“Bem… bem… da próxima vez…” O velho senhor Mo, embora relutante, viu que Chu Lingzhi tinha algo a fazer e não insistiu. Ele tinha muitas perguntas a fazer, mas sua fala não era fluente, e as palavras que queria dizer não conseguiam sair claramente pela boca. O velho senhor Mo a observou sair do quarto, seus olhos turvos carregando uma expressão complexa. Ao recordar o grande incêndio daquele ano, seu coração se apertava e se contraía, com um peso e uma amargura indescritíveis. Algumas coisas, se ele não perguntasse, seriam melhores para ela… Ao sair da casa de Mo Chen, Chu Lingzhi queria entrar no carro da assistente, mas foi puxada por Nangong Yehen para o carro dele. — Senhor Nangong, eu poderia simplesmente voltar no carro da assistente. Por que se dar ao trabalho de me levar? O comportamento autoritário de Nangong Yehen era simplesmente irritante. Chu Lingzizhi apertou o cinto de segurança e o examinou de cima a baixo. — Você está tão entediado assim? Nangong Yehen lançou um olhar frio, seus olhos gélidos parecendo dizer: "Se estou entediado ou não, é da sua conta?" Fingindo ser superior. Chu Lingzizhi resmungou para si mesma, franziu os lábios e olhou pela janela. — Moxabustão? — Nangong Yehen ligou o carro, curvou os lábios e olhou friamente para a frente. Chu Lingzizhi franziu a testa e virou-se para olhá-lo. Vendo-o dirigir com total concentração, ela piscou os olhos. — Foi você quem falou agora? — Há mais alguém aqui? — O que você disse? — Ela achou ter ouvido "moxabustão". — Seus registros mostram que você estudou medicina ocidental na faculdade. Por que sabe tanto sobre medicina chinesa? — Eu combino as duas. Nangong Yehen curvou os lábios, um brilho profundo passando por seus olhos. Chu Lingzizhi de repente se lembrou de algo, bateu as mãos nas coxas e exclamou: — Droga! Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas, seu rosto escureceu, e seus olhos profundos, cheios de dúvida, a examinaram. — Ainda não recebi a taxa da consulta. — Chu Lingzizhi olhou para Nangong Yehen, dizendo com pesar. Quando ela bateu nas coxas e exclamou "droga", o coração de Nangong Yehen se apertou, pensando que ela havia esquecido algo importante. Ao ouvir aquilo, ele quase vomitou sangue de raiva. — Chu Lingzizhi, se quer dinheiro, pode pedir diretamente a mim! — Esses sustos são realmente irritantes. — Você vai pagar a taxa da consulta pelo velho senhor Mo? — Óbvio! — A taxa é de dez mil. Senhor Nangong, lembre-se de me pagar. — Chu Lingzizhi olhou para Nangong Yehen com um sorriso de satisfação. Nangong Yehen a olhou com desprezo. Dez mil reais e ela já tem medo de não receber? Não tem ambição? Nesse momento, o celular no painel do carro tocou, e na tela piscava o nome "Bing'er". Nangong Yehen deu uma olhada, e seu rosto de repente ficou sombrio. — É a senhorita Ouyang, não é? Por que não atende? — Chu Lingzizhi perguntou curiosa, vendo seu rosto frio como gelo, e franziu os lábios. O olhar que trocaram claramente escondia algo. Agora que a ligação chegava e ele não atendia, Chu Lingzizhi tinha ainda mais certeza de que a relação deles não era comum. — Senhor Nangong, será que a senhorita Ouyang terminou com você, e por isso não ousa atender o telefone dela? — Chu Lingzizhi riu, perguntando com fofoca. Ssssh— De repente, um som agudo de freio ecoou pelo ar. O corpo de Chu Lingzizhi foi jogado para a frente com violência. Felizmente, ela estava com o cinto de segurança, senão já teria batido a cabeça. — Você… — Chu Lingzizhi virou-se furiosa para encarar Nangong Yehen. No entanto, ao ver seu rosto assustador e sombrio, e seus olhos frios como os de um demônio, suas palavras ficaram presas na garganta. Ele parecia um espírito maligno saindo da escuridão, com uma aura assassina intensa se formando em seus olhos enquanto a encarava.