Capítulo 568: Capítulo 568: Quanto mais triste, menos se consegue chorar

Chu Junyu assentiu, e seus olhos límpidos também deixavam claro sua preocupação. Ele ergueu a cabeça, os olhos brilhando como estrelas: "Mamãe, você está muito triste?" Chu Lingzhi sentou-se na beira da cama e estendeu os braços, indicando que Chu Junyu viesse para o seu colo. Chu Junyu, muito obediente e comportado, aproximou-se e seu pequeno corpo se aninhou nos braços dela. "Se a mamãe disser que não está triste, isso é mentira." "O papai é mesmo, estou muito decepcionado com ele." Disse Chu Junyu, indignado. Ele pensava que, depois de ter a mamãe ao lado, o pai não pensaria em outras mulheres, mas quem diria, ele ainda arrumou outra. E ainda por cima era Di Rui Yingxue, uma pessoa arrogante, despótica e de mãos muito pesadas. Como a mamãe poderia competir com ela? Chu Lingzhi acariciou a cabeça de Chu Junyu, com o olhar vazio e fixo à frente. Ela não queria falar agora, absolutamente não... Chu Junyu ergueu a cabeça para olhá-la, e ao vê-la tão preocupada, sentiu dor no coração. Ela queria ficar em silêncio, então ele não falou, apenas a acompanhou na quietude. "Chu Lingzhi, abre a porta." A porta foi batida com força, e a voz grave de Nangong Yehen se fez ouvir. Chu Lingzzi fingiu não ouvir, apenas lançou um olhar frio para a porta. "Chu Lingzhi, abre a porta!" O homem aumentou o tom. Chu Junyu ergueu a cabeça: "Mamãe, abre a porta. Ele quer entrar, mesmo que você não abra, ele consegue entrar." Esta era a casa dele, e de cada quarto, ele tinha a chave. Chu Lingzhi baixou os olhos para olhar Chu Junyu, que ergueu a cabeça e tocou o rosto dela: "Mamãe, vou abrir a porta." Ele queria ver como Nangong Yehen explicaria as coisas a Chu Lingzhi, e também queria saber por que Nangong Yehen tinha feito aquilo com Di Rui Yingxue. Chu Junyu saiu do colo de Chu Lingzhi e correu para abrir a porta. Nangong Yehen olhou para Chu Junyu, depois entrou, com o olhar fixo em Chu Lingzhi. Chu Lingzhi retirou a expressão triste e vazia de antes, ergueu a cabeça e o encarou com indiferença. "Está muito brava comigo?" Ele perguntou. Chu Lingzhi mordeu os lábios, sem responder. Claro, depois do que aconteceu, como não ficaria brava? "Naquela hora, eu realmente tinha bebido demais e nem sabia o que estava fazendo." Explicou Nangong Yehen. Chu Junyu franziu a testa. O papai não era imune à bebida? Como poderia ter ficado bêbado? Chu Lingzhi disse friamente: "Isso é problema seu, não precisa se explicar para mim." "Eu me explico para você porque a mulher que me importa é você!" Chu Lingzhi riu com amargura por dentro. Se importa comigo, mas faz algo que me trai? Ela olhou nos olhos dele: "Não precisa mais se explicar. Você é um rei soberano, como poderia não ter duas ou três mulheres na vida? De que adianta explicar, já que o que foi feito, está feito." Se explicar pudesse fazer o tempo voltar, ela ouviria de bom grado. Mas o tempo pode voltar? Quanto mais ela ouvia as explicações dele, mais triste ficava. Não queria ouvir... Nangong Yehen franziu a testa, com os olhos escuros como tinta: "Pode não aceitar minha explicação, mas não pode continuar com essa raiva." Chu Lingzhi rangeu os dentes. Homem autoritário, nem sequer pode ficar com raiva? Chu Lingzhi acalmou o ânimo, baixou os olhos e disse friamente: "Não estou com raiva. Não pense que vou ficar com raiva de você." "Preferia que você me batesse ou chorasse muito, do que te ver assim!" Chu Lingzhi sorriu amargamente: "Desculpe, eu queria chorar muito, mas não consigo." "Papai, quanto mais triste a mamãe está, menos ela consegue chorar." Interveio Chu Junyu, que estava ao lado, sem conseguir se conter.