Chu Lingxi naturalmente queria ficar na mansão, mas se ela ficasse ali, isso colocaria Nangong Yeyan em uma situação difícil.
Contanto que seus dois tesouros estivessem seguros ali, e Di Ruiyingxue não pudesse maltratá-los, já bastava.
— Você pode ficar na mansão. — Di Ruiyingxue entrou com os braços cruzados, erguendo o queixo, com um ar arrogante, como se estivesse fazendo uma caridade a Chu Lingxi.
Chu Lingxi franziu levemente a testa, olhando para Di Ruiyingxue. Essa mulher, tão bondosa assim?
Chu Junyu e Nangong Yichen também olharam para ela. Eles sabiam que ela já estava tramando algo novamente.
Mas os planos dela eram sempre planos estúpidos.
A Mansão Nangong era território deles. Ela era tola a ponto de tramar algo no terreno deles? Não era burrice?
— Você pode ficar na mansão, igual a elas. — Di Ruiyingxue parou na frente de Chu Lingxi, apontando para as duas empregadas, com uma postura de rainha. — Sirva-me bem.
— Você quer que minha mãe seja sua criada? — Chu Junyu olhou para Di Ruiyingxue com divertimento.
— Isso já é uma honra que estou lhe dando.
— Acho que você esqueceu o que eu disse agora há pouco: tudo aqui é meu.
— Você me acha idiota? Acha que vou acreditar nas suas palavras? — Di Ruiyingxue disse friamente, com uma expressão cheia de acidez e maldade.
— Você é realmente idiota. — Chu Junyu a ironizou.
— Você... — Di Ruiyingxue ficou sem palavras, furiosa. Ela encarou Chu Lingxi: — Chu Lingxi, você já não tem educação, e os filhos que criou também não têm!
— Educação? — Chu Lingxi pegou a xícara de chá, tomou um gole com elegância. Seu rosto belíssimo trazia um leve sorriso. Ela ergueu a cabeça e olhou para Di Ruiyingxue. — O que é educação? Na sua cabeça, educação é matar? Ou armar ciladas com veneno? Ou apenas sentir inveja dos outros?
Ela colocou a xícara de chá de volta, abraçou Chu Junyu, olhando para ele com um olhar terno e carinhoso, cheio de amor maternal. — Meu filho tem educação, sim, mas ele sabe falar com pessoas como pessoas, e com fantasmas como fantasmas. Diante de uma mulher sem educação, por que usar educação para tratá-la? Querido, não é verdade?
Chu Junyu assentiu: — Mamãe está certa! Smack! —
Ele deu um beijo no rosto de Chu Lingxi, seu rostinho delicado cheio de um sorriso charmoso. — Eu tenho amor e respeito pela minha mãe bondosa, tenho admiração pelo meu pai talentoso, tenho consideração pelos empregados e seguranças que gostam de mim, e...
Chu Junyu lançou um olhar frio para Di Ruiyingxue. — Para cadelas burras que só sabem latir e não fazem nada, sinto muita repulsa, não consigo gostar. Mas para cachorrinhos fofos e adoráveis, sou apaixonado. Mamãe, os cachorros também têm muitos tipos, não é?
Chu Lingxi assentiu, concordando plenamente: — Sim, os cachorros também se dividem em muitas categorias.
Nangong Yichen comia bolinhos, ouvindo a conversa com interesse.
As empregadas também se sentiam felizes ao ouvir aquilo, torcendo mentalmente para que eles humilhassem Di Ruiyingxue.
— Que categorias existem?
Chu Lingxi: — Muitas, como o buldogue, o golden retriever, o chihuahua, o poodle...
Chu Junyu: — Qual é o cachorro mais burro?
Chu Lingxi: — Nenhum cachorro é o mais burro, depende de como o dono os ensina.
Chu Junyu: — Ah, entendi. Algumas pessoas são piores que cachorros, não nascem assim, mas são criadas assim.
Chu Lingxi sorriu: — Querido, sua análise é muito sensata.
— Chega! — Di Ruiyingxue não aguentou mais ouvir aquilo. De repente, interrompeu a conversa em voz alta, encarando Chu Junyu com fúria incontrolável. — Como você ousa me chamar de cachorro!