"Di Ruiyingxue não é exceção?"
Nan Gongyehen a encarou com um olhar duro. "Você não viu que eu já revidei por você?"
Chu Lingzhi olhou para ele com preocupação. "Será que Di Ruiximing vai te culpar por bater na filha dele?"
Nan Gongyehen franziu o cenho, com o rosto sombrio. "Estou disciplinando os meus."
Chu Lingzhi ficou surpresa: "Ela já é sua?"
Nan Gongyehen a encarou: "Huo Luan também é meu, e o empregado que trouxe a água agora há pouco também é meu."
"Você quer dizer que está disciplinando seus subordinados?"
Nan Gongyehen foi direto e um tanto venenoso: "Subordinado é um elogio para ela. Estou disciplinando uma cadela raivosa."
"..." Ao ouvir isso, Chu Lingzhi sentiu um tremor nos cantos da boca.
Nan Gongyehen tratava Di Ruiyingxue como uma cadela, e ela e o filho tinham acabado de falar sobre cães também. Essa família deles era realmente peculiar.
"Você não vai perguntar por que Di Ruiyingxue bateu no pequeno?" Chu Lingzhi perguntou.
Nan Gongyehen brincava com a mão dela. "Não preciso perguntar. Mesmo que eles estivessem errados, ninguém tem o direito de levantar a mão contra eles."
Os filhos dele, Nan Gongyehen, eram preciosos demais. Quem ousasse bater neles, estava pedindo para morrer.
Chu Lingzhi sorriu: "Na verdade, não foi culpa deles. Foi Di Ruiyingxue quem provocou."
"Por que você voltou?" Nan Gongyehen perguntou, olhando para ela.
"Voltei para pegar alguns livros."
"Daqui para frente, quando eu não estiver na mansão, evite voltar."
Di Ruiyingxue era louca, e ele não queria que ela tivesse contato com aquela mulher insana.
Ela poderia não machucar Chu Junyu e Nan Gong Yichen, mas não havia garantia de que não machucaria Chu Lingzhi.
"Papai, dê ordens para que, daqui para frente, quando a mamãe voltar, os empregados e seguranças da mansão a tratem como uma deusa. Não resolve?" Sugeriu Chu Junyu.
"Voltei só para pegar os livros e já vou embora. Estou ocupada ultimamente." Chu Lingzhi sorriu, olhando para Chu Junyu. "É melhor eu não voltar muito. Os empregados e seguranças podem me tratar como uma deusa, mas se eu irritar Di Ruiyingxue, os seguranças que ela coloca lá fora não vão me tratar assim."
"Daqui para frente, deixe o Nan Gua te acompanhar." Disse Nan Gongyehen.
Chu Lingzhi concordou: "Está bem."
"Fique esta noite."
"Por quê?" Chu Lingzhi ficou surpresa.
Nan Gongyehen a olhou profundamente: "Sem porquê. Eu mandei você ficar, então fique."
"Está bem..." Chu Lingzhi concordou.
No andar de baixo.
Uma empregada estava tirando os espinhos da mão de Di Ruiyingxue.
A empregada tremia de medo, submissa. Pouco antes, outra empregada a machucara e fora chutada para longe.
Di Ruiyingxue estava semi-deitada no sofá. Ao pensar em Chu Lingzhi, seus olhos involuntariamente brilhavam com um frio intenso.
Mas ao pensar em Nan Gongyehen, seu olhar se enchia de tristeza.
O rosto dela ainda carregava a marca da mão dele.
Aquele tapa doía mais do que se tivesse sido dado no coração.
Ela ergueu a cabeça e olhou para o andar de cima.
Ele estava lá em cima com Chu Lingzhi há tanto tempo, e ainda não tinham descido.
O que estariam fazendo lá?
Ela, uma princesa de um país, como poderia suportar tamanha humilhação?
Ela era agora a Senhora Nan Gong, a dona da mansão, mas estava sendo deixada de lado ali.
Di Ruiyingxue sentia um milhão de ressentimentos.
Ela olhou friamente para a empregada que tirava os espinhos: "Ainda não terminou de tirar todos?"
A empregada respondeu: "Está quase."
"Um bando de inúteis. Uns poucos espinhos levam tanto tempo!"
"..." A empregada não ousou responder. Baixou a cabeça e continuou a tirar os espinhos com cuidado.
Onde eram poucos espinhos? Eram muitos, sim!
A mão estava cheia de espinhos, e ainda assim ela a usara para bater. Os espinhos não tinham acertado o rosto de Chu Lingzhi, mas tinham cravado fundo na carne, tornando ainda mais difícil arrancá-los...