Chu Lingzhi observou a figura de Huo Luan se afastar, sem pensar muito, achando que Nangong Yehen o mandara descansar. — Senhor Nangong, que tal continuarmos? — perguntou Chu Lingzhi, como se tivesse pegado gosto pela corrida. Já que estava com energia, se não se cansasse um pouco, também não conseguiria dormir ao voltar para o quarto.
Nangong Yehen fixou o olhar profundo no rosto pálido e belo dela, sorrindo com malícia: — Vamos continuar, sim, mas com outra atividade.
Chu Lingzhi ficou curiosa: — Que atividade?
Depois de passar um dia atirando com Chu Junyu da última vez, ela ficou viciada em armas e sugeriu: — Que tal atirarmos? Disparar alguns tiros para matar a vontade.
— Ótimo. — Nangong Yehen sorriu com os lábios curvados, deu dois passos à frente, esticou o braço e a puxou para perto.
Chu Lingzhi piscou os olhos e caiu inteira contra o peito firme dele. — Senhor Nangong, eu conheço o caminho. — Sabia a direção do campo de tiro.
— Mulher, ainda não acertei contas com você pela última vez. — A voz rouca já denunciava maldade.
Chu Lingzhi não era boba, claro que sabia a que ele se referia. Corou e tentou se soltar do abraço dele: — Foi você quem disse que qualquer método servia.
— Seu método não me deu sensação alguma. — Ele riu de forma sedutora, o olhar profundo como um redemoinho, sem fundo.
Com uma mão enlaçou a cintura dela, com a outra segurou a nuca, inclinou-se e beijou-lhe os lábios com força.
Chu Lingzhi sentiu um arrepio na espinha, olhando para ele chocada. Ela tentou se debater, mas ele era muito forte, beijando-a repetidas vezes. Como um pintinho bicando grãos, sem nenhuma piedade ou delicadeza.
De repente, Chu Lingzhi pensou em algo e arregalou os olhos. Na noite, sob a luz, o olhar dele era tão frio, carregado de uma emoção complexa. Parecia que queria puni-la, ou talvez, extravasar algo.
Chu Lingzhi lembrou-se do olhar que ele trocara com Ouyang Ruobing, sentiu o coração pesar, rapidamente segurou a mão dele e desviou o rosto, impedindo-o de beijá-la. — Solte! — A voz rouca trazia uma fúria gélida.
— Você sabe o que está fazendo? — Chu Lingzhi não perdeu a razão em momento algum, estava perfeitamente lúcida. Eles não se amavam, não podiam fazer coisas exageradas. Ela menos ainda queria ser usada como ferramenta de desabafo para ele.