—Claro que tenho medo. Você não acha que o olhar dele para você é especialmente estranho? — Mu Yu suspirou e disse em tom melancólico.
Chu Lingzhi pegou as roupas e entrou no banheiro. — Garotos adolescentes que estão despertando para o amor são assim.
— E você ainda sabe que ele é um garoto adolescente despertando para o amor? Ele está despertando para você, e você ainda deixa ele se aproximar?
— Eu não deixei ele se aproximar!
— De qualquer forma, para que eu possa continuar viva, você precisa recusar a gentileza dele.
Chu Lingzhi trocava de roupa, e a porta do banheiro não estava fechada, apenas encostada. Ela ouvia claramente as palavras de Mu Yu.
— A gentileza dele comigo afeta sua vida?
Mu Yu bateu o pé: — Eu não acabei de dizer? Seu homem me ordenou que eu cuidasse bem de você, que te vigiasse e não deixasse nenhum homem se aproximar de você, especialmente o Terceiro Jovem Yin, senão ele me mataria.
Ao mencionar Nangong Yehen, Chu Lingzhi parou o movimento de trocar de roupa. Ele era tão bom para ela...
Depois de se trocar, Mu Yu segurou o braço de Chu Lingzhi e saiu do quarto do hospital.
Ela sabia que Yin Haoxuan devia estar esperando lá fora.
Ao abrir a porta, ele estava mesmo ali, esperando por Chu Lingzhi.
Quando viu Chu Lingzhi, seus olhos escuros brilharam, como se tivessem visto uma montanha de ouro.
Ele se aproximou, querendo abraçar Chu Lingzhi para andar.
Mas Chu Lingzhi tinha uma mão no bolso do casaco, e a outra, claro, estava firmemente segurada por Mu Yu.
Ele queria abraçá-la, mas...
Yin Haoxuan franziu os lábios e, por fim, desistiu de abraçá-la, andando lado a lado com ela.
Mas em seu coração, pensava que um dia teria que se livrar daquela mulher, Mu Yu.
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A noite chegou.
A figura alta de Gong Liye entrou no quarto.
A luz do quarto estava acesa. Ouyang Ruobing estava deitada na cama, de olhos abertos, olhando fixamente para o teto.
Ela estava presa ali há vários dias e sabia que Gong Liye a estava mantendo em cárcere privado.
Ele dizia que era para ela se recuperar melhor, não a deixava sair para pegar vento ou frio, mas na verdade a estava prendendo.
Caso contrário, não a impediria nem de sair do quarto, fazendo com que os empregados trouxessem comida e bebida, e quando ela se sentisse mal, chamavam um médico para atendê-la em casa.
Esses dias eram tão desesperadores...
Ao vê-lo entrar, seus olhos se moveram levemente, olhando para ele.
Sua tez ainda estava feia. Depois de tomar soro durante o dia, não tossiu desde a tarde até agora.
— Está melhor? — Gong Liye se aproximou, parou ao lado da cabeceira e perguntou em tom suave.
Ouyang Ruobing assentiu. — De repente, me deu vontade de comer mingau de aveia.
Gong Liye assentiu. — Tudo bem, vou mandar a cozinha preparar.
Dizendo isso, pegou o telefone fixo na cabeceira e ligou para a cozinha.
— Quero dar uma volta lá fora. — Ela sentia o ar do quarto muito abafado.
As janelas estavam fechadas, o aquecimento ligado o dia todo, o ar não era nada fresco. De repente, sentiu saudade do vento lá fora.
Gong Liye nem pensou, recusou diretamente: — Lá fora está ventando, a temperatura caiu. Se você sair, vai tossir.
— Vou vestir muitas roupas.
— Não! — Ele tirou o casaco, virou-se e ia sair.
Ainda havia documentos no escritório que precisavam ser revisados, ele precisava trabalhar.
Ouyang Ruobing de repente o chamou: — Gong Liye, você pretende me manter presa para sempre?
Gong Liye ergueu as sobrancelhas, seu olhar se tornou afiado: — Estou preocupado com sua saúde!
— Lá fora o vento está forte, não vou sair, mas por que não me deixa sair deste quarto? Por que não posso descer as escadas?
— Você não está em condições de andar agora.
— Você está mentindo. Meu corpo, será que eu não conheço?