— Você comeu os bolinhos do bebê ontem à noite? — ela perguntou, testando-o. Ele respondeu com ternura: — Hum, de manhã também vou preparar uma porção para comer. — Quando você comeu os bolinhos, tinha algum empregado por perto? — ela se preocupou com ele. Nangong Yehen sorriu com carinho, compreendendo naturalmente suas preocupações. — Não. — Na vila onde moravam, à noite, não havia empregados presentes. E os guarda-costas da Mansão Nangong eram irmãos leais em quem ele confiava de coração. Chu Lingfeng suspirou aliviada, não disse mais nada, e comeu os bolinhos em silêncio. Os bolinhos feitos por Chu Junyu eram deliciosos demais. — Esse garoto, tenho certeza de que o recheio não foi ele quem picou. — Claro que não, foi o moedor de carne que moeu. — ... Como ele teve a ideia de fazer bolinhos? — Ele disse que, já que eu não cuido mais de você, ele vai cuidar, e vai te servir daqui para frente. Ao ouvir isso, Chu Lingfeng ficou emocionada, seus olhos, já avermelhados, ficaram ainda mais úmidos. Ela olhou para ele: — Você realmente não vai mais cuidar de mim? Nangong Yehen teve um brilho nos olhos: — O que você acha? — Ontem à noite... eu fiquei muito triste, tão triste que não conseguia respirar. — Por isso desmaiou e ficou aqui deitada. — Nangong Yehen franziu o olhar. — Você vai fazer aquelas coisas com Di Ruiyingxue? — Chu Lingfeng olhou nos olhos dele e perguntou. Ela não queria perder nenhum olhar ou expressão dele. Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas: — Se você confiar em mim, não vou; se não confiar, de nada adianta eu prometer. — Não existe gato que não goste de peixe. Nangong Yehen a encarou com desagrado: — Se eu sou um gato, você é o meu peixe, a minha isca. — Será que... você só gosta de mim? Claro, essa última metade, ela não perguntou. Algumas respostas, mesmo que dadas com certeza agora, o que representam? Chu Lingfeng o olhou profundamente, só esperando que a vida de casal dele com Di Ruiyingxue terminasse rápido. — Será que o quê? — Nangong Yehen a alimentou com um bolinho e perguntou. — Será que meu charme é tão grande a ponto de ser seu peixe, sua isca? — Claro! Tenho confiança em você. — Só que você não tem confiança em mim. — Come logo, se quiser mais depois de terminar, manda Huoluan voltar para casa e pedir aos empregados para cozinhar e trazer para você. Chu Lingfeng baixou os olhos, olhando para os bolinhos na tigela: — Depois de comer isso, já estou satisfeita. — Satisfeita não significa que não vai sentir fome depois? — ... Quando sentir fome, a gente vê. — Você está tão magra que dá pena, come um pouco mais. Alimentando-a um por um, logo a tigela de bolinhos foi toda comida. Depois de comer, Chu Lingfeng sentiu que realmente estava satisfeita. Não satisfeita, mas empanturrada. Ela mexeu o corpo, sentando-se na cama. Nangong Yehen, que estava arrumando os talheres, viu e veio rapidamente apoiá-la, preocupado: — O que você está fazendo? Por que se mexeu? — Quero descer e dar uma volta, comi tanto, como vou digerir sem me movimentar? Nangong Yehen a olhou com ar sombrio: — Se quer descer, tem que me avisar. Chu Lingfeng não entendeu: — Por quê? — Eu te ajudo! — o homem a encarou, tão simples e ela não pensou nisso? — Por que preciso da sua ajuda? — Você está doente agora, como seu homem, tenho a responsabilidade de cuidar de você. — Só desmaiei, agora estou completamente bem, com tanto apetite que comi uma tigela grande de bolinhos. — Ela não acreditava que precisasse de ajuda só para andar um pouco. Ela não estava tão fraca a esse ponto, não? Mas, vê-lo tão preocupado e atencioso com ela, aqueceu seu coração e a emocionou. — Não se pode subestimar um desmaio, é melhor ter cuidado com tudo. Chu Lingfeng não respondeu, deixando que ele a ajudasse a descer da cama.