Impossível, ela não poderia vê-lo naquele momento. Chu Lingzhi achou que era uma alucinação causada pela tristeza excessiva. Ela cobriu o rosto com força, e só depois de muito tempo soltou as mãos. Olhou novamente para lá— Dessa vez, ficou completamente paralisada. Era realmente ele, parado ao lado do leão, olhando para ela com profundidade. Sua presença era avassaladora, seu corpo esguio; sob a luz, ele era ainda mais imponente que o leão feroz. Ele era como um Satanás que descia à noite, um Satanás capaz de fazer anjos pecarem. Chu Lingzhi ergueu as pernas trêmulas e caminhou em sua direção. Seu olhar estava fixo nele, sem piscar. Com medo de que, num piscar de olhos, ele desaparecesse diante dela. Quanto mais se aproximava dele, mais seu coração tremia. Finalmente, estava bem perto. Ela viu seu rosto claramente, e seu coração doeu de repente. "Ah..." Ela gritou de dor, sem tempo de cobrir o peito, e desmaiou diante de seus olhos. Antes de perder totalmente a consciência, sentiu um braço forte segurando seu corpo. Em seu nariz, sentiu o cheiro familiar e o leve aroma de tabaco. Mas ela sabia que não era ele. Sua única esperança estava destruída; quem apareceu não foi Nangong Yehen, mas Yin Hanxuan. "Chu Lingzhi? Lingzhi!" Yin Hanxuan segurou Chu Lingzhi, já desmaiada, com expressão tensa. Não importava o quanto ele a chamasse ao ouvido, ela não mostrava sinais de acordar. Ele sabia que ela estava sofrendo; aquele "ah" dela fez o coração dele doer. Como uma espada longa, perfurando o peito de frente para trás... Ele apertou seu corpo pequeno contra si, seu olhar tenso e sombrio como uma flecha fria. Quem a fez sofrer, ele não perdoaria! Yin Hanxuan carregou Chu Lingzhi para fora da praça, a caminho do hospital. Atrás dele, um par de olhos o observava friamente— ********** Aquela foi a noite mais feliz e mais louca de Di Rui Yingxue. A cama estava bagunçada, e o eco da intimidade ainda pairava no ar. Ela acordou, lembrando da loucura do homem na noite anterior, e sorriu docemente. Nua, sentou-se na cama. Olhando para o lençol caído no chão e para o sutiã vermelho sensual na porta do quarto, o rosto de Di Rui Yingxue corou novamente. Ela saiu da cama, e suas pernas doeram intensamente. "Ah..." Ela voltou a sentar na cama, abrindo levemente as pernas e olhando para lá. A parte interna das coxas estava cheia de marcas de unhas, e lá também, tudo vermelho e inchado. Era o que ele havia deixado; Di Rui Yingxue sentia dor e prazer ao mesmo tempo. Ela estendeu a mão e tocou lá. Ainda havia um líquido pegajoso, também deixado por ele. Ele o deixou dentro dela; seria uma indicação de que teria um filho com ela? Di Rui Yingxue sorriu com orgulho, pensando que, se engravidasse de Nangong Yehen e desse à luz seu filho, ele a valorizaria mais e, aos poucos, esqueceria Chu Lingzhi. Então, o filho de Chu Lingzhi também deixaria a Mansão Nangong. Mesmo que não saíssem, não importava; ela era uma princesa, a Senhora Nangong, e seu filho naturalmente teria mais status que o de Chu Lingzhi. Olhando para baixo, vendo as marcas de beijos por todo o corpo, Di Rui Yingxue sentiu-se doce como se tivesse comido açúcar. Virou-se, estendeu a mão, pegou o travesseiro e o abraçou, cheirando-o; era o cheiro de Nangong Yehen. Suportando a dor por todo o corpo, após se lavar, Di Rui Yingxue saiu do quarto presidencial.