Capítulo 761: Capítulo 761: Incapaz de Recusá-lo

Ela é adulta, médica, e entende de fisiologia melhor do que ninguém. Nangong Yehen estar íntimo com ela, ter essa reação, é normal. Ele a deseja, a ama profundamente, e ficou tanto tempo sem tocá-la — é natural que sofra. Ela conhece a intensidade dele nesse aspecto; ele é um homem normal e viril. Sentindo as batidas aceleradas do coração e a respiração ofegante, Chu Lingzhi não consegue recusá-lo. Também nunca pensou em recusá-lo, só que agora estão na Mansão Nangong, e Di Ruiyingxue está presente. Ela não quer que ele a mime demais na frente de Di Ruiyingxue, a ponto de arruinar o plano. Se não fosse por Di Ruiyingxue, ela até gostaria de estar assim com ele. Ela gosta das investidas ocasionais dele, gosta quando ele age como um safado, gosta do olhar que ele lhe dirige, profundo e cheio de tolerância. Como se, aos olhos dele, ela fosse uma mulher impecável e perfeita. Assim como ele, no coração dela, também é um homem perfeito e irrepreensível. — Nangong Yehen, eu também quero te dar, mas agora não dá. — Chu Lingzhi fica imóvel nos braços dele. Ela gosta de ser abraçada assim, sentindo o calor do corpo dele. Com ele a segurando assim, ela não sente frio nenhum. O vento frio que sopra nem a alcança; o corpo alto dele já bloqueou tudo por ela. O abraço dele é o porto seguro que a protege da tempestade. O abraço dele é firme e forte; abraçada por ele, ela se sente muito segura. Como se, mesmo que o céu desabasse, ela não seria esmagada. Nangong Yehen tem o olhar profundo: — Por que agora não dá? Chu Lingzhi, claro, não vai dizer que é por causa de Di Ruiyingxue estar na mansão. — Ainda estou muito fraca. Quero me recuperar bem antes de te dar. Nangong Yehen sussurra perto do ouvido dela, de forma ambígua: — Vou ser muito gentil, não vou te machucar. Ele realmente não aguenta mais: — Se não me der, não está me torturando, me maltratando? Chu Lingzhi ri baixinho: — Que exagero! Quando foi que te torturei ou maltratei? — Me recusar, me deixar sofrendo, me fazer sofrer — se isso não é tortura e maus-tratos, o que é? Ele fala com tanta mágoa e inocência que o coração dela se derrete. — Está mesmo sofrendo tanto assim? — O que você acha? — Já que está tão digno de pena, esta noite eu te dou. Os olhos do homem brilham: — Vamos voltar agora! — Mas estou com fome de novo. — Não acabou de comer um prato de macarrão? — Nangong Yehen ergue uma sobrancelha. — Antes não comia nada; aquele macarrão conseguiu repor os nutrientes que perdi? — Chu Lingzhi faz bico, com o rosto vermelho e tímido: — Se não comer bem, como vou ter ânimo para fazer amor com você... Nangong Yehen adora quando ela fica tímida, é adorável, dá vontade de beijá-la. — Também estou com fome, não comi muito antes. Vamos voltar para comer; de barriga cheia é que se tem força para fazer. A última frase ele diz de forma sedutora, como se quisesse tentar um anjo a pecar. Ele a levanta no colo e caminha em direção à vila. Anda muito apressado, como se quisesse chegar logo ao quarto. Chu Lingzhi fica sem palavras: será que ele precisa agir como se não tocasse numa mulher há dez anos? Di Ruiyingxue observa as figuras deles se afastando, e o fogo do ciúme já a consome loucamente. Ela não pode mais engolir essa humilhação. Sempre foi orgulhosa e altiva, e agora ser pisada por Chu Lingzhi — isso, de jeito nenhum, ela vai aceitar. Ela é a esposa de Nangong Yehen; por que quem vai para a cama com ele é Chu Lingzhi?