Ela não era exceção. "Se um dia eu não conseguir crescer cabelo, você também terá que raspar o seu." Chu Lingzhi disse, fazendo beicinho: "Assim ficamos mais combinando." Era apenas uma brincadeira de dengo, mas Nangong Yehen a olhou com seriedade: "Está bem, vamos ficar carecas juntos." "Papai careca deve ser muito feio." Disse Chu Junyu, rindo. "Parece um monge." Disse Nangong Yichen. "Contanto que eu possa comer sua mãe, o que importa parecer um monge?" Nangong Yehen sorriu, com um sorriso sedutor. Chu Lingzhi sorriu levemente. Esse homem, mal ela tinha acordado, já dizia essas palavras sedutoras. Mu Yu, ao receber a notícia de que Chu Lingzhi tinha acordado, imediatamente preparou um mingau de arroz e o trouxe. Chu Lingzhi tinha ficado em coma por tanto tempo que não era adequado comer outras coisas; o mingau de arroz era o mais indicado para ela. Ela ainda colocou um pouco de sal e algumas gotas de óleo de gergelim no mingau, para torná-lo mais saboroso e apetitoso. Durante o coma, Chu Lingzhi não tinha ingerido alimentos com sal, e agora precisava de sal. Uma tigela cheia de mingau foi consumida, e depois ela bebeu meio copo de água. O ânimo de Chu Lingzhi melhorou bastante. Nangong Yehen ficou ao lado dela o tempo todo, o que a deixou de bom humor. Os dois filhos conversavam com ela, contando piadas sem parar. Eles se davam tão bem que Mu Yu, ao lado, não conseguia nem entrar na conversa; ela acabou saindo discretamente do quarto do hospital. Naquele momento, o que Chu Lingzhi mais precisava era deles. Com eles por perto, ela se recuperaria mais rápido. No dia seguinte, Chu Lingzhi já estava como se nada tivesse acontecido. Se não fosse pela cabeça raspada e pela roupa de paciente, não daria para perceber que ela estava doente. Nangong Yehen não gostava do cheiro de desinfetante no hospital. Vendo que ela estava bem disposta e que o médico a reexaminou, constatando que o ferimento na cabeça estava basicamente cicatrizado, ele providenciou a alta hospitalar para ela. Ele levou Chu Lingzhi de volta à mansão para cuidar de sua recuperação. Na mansão, havia todo tipo de alimento disponível, e os empregados a tratavam bem, cuidando dela com esmero. O carro saiu do hospital e voltou à mansão, parando em frente à vila. Nangong Yehen e o motorista Huo Luan desceram ao mesmo tempo. Huo Luan rapidamente se aproximou para abrir a porta do banco de trás. Nangong Yehen contornou o carro para pegar a mulher que estava dentro e carregá-la para fora. Chu Lingzhi resistiu: "Eu consigo andar, não preciso ser carregada." Curvado na porta, Nangong Yehen a encarou: "Não faça drama, vou te carregar para baixo." "Minhas pernas estão bem." "Sua cabeça está problemática." "Isso não afeta minha capacidade de andar." "E ainda se diz médica; o sistema nervoso humano transmite tudo através do cérebro." "..." Chu Lingzhi ficou sem palavras. Se ele queria carregá-la, que carregasse, mas ainda arrumava tantas desculpas. Se ela não deixasse, ele não desistiria. Chu Lingzhi acabou cedendo, deixando-o carregá-la para fora do carro e depois levá-la para dentro da vila. Os empregados da vila sabiam que ela estava ferida, e agora, ao vê-la de volta em segurança, estavam muito felizes. Nangong Yehen a carregou, entrou com passos largos na sala de estar e, ao subir as escadas, não se esqueceu de instruir os empregados da cozinha: "A senhora precisa comer coisas leves e nutritivas. Preparem e tragam para cima!" Ao ouvir essas palavras, o coração de Chu Lingzhi se aqueceu. Ele sempre se referia a ela como "a senhora" para os empregados. Ela enterrou o rosto profundamente em seu peito firme, aspirando o cheiro familiar que ele tinha. A sensação de ser mimada por ele era realmente feliz. No coração dele, ela sempre foi sua senhora Nangong. Senhora?! Drui Yingxue, parada no corredor do terceiro andar, observava friamente a mulher nos braços de Nangong Yehen. Ela era a senhora? Se ela era a senhora, então o que Drui Yingxue era? Nangong Yehen ousava carregá-la para casa na frente dela?