Depois de comer, os dois pequenos saíram rapidamente do local onde Nangong Yehen e Chu Lingzhi estavam.
Eles deixaram o espaço propositalmente para eles, na esperança de que pudessem desenvolver bem os sentimentos.
— Lingzhi, venha aqui. — Nangong Yehen finalmente levantou a cabeça do computador.
Chu Lingzhi, que estava lendo um livro, largou o volume e se aproximou: — Tem algo?
Nangong Yehen a fez sentar em seu colo, envolveu sua cintura com os braços e enterrou o rosto na curva do pescoço dela, sentindo seu cheiro.
Era tão agradável!
Chu Lingzhi apoiou um braço no ombro dele e sorriu: — Nangong Yehen, me chamou só para sentir meu cheiro?
— Você não sabe como seu cheiro é bom?
Chu Lingzhi riu baixinho: — Não acho, já me acostumei.
O cheiro dele é que era bom, um leve aroma de tabaco, cheio de uma aura masculina e viril.
— Um amigo meu está doente. — Nangong Yehen ergueu a cabeça e a olhou profundamente.
— Que doença? — perguntou Chu Lingzhi.
— Por enquanto, não conseguimos descobrir qual é.
— Não descobriram? Como assim? — Chu Lingzhi achou estranho.
Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas: — Seja qual for a doença, você consegue diagnosticar?
Chu Lingzhi assentiu: — Até agora, não houve nenhum paciente que eu não conseguisse diagnosticar qual é a doença.
Ela confiava em sua capacidade; desde que diagnosticasse a doença, receitava o remédio certo e o estado do paciente sempre melhorava.
Até o momento, nenhum dos pacientes que atendeu reclamou que os remédios que prescreveu não faziam efeito.
— Vou descrever a situação dela para ver se você consegue adivinhar qual é a doença. — disse Nangong Yehen.
— Hum, fale. — respondeu Chu Lingzhi.
— A aparência dela é normal, o apetite e o humor estão bons, mas ela de repente entra em um sono profundo...
Nangong Yehen, pela primeira vez na vida, falou tanto.
Ele descreveu a situação de Chu Lingzhi em detalhes, repetindo várias vezes.
Na verdade, poderia ter sido simples, em poucos minutos.
Mas ele falou por um bom tempo, com medo de que Chu Lingzhi não ouvisse com atenção, e repetiu de novo, levando dez minutos...
Chu Lingzhi franziu levemente a testa; na verdade, na primeira vez que ele falou, ela já tinha entendido tudo.
Os relatórios dos exames já tinham saído: as células cerebrais estavam degenerando, entrando em estado de morte aparente?
— Posso ver a pessoa? — perguntou Chu Lingzhi.
Nangong Yehen franziu o olhar: — Não, ela está no exterior.
— Pode arranjar tempo para ela voltar.
— Ela... — Nangong Yehen teve um lampejo e mentiu: — Ela está em coma, o marido está ao lado dela.
— Em coma? — Ao ouvir isso, Chu Lingzhi ficou surpresa.
Nangong Yehen tinha um olhar profundo: — Sim, em coma. Quando está em coma, é como dormir normalmente, sem nenhuma dor, e os batimentos cardíacos e a respiração estão normais.
— Há quanto tempo ela está dormindo?
— ... Três dias. — Precisava perguntar com tanta clareza?
— Três dias? — Chu Lingzhi murmurou para si mesma, franzindo a testa em pensamento: — Já vi reportagens assim no noticiário, alguém dormiu por dez anos.
Mas isso sempre foi notícia; não sabia se era verdade ou boato.
Mesmo que fosse, ela não sabia por que a pessoa dormiu tanto tempo.
Nangong Yehen a olhou sem piscar: — Consegue adivinhar que doença é?
— Não vi a pessoa pessoalmente, posso ver o relatório do exame dela?
Nangong Yehen assentiu: — Claro que pode!
Ele abriu uma gaveta e tirou um documento de lá.
Chu Lingzhi olhou para o relatório, pensando,