Capítulo 66: Capítulo 66 - Você é meu filho

"Ai, ai, mamãe, que dor, solta-me." Chu Junyu foi puxado pela orelha até o quarto, gritando por clemência: "Papai, o que está fazendo? Por que não salva seu filho mais velho? Ai, papai, socorro—" ... No quarto, ao ouvir a conversa deles, Nangong Yichen não pôde deixar de erguer os cantos da boca, formando um leve sorriso. Ele olhou para a porta entreaberta, seu rosto bonito e delicado não estava tão frio. A porta entreaberta foi empurrada, e a figura alta de Nangong Yehen apareceu. Ele se apoiou na parede da porta, sem entrar. Ao vê-lo, o rosto infantil de Nangong Yichen esfriou ainda mais. Seu olhar para Nangong Yehen carregava um pouco de repreensão e um pouco de melancolia. Nangong Yehen o observou profundamente por um momento e disse: "Vá dormir cedo." "Hmm." Ele respondeu de forma indiferente. Depois que Nangong Yehen saiu, Nangong Yichen ligou para Ouyang Ruobing. "Mamãe." A voz infantil trazia um pouco de saudade. "Yichen, é o ambiente estranho que não te deixa dormir?" A voz suave de Ouyang Ruobing chegou ao coração de Nangong Yichen pelo telefone. Nangong Yichen sorriu: "Não, não sou exigente com cama nem com ambiente, estava ocupado agora." "Você é uma criança, não pode ficar acordado até tarde." "Eu sei, mamãe, o que você está fazendo?" "Estou em uma reunião com alguns bons amigos." "Não beba muito." O tom era como um namorado cuidando da namorada. "Entendi, filho querido." Os olhos de Nangong Yichen de repente se esfriaram, olhando para a porta: "Mamãe, não vou mais conversar, boa noite." Chu Lingzhi, segurando leite, estava parada na porta. Ao ouvir Nangong Yichen chamar Ouyang Ruobing de mamãe de forma obediente, seu coração pareceu ser picado por uma agulha. Não era dor, mas sim acidez. Ela não se importava que Nangong Yichen chamasse Ouyang Ruobing de mamãe; ter mais uma mãe para amar seu filho não era bom? O que a incomodava era que, nestes cinco anos, ela não conseguiu cuidar dele como cuidava de Chu Junyu. O que a incomodava ainda mais era que, nestes cinco anos, Nangong Yehen não conseguiu dar a ele um amor paternal melhor. E também se incomodava com a atitude fria de Nangong Yichen em relação a ela— Chu Lingzhi respirou fundo, não desanime. Crianças são inocentes, têm olhos atentos e coração puro. Quem é bom para elas, elas gostam. No futuro, ela seria boa para ele, dando-lhe todo o carinho, e ele certamente a aceitaria como mamãe. Chu Lingzhi escondeu aquela acidez no fundo do coração, seu rosto lindo exibia um sorriso bondoso, e entrou com o leite. Nangong Yichen estava indiferente, seu olhar para ela era apenas frio, nada mais, com um ar descolado. Ao encontrar aquele olhar tão frio, o coração de Chu Lingzhi afundou novamente. "Yichen, a mamãe preparou um leite para você dormir bem. Beba antes de dormir para ter uma boa noite." Chu Lingzhi colocou o leite na mesa, em voz baixa: "Está um pouco quente, espere um pouco para beber." "Hmm." Nangong Yichen respondeu, seus olhos brilhantes ainda frios. Chu Lingzhi sentou-se na cama, sorrindo para ele. Ele ergueu levemente as sobrancelhas, olhando para ela com desagrado: "Ainda não vai?" O coração de Chu Lingzhi doeu: "Yichen, você nasceu de mim." Subentendido: um filho não pode desrespeitar a mãe, muito menos expulsá-la. "Eu sei." Nangong Yichen disse, olhando para ela. "A mamãe quer ficar um pouco com você." "Está muito tarde, preciso dormir." Chu Lingzhi apontou para o copo de leite: "Beba antes de dormir." "Hmm." Nangong Yichen pulou da cama e foi para o banheiro.