Capítulo 597: Capítulo 597: O Canalha do Nangong Yehen

Se Nan Gong Yehen fosse outro homem, sem uma posição tão nobre, ela certamente iria até ele e lhe daria alguns tapas no rosto, perguntando por que ele tratava sua Lingzhi assim!

Chu Lingzhi era uma garota tão boa que todos os homens que se apaixonavam por ela não conseguiam se libertar. Por que Nan Gong Yehen, depois de se apaixonar, acabou a abandonando?

Só porque ela não era uma princesa?

Mu Yu pensava com raiva: quem não é princesa não tem o direito de escolher sua própria felicidade?

Nan Gong Yehen, esse canalha, um homem mau que julga as pessoas pelo poder!

— Lingzhi, vamos comer macarrão! — Nesse momento, a voz alta de Fu Chunyan ecoou na sala silenciosa.

Mu Yu se assustou, fingindo ter acabado de entrar, acenou com a mão e entrou com passos largos, dizendo alegremente: — Lingzhi, vamos comer macarrão! O macarrão que a irmã Chunyan cozinha é uma delícia!

Chu Lingzhi baixou os olhos e, quando os ergueu novamente, a tristeza sombria havia desaparecido, e ela voltou a ser aquela Chu Lingzhi forte e sorridente.

O coração de Mu Yu doeu um pouco: se está triste, chore, por que precisa se segurar assim?

Depois de comer o macarrão, elas voltaram para o quarto, cada uma deitada em uma cama de madeira.

— Parece que voltamos aos tempos do colégio. — Mu Yu deu um tapinha na tábua da cama onde estava, rindo.

— ... — Chu Lingzhi estava de olhos abertos. Na escuridão da noite, ela não conseguia mais esconder a tristeza, o rosto cheio de saudade e preocupação.

Sentia saudades dele e também se preocupava com ele.

Quem está sofrendo por amor, quanto mais a noite avança e o silêncio se instala, mais o coração dói, e até sente um certo pânico.

— Lingzhi, você já dormiu? — Mu Yu virou o corpo, querendo ver Chu Lingzhi, mas com a luz apagada, o quarto inteiro estava escuro como breu, não se via nada, nem a própria mão.

Mu Yu franziu os lábios: uma noite como essa é perfeita para chorar. Será que Lingzhi está chorando em silêncio?

— Lingzhi, Lingzhi, você já dormiu?

— Ah, tão rápido assim?

— ... — Mu Yu ficou surpresa, achando que ela não responderia.

Ela riu sem graça: — É verdade, acabamos de deitar, não dá para dormir tão rápido. No que você está pensando?

— Em Chu Junyu, em Nan Gong Yichen.

— ... Não pensa em Nan Gong Yehen?

— Não precisa pensar neles. Eles são muito comportados, agem com senso de medida. Pensar neles é perda de tempo.

— Mesmo sendo comportados, ainda são meus filhos. É normal eu pensar neles. Como é perda de tempo?

Mu Yu assentiu, a voz sem nenhum soluço. Parecia que ela não queria chorar.

— Ah... — Mu Yu deu um bocejo sonolento. — Eu também estava pensando no Zifan, mas agora é mais hora de dormir.

— Durma, durma cedo. Amanhã vamos subir a montanha para colher ervas. — Disse Chu Lingzhi.

Ao ouvir isso, Mu Yu quase pulou da cama: — Colher ervas? Não era para ir ao banho termal? Como virou colher ervas?!

— Você vai ao banho, eu colho.

— Não! Ou vamos juntas ao banho, ou nada!

— Durma logo! — Chu Lingzhi queria um pouco de silêncio, mas a outra não parava de falar.

— Ah... — Mu Yu deu outro bocejo. — Já vou dormir, já vou dormir. Estou com sono e cansada, ainda mais depois de comer dois pratos de macarrão, fiquei com mais sono ainda. Ah, é melhor dormir logo. Quando dormir, não vou ficar pensando bobagens, muito menos em quem não deveria pensar...

Chu Lingzhi ficou sem palavras: dormir, dorme logo, mas antes de dormir ainda fala tanto. Ela queria pegar o travesseiro e enfiar na boca de Mu Yu.

Mu Yu foi resmungando até pegar no sono.

Ouvir seus resmungos era como ouvir uma canção de ninar. Ouvindo, ouvindo, Chu Lingzhi também adormeceu.

Teve muitos sonhos, dormiu mal. Nos sonhos, aparecia de vez em quando Nan Gong Yehen, de terno sob medida, segurando a mão de Di Ruiyingxue, vestida de branco...

— Irmã Lingzhi!