Chu Lingzhi se aproximou e ergueu o braço de Nangong Yehen.
Quando viu o horário no relógio, exclamou: "Dez horas?"
Ela encarou Nangong Yehen, atônita: "Nangong Yehen, quanto tempo eu dormi?"
Lembrava que, quando estava lá fora, eram apenas duas da tarde...
Nangong Yehen a observou, vendo que sua tez estava como antes e seu ânimo bom, ele sorriu.
Mas, por dentro, ainda sentia um peso sutil.
Ele ergueu a mão e tocou o rosto dela: "Dormiu muito, mais de trinta horas."
Ao ouvir isso, Chu Lingzhi abriu a boca e esqueceu de fechá-la. Se dormisse mais, não passaria dois dias inteiros?
De repente, algo lhe ocorreu: "Por que dormi tanto?"
Nangong Yehen mentiu: "Foi por causa das frutas silvestres que você comeu."
Chu Lingzhi ficou meio cética: "Frutas silvestres?"
Ela se lembrou de que, na época, realmente tinha comido muitas frutas silvestres.
Ainda sentia o gosto delas, tão delicioso.
"Eu também dormi." Nangong Yehen riu levemente: "Acordei cinco horas antes de você."
Chu Lingzhi franziu a testa, com uma expressão indescritivelmente confusa: "Como comer frutas silvestres faz a gente dormir tanto?"
"Li Zhong levou as frutas para perguntar aos aldeões, e eles disseram que alguém já as comeu e dormiu dois dias e duas noites na montanha. Acho que as frutas são venenosas." Nangong Yehen disse, olhando para ela.
Ele sabia que, quando ela acordasse, perceberia quanto tempo dormiu, então inventou uma história.
Nangong Yehen riu amargamente por dentro. Nunca imaginou que um dia precisaria inventar histórias para enganar uma mulher.
O que mais o surpreendia era que ele estava começando a aprender a mentir.
Chu Lingzhi respirou fundo e depois esfregou os braços.
Sem se sentir segura, levantou-se e pulou algumas vezes no lugar. Hum, sentia-se bem.
"O que você está fazendo?" Nangong Yehen a observou com curiosidade.
"Autoexame, para ver se estou sentindo algo estranho."
"E então, está sentindo algo?" Nangong Yehen perguntou com preocupação.
Chu Lingzhi balançou a cabeça: "Não, estou me sentindo bem, só com muita fome."
"Com fome, então coma." O cheiro da comida já tinha esfriado.
"Tá bom!" Chu Lingzhi sorriu, pegou os hashis e começou a comer.
Embora a comida estivesse fria, estava deliciosa.
Vendo-a comer de forma desajeitada, os olhos de Nangong Yehen se encheram de carinho.
Ele disse suavemente: "Coma devagar, não tão rápido."
Chu Lingzhi não se importava, comia rápido e mastigava rápido.
Suas bochechas estavam cheias, uma fofura indescritível.
Nangong Yehen a observava, com uma expressão suave, pensativo.
Era bom que ela tivesse acordado. Desta vez, o tempo foi um pouco maior que da última.
Ele preferia tê-la ao lado dele assim, do que ele ao lado dela daquela outra forma.
Chu Lingzhi sentiu seu olhar, ergueu a cabeça e piscou: "Por que você não come?"
Nangong Yehen sorriu: "Já comi, coma devagar, não vou disputar com você."
"É porque estou com muita fome, não porque tenho medo de você disputar." Chu Lingzhi riu, e então pegou um pedaço de frango e levou à boca dele: "Vem, vou te alimentar."
Nangong Yehen abriu a boca e comeu o frango que ela ofereceu.
Ele mastigou devagar, sem desviar o olhar do rosto dela.
"Está gostoso?" Chu Lingzhi perguntou, ingênua.
Nangong Yehen assentiu e sorriu: "Gostoso."
"Então come mais um pedaço." Na verdade, era tanta comida que ela não conseguiria terminar.
Nangong Yehen engoliu o que estava na boca, abriu-a e comeu outro pedaço.
Seus olhos brilhavam, e o sorriso tinha um toque de sedução.