Capítulo 683: Capítulo 683: Meus Homens, Quem Ousa Tocar?

Chu Junyu sentiu o olhar nada amigável dela, ergueu os olhos, deu-lhe uma olhada indiferente e continuou a ver televisão. "Que falta de educação." Di Ruiyingxue bufou, com os olhos cheios de desprezo e escárnio. Chu Junyu fingiu não ouvir, como se fosse um cão a latir. Di Ruiyingxue não tinha poupado sarcasmos contra eles nos últimos dias, mas eles agiam como se não ouvissem. Ela os provocava porque via que Nangong Yehen não estava em casa e queria bancar a dona da casa. Mas aqueles dois pequenos pareciam não ter medo dela nenhum. Ao ver os rostos deles, lembrava-se de Chu Lingzhi, e ao lembrar-se de Chu Lingzhi, queria rasgar aquele rosto. "Chu Lingzhi nunca te ensinou que é preciso ter educação?" Di Ruiyingxue aproximou-se, parou diante de Chu Junyu, bloqueando a visão dele da televisão, com um ar de rainha, olhando para ele de cima. Chu Junyu ergueu a cabeça e encarou o olhar dela. Agora, Chu Junyu não tinha mais a graça e inocência de antes. Sua expressão era fria, com um pouco da aura de Nangong Yehen. "Educação? Sabes escrever a palavra 'educação'?" Chu Junyu curvou os lábios, perguntou com ironia. "Se eu não sei escrever, tu sabes?" Di Ruiyingxue disse friamente. Esse maldito ainda ousava enfrentá-la? "Sabes escrever, mas não entendes o que é educação." Di Ruiyingxue cruzou os braços, riu com desdém, olhando para Chu Junyu com um olhar extremamente gélido e venenoso. "Eu não entendo, e tu entendes?" Chu Junyu recostou-se todo, com as costas pequenas apoiadas no encosto do sofá, um sorriso quase imperceptível nos lábios, encarando Di Ruiyingxue com escárnio. "Uma mulher adulta que olha para uma criança de apenas cinco anos com um olhar assassino e devorador, cheio de desprezo e sarcasmo, isso é educação?" "Que ousadia! Como ousas falar assim comigo?" Di Ruiyingxue rangeu os dentes. "Eu falei assim contigo?" Chu Junyu virou-se e olhou para os empregados ao lado. "Vocês ouviram eu falar mal de alguém?" As três jovens empregadas balançaram a cabeça em uníssono. "Não!" "Vocês, cães servis, gente inferior, ousam ficar do lado dele? Não querem mais trabalhar aqui?" "..." Elas se entreolharam, preocupadas em serem realmente demitidas por Di Ruiyingxue. "Meus subordinados, ousas mexer?" Chu Junyu ergueu uma sobrancelha, olhando para Di Ruiyingxue com um sorriso irônico. "Teus subordinados?" Di Ruiyingxue achou ridículo. Agora ela era a dona da casa, a palavra dela é que valia. "Princesa Yingxue, deves estar desinformada? Atualmente, toda a mansão é minha." Di Ruiyingxue olhou friamente para Chu Junyu. "O que queres dizer?" "Papai transferiu toda a sua fortuna para o meu nome, esta mansão como um palácio também foi passada para mim, e os empregados e seguranças aqui são meus. Eu é que mando aqui. Se te sentes desconfortável vivendo como hóspede, por favor, sai." "Chu Junyu, tu—" "Vovô, a flor é bonita?" De repente, Nangong Yichen entrou de fora, segurando um buquê de jacintos. Suas palavras interromperam bruscamente as de Di Ruiyingxue, que ficou com o rosto pálido, encarando Nangong Yichen. Nangong Yichen não ligou para ela, tratou-a como ar. Ele foi até Chu Junyu e entregou-lhe as flores. "Bonita?" Nangong Yichen ergueu levemente os cantos da boca, desenhando um sorriso sutil. Os empregados olharam para ele, com os olhos brilhando. O pequeno senhor, quando sorri, é ainda mais encantador que o senhor Nangong.