Chu Lingzhi não respondeu a ele, mas o olhou com um olhar suplicante, enquanto seu tom era igualmente firme. Dava a sensação de que, se ele não encontrasse o assassino por ela, ela mesma o faria! Nangong Yehen tinha um olhar profundo e insondável, suas emoções difíceis de decifrar. "Está bem..." Um traço de frieza percorreu os belos olhos de Chu Lingzhi, e ela disse entre dentes: "Se eu descobrir quem é o assassino, vou acabar com a vida dele!" Sua família era má, era a personificação do mal que indignava deuses e homens. Eles mataram, e ainda havia motivo para isso. Sua família, tão bondosa, era composta de boas pessoas. Sua avó e sua mãe eram gentis e habilidosas, tratavam os pacientes como familiares, colhiam e secavam ervas com diligência, eram mulheres excelentes. Seu avô, com sua ética médica e conduta impecáveis, às vezes precisava usar cobras para tratar reumatismo dos pacientes, mas ele não suportava matar uma cobra viva, quanto mais uma pessoa. Pessoas tão boas, o outro lado conseguiu atacar. Se ela descobrisse quem era o mandante, ela mesma, com as próprias mãos, acabaria com a vida dele! Nangong Yehen franziu a testa. Não podia negar que, ao ver aquele traço de frieza passar pelos olhos de Chu Lingzhi, seu coração pareceu ser golpeado com força por um martelo. Levou um tempo até que ele conseguisse controlar aquela emoção perturbadora. Ele estendeu a mão, tentando pegar o botão. Chu Lingzhi de repente recolheu a mão, apertando-o firmemente. "Vou guardá-lo bem. Esta é a única prova para apontar o assassino." Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas, olhando para ela com profundidade. Aquela mulher não era nada tola. Ele moveu os lábios. "E se o assassino já estiver morto?" Chu Lingzhi bufou com desprezo, dizendo entre dentes e com frieza: "É melhor que ele não tenha descendentes!" "Mulher tola, você quer matar os descendentes dele também?" O coração de Nangong Yehen deu um sobressalto, meio brincando. "O pai paga, o filho herda!" "..." Depois de sair da pequena cabana onde o avô Hu morava, perto do salgueiro não muito distante, apareceu uma figura alta e imponente. Não era outro senão Yin Hanxuan. A cabana era feita de tijolos de barro, velha e sem qualquer isolamento acústico. Ele ouviu toda a conversa deles. Aquele incêndio na época... Yin Hanxuan semicerr os olhos, com um olhar enigmático na direção em que eles desapareceram. Então, Chu Lingzhi era neta de Chu Jinian... Yin Hanxuan de repente apertou os olhos. Di Ruixi queria usar a Montanha Lizhu para enfrentar Nangong Yehen. Será que ele também suspeitava da origem de Chu Lingzhi? ***** Depois de voltar para a Cidade T, Nangong Yehen entrou em um período de intenso trabalho. Ele era, por natureza, o rei de duas cidades, com muitos afazeres públicos. Somados aos assuntos pessoais, ele saía cedo e voltava tarde. Às vezes, nem voltava à noite... Chu Lingzhi também estava ocupada. Depois de passar tanto tempo na Montanha Lizhu, ao voltar para a clínica, os pacientes a cercavam como uma muralha. Ela precisava fazer horas extras à noite para atender todos os pacientes agendados do dia. Durante o dia, ela trabalhava até morrer de cansaço. Ao voltar para a mansão, tomava banho, deitava na cama e logo adormecia. Toda vez que Nangong Yehen voltava, ela nem percebia. Na verdade, se não fosse pelos empregados comentarem, ela nem sabia se ele tinha voltado para casa à noite. Os dias agitados finalmente passaram. Naquela tarde, depois das cinco e meia, Chu Lingzhi finalmente teve um momento de folga. Calculando o tempo, ela não jantava com Nangong Yehen há uma semana. Aquele sujeito, antes dizia que, se ela quisesse, ele a acompanharia todos os dias para comer um jantar romântico a dois. Naquela noite, de repente, ela sentiu vontade de jantar com ele, e ainda queria ir àquele restaurante romântico. Imaginou a cena do jantar deles e, sem querer, seus lábios se curvaram para cima.