Chu Lingzhi se aproximou do sofá e parou ali, olhando com o coração partido para Nangong Yehen. A expressão de Nangong Yehen fez seu coração doer profundamente. Ela sabia que ele se importava com ela. Ao ver aquela cena, ele realmente ficou de coração partido. Olhando para a barba por fazer que acabara de crescer em seu rosto, ela soube que ele tinha passado a noite inteira ali deitado. Vendo seus olhos cheios de veias vermelhas, ela entendeu que ele não tinha fechado os olhos uma vez sequer. Ela se agachou ao lado dele, olhando para ele, "Yehen..." "..." Nangong Yehen não reagiu. Vê-lo assim fez seu coração doer a ponto de querer chorar. No hotel, ela tinha chorado sem parar, achando que as lágrimas já tinham secado. Agora, ao ver Nangong Yehen assim, seus olhos ficaram vermelhos. "Eu e Luo Zifan não aconteceu nada, você precisa acreditar em mim," ela disse em voz baixa, levantando a mão e colocando-a suavemente no braço dele. O toque dela foi como um choque elétrico, fazendo Nangong Yehen tremer inteiro. Finalmente, Nangong Yehen reagiu, desviando bruscamente o olhar vazio para encará-la. Seu olhar era frio como gelo, como um porão glacial, fazendo o coração de Chu Lingzhi se contrair de dor. No segundo seguinte, ele se sentou de repente e apertou a garganta dela, com os olhos sombrios e gelados como tochas: "Chu Lingzhi, eu quero te estrangular! Agora mesmo!" Seus cinco dedos se fecharam, e a garganta de Chu Lingzhi doeu, quase cortando sua respiração. Ela não resistiu, apenas o olhou com lágrimas nos olhos. As veias em sua testa pulsavam de raiva; ele estava furioso, ela podia sentir. O homem se inclinou para a frente, exalando uma aura sombria e violenta, e seus olhos, como tesouras frias, fixaram-se diretamente em Chu Lingzhi: "Eu não sou bom o suficiente para você no dia a dia? Não consigo te satisfazer? Por que você ainda faz essas coisas pelas minhas costas? Apenas dez dias, e você já não aguenta a solidão, procurando outro homem para se divertir!" "Eu não..." Ela queria explicar, mas sua garganta estava apertada por ele, impedindo-a de falar. "Eu peguei vocês na cama com meus próprios olhos, e ainda ousa dizer que não? Preciso ver Luo Zifan se movendo em cima de você para considerar que é verdade?" As palavras dele doeram mais do que uma faca cravada em seu coração. Ela nunca imaginou que ele diria isso dela. Ela fechou os olhos, e lágrimas tristes escorreram. "Fui armada..." Com a habilidade dele, descobrir quem a armou não deveria ser difícil. Ele escolheu não acreditar nela, não ouvir sua explicação, e Chu Lingzhi sentiu o coração dilacerado. Nangong Yehen riu com desprezo: "Por que armaram você e não outra pessoa? Você não ficou quieta na empresa, não ficou quieta na mansão, e foi encontrar Luo Zifan às escondidas? Para poder tomar café da manhã com você hoje, eu nem dormi, voltei correndo do Reino Huang, e você me trai?!" Uma onda de raiva queimou rapidamente no peito de Nangong Yehen, e ele a empurrou com fúria. Ela era muito leve, e a força do braço dele era grande demais; ela foi jogada para longe, e sua testa bateu na mesa de centro. O olhar de Nangong Yehen escureceu, mas ele conteve a dor no coração. Chu Lingzhi sentiu uma tontura, como se fosse desmaiar. Ela caiu sentada ali, apoiando o corpo com as mãos, mordendo o lábio inferior com os dentes com força. Ela não podia desmaiar assim; precisava se manter consciente. Precisava explicar! Os dentes quase perfuraram a pele do lábio inferior, e a testa batida inchou instantaneamente. Sua garganta estava apertada, amarga como se o coração inteiro estivesse mergulhado em água salgada. Lágrimas caíam no chão, pingando uma a uma. "Por que você não acredita em mim?" Ela ergueu a cabeça, com lágrimas brilhando nos olhos. "Você pode verificar... Eu não te traí..."