Depois que Huo Luan levou os dois pequenos para a escola, Chu Lingzhi também foi puxada por Nangong Yehen para dentro do carro dele. — Senhor Nangong, para onde vamos? — perguntou Chu Lingzhi, confusa. Ela ainda precisava ir trabalhar. Embora fosse a chefe e tivesse horários flexíveis, tinha clientes agendados e não podia deixá-los esperando. — Vai saber quando chegar — respondeu Nangong Yehen, dirigindo com o olhar fixo à frente. — Que resposta é essa? Quero saber se é um lugar que eu queira ir, que eu esteja disposta a ir. — Não se preocupe, não é o inferno. — ... Que tipo de resposta é essa? — Este carro também é à prova de balas? — depois de um silêncio, Chu Lingzhi puxou conversa sem assunto. — Hum — respondeu Nangong Yehen. Chu Lingzhi revirou os olhos. Nangong Yichen era igualzinho a ele. — Que marca de carro você dirige? — ela não reconhecia? — Sem marca. — Como assim sem marca? Não tem no mercado? — Meu carro não é vendido no mercado. — Seu carro? — Chu Lingzhi ficou surpresa. — Você quer dizer que dirige um carro que você mesmo projetou e fabricou? — Hum. Ao ouvir isso, os olhos de Chu Lingzhi brilharam. — Você também pode fabricar um para mim? Nangong Yehen virou a cabeça e a olhou com indiferença, o olhar profundo. Chu Lingzhi sorriu radiante. — É um sim? — Sabe quanto custa fabricar um carro desses? Chu Lingzhi balançou a cabeça. — Não sei. — Cem milhões. — Mas para ele, esse número nem era um número. Chu Lingzhi arregalou a boca, surpresa. — Cem milhões? Ela bateu no vidro do carro, tocou no banco. — Estou andando num carro de luxo de cem milhões. — Este aqui deve ter custado uns duzentos milhões. — Puxa! Senhor Nangong, você é muito rico! Nangong Yehen franziu a testa, vendo-a surpresa e aproveitadora, e não pôde deixar de rir baixinho. Que mulherzinha. — Senhor Nangong, me arruma um de cem milhões já está bom. — O importante é que, mesmo batendo, não se machuque nem morra. Nangong Yehen a olhou de relance e disse friamente: — Você vale cem milhões? Chu Lingzhi ficou atordoada, os olhos cheios de faíscas. Ela o encarou com raiva. — Nangong Yehen, só a sua vida vale dinheiro? A dos outros não? — E a vida dos meus filhos também vale. — Seus filhos nasceram de mim. Sem esta mãe que vale dinheiro, você teria dois filhos tão valiosos? — Chu Lingzhi o desprezou. Ser chamada de sem valor a deixou de mau humor. Ela virou o corpo para o lado, sem querer olhar para a cara dele que dava vontade de bater, e preferiu olhar pela janela, apreciando a paisagem, muito melhor do que olhar para ele. Nangong Yehen virou a cabeça, olhou para ela com profundidade, e o canto da boca se ergueu. Mulherzinha, não vai mais brigar com ele? Ela tinha razão. Sem ela, como ele teria dois filhos tão valiosos? Neste mundo, qualquer mulher pode ter filhos. Mas nem toda mulher pode dar filhos a Nangong Yehen. Por isso, seus filhos eram extremamente preciosos. Nangong Yehen a olhou mais uma vez. Será que ela ia aproveitar a vida de ser mãe de filhos valiosos? O carro entrou numa área de vilas. Embora não fosse tão boa quanto a Mansão Nangong, o ambiente era bem agradável. O carro parou na frente de uma vila. Uma mulher de meia-idade veio abrir o portão e os convidou educadamente para entrar. Chu Lingzhi não disse nada e o seguiu para dentro da vila. Assim que pisou na sala de estar luxuosa, uma voz suave como brisa veio do andar de cima: — Nangong, que vento te trouxe aqui?