pelo chefe dos seguranças, o Irmão Zhang. Assim que desceu do carro, um segurança se aproximou para perguntar.

— O jovem mestre saiu para negociar a cooperação com Lin Donghai e me mandou trazer dez irmãos de volta para vigiar rigorosamente Nangong Yehen — disse Huo Luan.

O segurança assentiu: — Entendi, o jovem mestre saiu com cinco irmãos.

Huo Luan manteve uma expressão séria: — Ultimamente, o pessoal de Nangong Yehen está vasculhando tudo para encontrar o paradeiro dele. Vamos redobrar a vigilância!

— Entendido, Irmão Zhang!

Huo Luan se virou e disse severamente aos irmãos que trouxera: — Vocês vão para o terraço vigiar. Ah Feng, Xiao She, venham comigo ao terceiro andar!

— Sim, Irmão Zhang!

Huo Luan subiu direto ao terceiro andar com os dois irmãos.

Seguindo as instruções de Chu Junyu, eles foram direto até a porta daquele quarto.

Os dois seguranças ficaram de cada lado, com postura profissional. Huo Luan esticou a mão e girou a maçaneta. A porta estava trancada, precisava de chave para abrir.

Huo Luan olhou ao redor com cautela e, com força, torceu a fechadura com as mãos.

Uma fechadura boa foi entortada e quebrada por ele.

Ele empurrou a porta rapidamente e entrou num piscar de olhos.

— Patrão! — Ao ver Nangong Yehen, Huo Luan ficou muito emocionado.

Ao ouvir aquela voz, Nangong Yehen franziu a testa e olhou para Huo Luan com surpresa: — Huo Luan?

Huo Luan assentiu: — Patrão, sou eu mesmo!

Nangong Yehen sorriu levemente: — Foi Chu Junyu quem te contou?

Huo Luan confirmou: — Desta vez, graças aos dois jovens mestres. Caso contrário, eu nunca teria encontrado o paradeiro do patrão.

Huo Luan sentiu-se envergonhado.

— Naquela explosão, fiquei ferido. Perdi o celular e o Bluetooth que carregava. É normal que vocês não me encontrassem — disse Nangong Yehen, sem culpar Huo Luan em nada.

— E os seus ferimentos? — Huo Luan olhou para Nangong Yehen com preocupação.

Nangong Yehen balançou a cabeça: — Ferimentos leves, não vou morrer. E já estou completamente curado.

Ao ouvir isso, Huo Luan se sentiu aliviado: — Patrão, venha comigo rápido! Conseguimos despistar Gong Liye. Vamos sair já!

Dito isso, Huo Luan foi abrir a porta.

— Não consigo andar — disse Nangong Yehen, irritado.

Huo Luan sentiu um arrepio na espinha. Virou-se e olhou para Nangong Yehen incrédulo: — Patrão...

Será que as pernas do patrão estavam aleijadas?

Senão, por que, ao vê-lo, ele ainda estava deitado? Não queria sair?

Vendo a expressão desesperada e cheia de pena de Huo Luan, Nangong Yehen ficou ainda mais irritado. Olhou feio para ele: — Que cara é essa?

— Eu... eu...

— Desabotoa meus botões!

— Hã?

— Desabotoa meus botões e tira a agulha de anestesia do meu peito!

Huo Luan entendeu na hora. O patrão não estava com as pernas aleijadas, mas sim sob efeito de uma agulha de anestesia.

Huo Luan desabotoou rapidamente os botões de Nangong Yehen e procurou atentamente em seu peito.

Ter a roupa desabotoada por um homem e agora ser encarado no peito deixou Nangong Yehen com uma expressão péssima, muito feia.

Ele lançou um olhar para Huo Luan. Por que ele não era mulher?

Logo, Huo Luan encontrou a agulha transparente, da cor da pele. Ele a segurou delicadamente com dois dedos e puxou. A agulha de anestesia saiu.

— Ainda vão ser necessárias dez horas para o efeito da anestesia passar — disse Nangong Yehen friamente.

Ou seja, nessas dez horas, ele não conseguiria se mover.

Ao ouvir isso, Huo Luan ficou com uma expressão pesada: — Em dez horas, Gong Liye já terá voltado.

— Quantos vieram? — perguntou Nangong Yehen.

— Quinze.

Nangong Yehen franziu a testa: — Só vieram quinze? Vocês têm muita confiança.