A água subiu de suas panturrilhas para as coxas, e das coxas para a cintura.
Havia pequenas pedras no fundo da fonte termal, e ela andava devagar, sem ousar apressar-se.
Nangong Yehen apreciava sua beleza assim, das panturrilhas até a plenitude à sua frente.
Ele nadou até ela e parou diante dela.
— Meu corpo está muito quente. — Disse ele, abraçando-a, com a palma larga da mão cobrindo suas costas, sentindo uma textura excelente.
Chu Lingzhi ergueu a cabeça, olhou para o pomo de Adão dele que se movia, e não pôde deixar de rir: — Ficou muito tempo na água, sai daqui, deixa isso comigo.
— Não fico tranquilo em te deixar sozinha na água.
— Com essa temperatura da água, não vai ter cobras nem feras. — Disse Chu Lingzhi, sorrindo.
Da última vez, em Pico da Névoa Perdida, ela atraiu as cobras para fora porque sua perna estava sangrando muito, e o cheiro de sangue as atraiu.
Agora, ela não estava ferida, não tinha medo de cobras aparecerem, e esta era uma fonte termal sulfurosa, muito segura.
— Agora, estou com muita vontade de me tornar uma fera. — Os olhos de Nangong Ye estavam escuros, a voz rouca.
Chu Lingzhi deu um tapa no rosto dele: — Fera, fica longe de mim.
— Deixa a fera te ensinar a nadar.
Chu Lingzhi ficou surpresa: — Nadar como você?
— Hum, bonito?
— Bonito, lindo demais. — Ela ficou com os olhos vidrados.
— Tem recompensa?
— Tem. Aproxima o rosto.
Nangong Yehen aproximou o rosto, e Chu Lingzhi deu um beijo em cada lado do rosto dele.
Nangong Yehen sorriu satisfeito, com os lábios curvados: — Esse é o tipo de recompensa que mais gosto. Você se saiu bem, também vou te dar uma recompensa.
— Que recompensa você vai me dar? — Perguntou Chu Lingzhi, curiosa.
A mão dominadora do homem cobriu a plenitude dela, e ele a apertou com um toque provocante.
Uma sensação estranha a invadiu, e Chu Lingzhi não conseguiu se conter, soltando um "ah".
Esse grito dela, sem dúvida, empurrou Nangong Yehen para a beira de se tornar uma fera.
Nangong Yehen originalmente só queria apertar de brincadeira, mas ao ouvir o gemido involuntário dela, sua mão não quis mais se afastar.
As gotas de suor em sua testa, não se sabia se eram da temperatura da água ou do fogo estranho que queimava dentro dele.
Na verdade, a temperatura da água aqui sempre foi assim, nem subia nem descia.
Ele também estava nu, seu corpo era bastante sedutor, exalando uma aura de força masculina.
Diante dele assim, Chu Lingzhi o amava até enlouquecer, e agora, com ele fazendo isso, ela estava quase perdendo o controle.
Se ele continuasse a provocá-la assim, ela temia que acabaria atacando-o por conta própria.
Para se impedir de derrubá-lo, ela afastou a mão dele que cobria seu peito.
— Para com isso, vamos aproveitar a fonte termal! — Ela o encarou.
O homem sorriu de forma extremamente sedutora: — Estamos aproveitando a fonte termal agora.
— Tira a mão de cima de mim.
— Mas a sua mão está em cima de mim.
— …
Chu Lingzhi olhou para baixo e viu que seu outro braço estava mesmo enlaçando a cintura dele.
Ela o puxou de volta rapidamente, com o rosto corado: — Eu só te abracei porque estava com medo de cair.
— Explicação é igual a disfarce.
— … Esse homem, precisava falar tão claramente?
Vendo o rosto dela ficar cada vez mais vermelho, o sorriso de Nangong Yehen se intensificou.
Ele se inclinou, beijou-a profundamente por um tempo, antes de soltá-la.
— Eu realmente vou te ensinar a nadar. — Saber nadar é uma coisa boa.
Nadar fortalece o corpo, e se um dia ela cair na água, também saberá nadar até a margem.
— Sem bóia, dá certo? — Chu Lingzhi não estava muito confiante.
Ao ouvir isso, Nangong Yehen franziu a testa e a encarou: — Seu homem é a sua bóia!
Chu Lingzhi ficou atordoada com o olhar dele, percebendo que tinha dito algo errado.