Capítulo 770: Capítulo 770: Papai bateu na mamãe

Chu Junyu apertou os punhos pequenos, quase batendo o pé de raiva. Como o papai podia bater na mamãe? Um homem que bate na própria mulher não é homem, é um hipócrita. De repente, Chu Junyu sentiu uma grande decepção com Nangong Yehen. Quando a mamãe não o reconhecia, a vida dela era boa; depois que ficou com ele, ela só se machucava, e agora ainda leva pancada dele...

Nangong Yehen ergueu a cabeça, o rosto cheio de dor. Como ele poderia ter coragem de bater nela? Mas a dor no coração dele era ainda mais pesada do que a de quem leva a pancada. Vendo a dor em seus olhos, Chu Junyu e Nangong Yichen ficaram ligeiramente surpresos. Parecia que não era só uma briga simples; com certeza algo tinha acontecido.

Os olhos de Nangong Yehen estavam injectados de sangue, vermelhos, claramente querendo chorar, mas se segurando. Nangong Yichen franziu a testa. Aquele Nangong Yehen que ele conhecia não era frio, arrogante e dominador como um imperador? Por que tinha se tornado assim? Como um homem sofrendo por amor perdido. Chu Lingzhi não o queria mais, e ele realmente estava de coração partido.

"Papai, será que... aconteceu alguma coisa?" perguntou Nangong Yichen. Nangong Yehen: "..." Ele não sabia como contar isso aos dois filhos. Tinha medo de que eles, como Chu Lingzhi, guardassem rancor dele e depois não o quisessem mais. Mulher é importante, filhos também são importantes; sem eles, Nangong Yehen não ousava imaginar como seria a vida daqui para frente.

"Vocês não parecem estar brigando, parece mais que perderam o pai," disse Chu Junyu, com um tom melancólico.

"Desculpa..." Nangong Yehen abaixou a cabeça, como uma criança que fez algo errado. Esse "desculpa" não se sabia se era para Chu Lingzhi, ou para Chu Junyu e Nangong Yichen. Chu Lingzhi estava muito sofrida, muito fraca, chorando caída no sofá, sem forças para se levantar. Ao ouvir aquela desculpa baixa e rouca, ela chorou ainda mais alto.

"O que aconteceu afinal?!" Chu Junyu bateu o pé, apertando os dois punhos pequenos com uma expressão angustiada: "Vocês não podem ser diretos e me contar logo o que aconteceu?"

"Queridos..." Chu Lingzhi finalmente levantou a cabeça, o rosto coberto de lágrimas, olhando para Chu Junyu, com uma aparência tão comovente que dava pena.

"Mamãe, por que você está chorando assim?" Chu Junyu se aproximou, com o coração apertado, enxugando as lágrimas dela. Os olhos vermelhos de tanto chorar, o nariz também vermelho, o rosto cheio de marcas de lágrimas novas e velhas, uma pena.

"Você quer ficar com o papai ou com a mamãe?" perguntou Chu Lingzhi, soluçando.

"Mamãe, o que você está dizendo?" Chu Junyu franziu a testa, sem entender o que ela queria dizer.

"A mamãe quer sair da Mansão Nangong."

Ao ouvir isso, Nangong Yehen teve um olhar profundo e sombrio, o coração no peito doendo a cada aperto.

"É por causa de Di Ruiyingxue?"

Chu Lingzhi balançou a cabeça com tristeza, "Não tem nada a ver com ela."

"Mas eu quero ficar com vocês," disse Chu Junyu, puxando a mão de Chu Lingzhi. "Mamãe, você não pode deixar o papai só por causa de uma briga; isso vai magoá-lo muito."

"A mamãe... não pode mais ficar com ele."

Chu Junyu ficou chocado: "Por quê?" Por que não podiam mais ficar juntos?

"Porque... porque..." Chu Lingzhi estava tão triste que não conseguia falar. Ela também não queria que os dois filhos soubessem a verdade do que aconteceu. Por causa de quê? Os dois pequenos estavam morrendo de ansiedade!

"Acho que vocês precisam de um tempo para se acalmar," disse Nangong Yichen, olhando para eles com frieza. "Quando se acalmarem, a gente volta a conversar."

Nangong Yehen tinha um olhar dolorido. Se acalmar, e depois de se acalmar, o resultado não seria o mesmo? No final, ela ainda ia sair da mansão, deixá-lo.