"Lingzhi, você é minha esposa!" A voz grave do homem transmitia sinceridade.
O coração de Chu Lingzhi tremeu, profundamente comovida.
Como ela não o considerava seu marido?
Marido era apenas um título; na verdade, ele era tudo para ela.
Assim como o filho, ocupava um lugar completo em seu coração.
Ele era seu pilar espiritual, a raiz de suas alegrias, tristezas e emoções.
"Acredite em mim, agora preciso do seu incentivo e confiança." Se ela confiasse nele, seu coração se sentiria melhor; ele temia tanto que ela desmaiasse de tristeza e não acordasse por muito tempo.
Para impedir que ela "adormecesse" novamente, ele estava disposto a adiantar seus planos, mesmo que isso trouxesse riscos.
Quando tomasse o palácio presidencial de Xiaguo, ele o destruiria e cavaria trinta pés de profundidade para encontrar os medicamentos que curariam sua doença rara.
Chu Lingzhi sabia que ele estava executando seus planos; ele não contava a ela, e ela entendia que ele não queria que ela se preocupasse.
Ela também sabia que não podia ajudar em nada com seus planos.
Ela não era Huo Luan, nem sua guarda-costas.
A única coisa que podia fazer agora era confiar nele e rezar silenciosamente para que ele concluísse seus planos rapidamente.
Ela ergueu a mão e a colocou sobre a dele. "Garoto bobo, você não imagina o quanto confio em você."
"Sou um homem bobo, não um garoto bobo."
"Você admite que é bobo?"
"Sim, admito que sou bobo, e sou bobo de um jeito adorável."
"..." Adorável, hein—
"Pronto, vamos comer. Hoje à noite você vai provar o jantar feito com amor pelo seu amado." Nangong Yehen a soltou, virou-se e entrou na cozinha, trazendo o restante dos pratos.
Chu Lingzhi franziu os lábios, olhando para os pratos que ele trouxe; estavam tão mal apresentados que, sem provar, já dava para saber o sabor.
Depois de colocar os pratos na mesa, Nangong Yehen puxou a cadeira e, de forma cavalheiresca, a convidou a sentar.
"O marido vai servir você para comer." Ele serviu uma tigela de arroz para ela e também uma tigela de sopa.
Depois de pegar os hashis e a colher para ela, ele contornou a mesa e sentou-se em frente a ela.
O comportamento dele esta noite era diferente do normal, e Chu Lingzhi demorou a reagir.
Na mansão, durante as refeições, eram os empregados que puxavam a cadeira para ele, traziam hashis, colheres, facas e garfos...
Agora, ele assumia o trabalho dos empregados, servindo-a.
Chu Lingzhi olhou para ele. "Sinto que sou uma rainha."
Nangong Yehen a olhou com carinho. "Você sempre foi minha rainha."
"Estou tão emocionada." Chu Lingzhi fez um punho e o colocou sob o queixo, com uma expressão de admiração de menina, olhando para ele fixamente. "Você é meu rei."
Nangong Yehen ergueu uma sobrancelha. "Não é um deus?"
"É um rei."
Nangong Yehen assentiu: "Sim, é um rei, seu rei."
"Rei, você me emociona tanto." Chu Lingzhi fez uma careta engraçada e brincalhona.
Nangong Yehen se divertiu com a expressão dela. Ele serviu comida para ela. "Depois de provar a comida do seu rei, você vai ficar ainda mais emocionada."
"Está bem. Quero ficar ainda mais emocionada." Chu Lingzhi levou a comida à boca.
"E então?" Nangong Yehen piscou os olhos, um pouco ansioso, olhando para ela.
Sua expressão era como a de uma criança esperando incentivo e recompensa.
"Carne bovina?" Chu Lingzhi perguntou de propósito, embora pela aparência já soubesse que era carne bovina com melão amargo.
Nangong Yehen sentiu uma leve frustração. "Você não consegue perceber?"
Vendo a decepção dele, Chu Lingzhi mudou de ideia. "É melhor que carne bovina, acho que é carne de dragão."
"Essa mulher... é realmente tão gostoso?"