“……” Chu Lingzhi permaneceu em silêncio.
Ela não havia pensado em envolver Ouyang Ruobing nesse assunto.
Isso só irritaria Gong Liye, fazendo-o tomar atitudes que prejudicassem Nangong Yehen e Ouyang Ruobing.
"Mamãe, sem provas, não devemos alarmar Gong Liye." Nangong Yichen olhou para Chu Lingzhi e disse: "Se o papai estiver nas mãos dele e não tivermos provas, ao alarmá-lo, ele pode matar o papai imediatamente."
Ao ouvir isso, Chu Lingzhi sentiu um breve sufoco, como se seu coração tivesse sido golpeado com força por um martelo.
Ela não sabia se Nangong Yehen estava ferido; se estivesse e Gong Liye não chamasse um médico para tratá-lo, como estaria sua condição…
Ao pensar nos ferimentos de Ouyang Ruobing, ela ficou apavorada. Associando os ferimentos de Ouyang Ruobing aos de Nangong Yehen, a dor no coração de Chu Lingzhi a fez querer chorar de repente.
Nangong Yichen, vendo-a triste e preocupada, sentiu uma imensa compaixão por ela. Ele estendeu seus pequenos braços e abraçou Chu Lingzhi, consolando-a com o coração de um homem em corpo de menino: "Mamãe, não fique triste. Já que você suspeita que o papai está nas mãos de Gong Liye, quando voltarmos, vou mandar Huo Luan e o pessoal da Ganbaotang investigarem Gong Liye em segredo. Se o papai realmente estiver com ele, teremos chance de resgatá-lo. Não se preocupe."
"Hum." Chu Lingzhi assentiu. Só restava isso a fazer.
Nangong Yichen, num ângulo que Chu Lingzhi não via, esboçou um sorriso ligeiramente astuto.
Mamãe conseguia sentir, sem investigar, que o papai estava nas mãos de Gong Liye. Isso não significava que eles tinham uma conexão de corações?
Já que mamãe sentia que o papai estava com Gong Liye, então as conclusões que ele e Chu Junyu tiraram, através das insinuações de Ouyang Ruobing, estavam muito corretas.
Três horas depois, o avião pousou na Mansão Nangong.
Ao descer do avião, Chu Junyu e Nangong Yichen chamaram Huo Luan e foram para o quarto, trancando a porta.
Chu Lingzhi, sem descansar, correu para onde estava Di Rui Yingxue.
No momento em que abriu a porta, Chu Lingzhi levou um susto com a mulher sentada na cabeceira da cama.
Aquela que antes era arrogante e adorava maquiagem pesada, agora estava pálida, abatida e com o olhar vazio, sentada ali.
Mesmo sabendo que alguém abrira a porta e entrara, seus olhos vazios nem se moveram.
Ela pensou que fossem os empregados ou seguranças trazendo comida; olhar ou não, dava no mesmo. Se olhasse, eles também não a deixariam sair.
Ela tentou suicídio, pensando que assim a soltariam.
Foi ingênua demais. Mesmo que morresse, ninguém na mansão se importaria ou se preocuparia com ela.
Di Rui Ximing morreu, e logo a Xia Guo seria tomada por Nangong Yehen. Ela já não era mais princesa.
Nangong Yehen não a amava; casara-se com ela apenas por um pequeno valor de utilidade. Agora que esse valor se fora, era ainda mais improvável que ele viesse a amá-la.
A única chance de ela se reerguer agora era o filho em seu ventre.
Mas, ontem, ela sangrou. Huo Luan chamou um médico que estabilizou o feto, mas disse que ele estava muito fraco, podendo não se manter a qualquer momento, e que ela precisava manter a calma e controlar as emoções, senão a criança realmente se perderia.
Nessas condições, como manter a calma? Como controlar as emoções?
Ela já estava abortando, e Nangong Yehen nem sequer a olhou. Mandou Huo Luan dizer que, se quisesse morrer, que morresse ali mesmo.
Palavras muito cruéis, muito impiedosas…
Morrer ali mesmo, se quisesse. Uma frase impiedosa, como uma faca sem piedade, cravando-se friamente em seu coração.