— Papai não está com falta desse dinheiro — disse Chu Junyu em nome de Nangong Yehen. — Também não é que dinheiro demais faça mal — opinou Chu Lingzhi. — No futuro, vou ganhar ainda mais dinheiro para você, para que viva sem preocupações — disse Chu Junyu, passando a mãozinha gordinha e adorável sobre o dorso da mão de Chu Lingzhi. — Ela já não vive sem preocupações agora? — Nangong Yehen ergueu uma sobrancelha, olhando descontente para o garoto Chu Junyu. Chu Junyu percebeu que tinha dito algo errado e, de forma brincalhona e adorável, mostrou a língua para Nangong Yehen. Vendo isso, um brilho passou pelos olhos de Nangong Yehen: se ele fosse uma menina, que bom seria. Ele era um menino vivaz, adorável e extrovertido; se virasse menina, será que sua boca seria ainda mais doce? Nangong Yehen de repente sentiu muita expectativa pela filha: quão adorável ela seria? Se pareceria com ele ou com Chu Lingzhi? O olhar de Nangong Yehen se deslocou de Chu Junyu para Chu Lingzhi. Ele esperava que a filha se parecesse com ela, porque ela era bonita. Seus olhos brilhavam, e ele ergueu levemente os cantos da boca, exibindo um sorriso sutil e enigmático. Chu Lingzhi o olhou confusa: — Por que está me olhando assim? — Você é bonita. — Boca de mel, língua de flor — disseram Chu Lingzhi e Chu Junyu em uníssono. — Conseguir que eu use essa lábia é mérito seu. Chu Lingzhi se sentiu um pouco envergonhada com o olhar ardente dele; abaixou a cabeça, fingindo ler uma revista. — Garoto, você quer uma irmãzinha? — Nangong Yehen perguntou a Chu Junyu enquanto olhava para Chu Lingzhi. Ao ouvir isso, Chu Lingzhi fixou o olhar em uma palavra. Chu Junyu balançou a cabeça repetidamente: — Quero! Quero muito! E estou muito ansioso! Chu Lingzhi ergueu os olhos e o observou; seu rosto bonito exibia um sorriso inocente e adorável. Chu Lingzhi pensou: será que minha filha se parecerá com meu filho? Ela olhou para Nangong Yehen e, por acaso, encontrou seus olhos profundos e suaves; seu coração vibrou levemente, e ela sorriu. — Ouviu? O pequeno quer uma irmãzinha — disse Nangong Yehen rindo. — Dizer que quer não basta; é preciso engravidar para ter — disse Chu Lingzhi, corando, embora também quisesse uma filha. O filho já era tão atencioso; a filha certamente seria ainda mais. Assim, eles seriam realmente muito felizes. Nangong Yehen a olhou com um significado profundo: — Parece que vou ter que me esforçar. — Claro que sim! — disse Chu Junyu rindo. Chu Lingzhi o fulminou com os olhos; esse garoto queria se meter em tudo. — A filha é a namoradinha do papai, a mamãe é a esposa oficial do papai. Se eu tiver uma irmã, esta casa será ainda mais acolhedora — disse Chu Junyu, pensando um pouco. Ao ouvir isso, os olhos de Chu Lingzhi brilharam; dizem que a filha é a amante do pai em vidas passadas. Depois que Nangong Yehen tivesse uma filha, será que ele a mimaria ainda mais? Nangong Yehen olhou para Chu Lingzhi com um ar ambíguo: — Hoje à noite vou ter que me empenhar. Chu Junyu saiu do colo de Chu Lingzhi: — Devolvo a mamãe para você; pode ir se empenhar agora mesmo. — Seu pestinha — disse Chu Lingzhi, lançando-lhe um olhar perigoso. Chu Junyu fugiu rapidamente, e a vasta sala ficou apenas com Chu Lingzhi e Nangong Yehen. Chu Lingzhi franziu a testa; sentia que o ar estava se enchendo de um clima ambíguo? Claro, porque Nangong Yehen a olhava de forma ambígua... Ele ia chamá-la para subir e fazer a lição, mas o som de uma mensagem interrompeu seu humor. O celular estava sobre a mesinha; quando a tela acendeu, ele deu uma olhada. A notificação era de Ouyang Ruobing. Nangong Yehen ergueu uma sobrancelha, e seu olhar se tornou sombrio.