Capítulo 573: Capítulo 573: Elas Foram Humanas em Vidas Passadas

Nangong Yehen franziu a testa. Aquela mulher estava começando a fazer cara feia para ele?

De repente, Nangong Yehen riu baixinho, um riso grave escapou de sua garganta, e em seus olhos havia apenas uma imensa ternura.

Quanto mais irritada Chu Lingzhi ficava, mais isso mostrava que ela se importava com ele — o que não era necessariamente algo ruim.

Além disso, os fatos provavam que ela só ficava infeliz ao vê-lo; quando estava com os filhos, não demonstrava nenhum sinal de tristeza.

Não importava se ela escondia a tristeza na frente dos filhos, pelo menos, por causa deles, ela não se maltratava.

Nangong Yehen olhou para ela. Assim, ele poderia seguir em frente e fazer o que precisava fazer...

Chu Lingzhi os levou até um canteiro de flores para pegar borboletas. No jardim da mansão, havia borboletas durante todo o ano.

Normalmente, eles só vinham admirar as borboletas voando, mas agora, tentar pegá-las era um pouco difícil.

"Nunca pensei que pegar borboletas fosse tão difícil." Chu Junyu perseguiu uma borboleta pelo canteiro, deu uma volta inteira e, no final, desistiu.

"Deixa pra lá, eu também não consigo pegar nenhuma. Vamos só apreciar as flores e ver as borboletas voando." Chu Lingzhi sentou-se de pernas cruzadas na borda do canteiro.

Os dois filhos ficaram ao lado dela, um de cada lado, massageando seus ombros e relaxando seus ossos.

"..." Chu Lingzhi os olhou, atônita. "Vocês..."

Ela não esperava que eles fizessem isso; mal tinha se sentado, e eles já vieram.

"Mamãe, está bom?" perguntou Chu Junyu, sorrindo.

"Bom, extremamente bom." Chu Lingzhi riu, e de repente soltou uma gargalhada alegre.

As mãos deles ainda eram pequenas e a força não era tão forte quanto a de um adulto, mas quando pressionavam seus ombros e braços, era realmente incrivelmente agradável.

"Vamos fazer você viver como uma imperatriz," disse Nangong Yichen.

"Com vocês, minha vida já é de imperatriz," respondeu Chu Lingzhi, rindo.

"Mamãe, olha, aquele par de borboletas sempre voa por aqui," apontou Chu Junyu de repente para o alto do canteiro, onde duas borboletas voavam aos pares.

A maior era preta, com pequenos pontos dourados no meio das asas.

A menor era azul, com asas como seda transparente. Elas ora voavam alto, ora baixo, ora uma batia as asas na outra, ora a outra retribuía. Não importava como voassem, a distância entre elas nunca passava de dez centímetros.

Quando uma batia as asas na outra, parecia um casal brincando, se divertindo muito.

"Elas são um casal, gostam de vir aqui namorar," disse Chu Lingzhi, lembrando-se da história de Liang Shanbo e Zhu Yingtai.

"Como você sabe que são um casal?" Chu Junyu não conhecia a história de Liang Shanbo e Zhu Yingtai, então ficou curioso.

Chu Lingzhi sorriu: "Não só sei que são um casal, como também sei que, em vidas passadas, elas foram pessoas."

Ao ouvir isso, Chu Junyu e Nangong Yichen não conseguiram esconder o espanto.

"Mamãe, você entende a linguagem secreta das borboletas?" perguntou Chu Junyu.

"Que tal eu contar a história delas para vocês?" Chu Lingzhi ergueu a cabeça e olhou para eles, sorrindo.

Os dois pequenos tesouros assentiram e disseram em uníssono: "Sim!"

"Em vidas passadas, elas não eram borboletas, mas um casal profundamente apaixonado. Um dia..."

Chu Lingzhi contou a história de Liang Shanbo e Zhu Yingtai. Ela já tinha visto filmes e lido livros sobre isso, então a história estava bem gravada em sua memória.

Ao contar, ela adicionou um toque especial de melancolia.

A história já era triste e comovente por si só; com a melancolia extra, ficou ainda mais triste e emocionante.