Ouyang Ruobing marcou um encontro com Chu Lingzhi no café Boa Felicidade. O café era elegantemente decorado, e havia um pianista tocando piano ou violino. Sentar-se ali, saboreando um café enquanto apreciava a música, trazia uma sensação única de prazer e charme. Ouyang Ruobing adorava aquele lugar; todos os dias, ela vinha tomar pelo menos uma xícara de café. Ela marcou com Chu Lingzhi para as sete, mas chegou às seis. Gostava de ficar sentada em silêncio ouvindo as músicas — o som do piano era nítido e encantador, e o violino, melódico e sublime. Assim que entrou no café, sentou-se no lugar de sempre. Mal se acomodou, antes mesmo de o café ser servido, seu telefone tocou. Pensando que era Chu Lingzhi, ela sorriu suavemente. Imaginou: será que Lingzhi também gosta de vir aqui tomar café, como eu? Nangong Yehen gostava de café, e preferia tomá-lo pela manhã. Talvez eles viessem com frequência aqui pela manhã para tomar café... Ela tirou o celular da bolsa de grife e, ao olhar, ficou levemente surpresa. Quem ligava não era Chu Lingzhi, mas sim Nangong Yehen. Ouyang Ruobing olhou para o identificador de chamadas e seu coração de repente perdeu um compasso. Por que Nangong Yehen estava ligando para ela por iniciativa própria? O número dela nunca havia mudado. Era o mesmo há dez anos, e continuava o mesmo dez anos depois. Mesmo quando não vivia mais no Reino Wu, ela não trocou o número. Desde que ela mesma propôs o término, Nangong Yehen nunca mais ligou para ela por conta própria. Ela já desejou que ele ligasse por engano, ou que tocasse e desligasse. Se ele ao menos fizesse o telefone dela tocar uma vez, ela explicaria o motivo do término. Para sua decepção, anos se passaram e ele nunca ligou. Agora que ligava, devia ser por causa de Chu Lingzhi, não? Ele certamente não queria que ela encontrasse Chu Lingzhi, não queria que Chu Lingzhi ficasse triste. Ouyang Ruobing hesitou por um momento, mas acabou atendendo. Aquele telefonema, que um dia ela esperou até ficar angustiada. Agora que chegava, ela não encontrava motivo para recusar. — Alô, Nangong... — Onde você está? — a voz fria de Nangong Yehen era, como sempre, muito agradável aos ouvidos. — No café Boa Felicidade, na Rua Zhongnan. — Vou aí daqui a pouco! — ... — Ouyang Ruobing, ao ouvir, sentiu o coração disparar. Ele viria? Ele precisava falar com ela sobre algo? Olhou para o horário no celular: 18:15... Da Mansão Nangong até ali, mesmo na velocidade máxima, levaria mais de trinta minutos. Ele devia estar trazendo Chu Lingzhi, não? Se saísse agora, chegaria perto das sete. Mas, se ele fosse trazer Chu Lingzhi, não precisaria ligar antes; ela e Chu Lingzhi já haviam combinado. Ouyang Ruobing não conseguia imaginar por que Nangong Yehen a procurava. Com um toque egoísta, esperava que ele a procurasse apenas por ela mesma — Enquanto pensava em muitas coisas, de repente viu uma figura alta e familiar aparecer na entrada do café. Ouyang Ruobing se assustou: ele chegara tão rápido? E atrás dele vinha Huo Luan, não Chu Lingzhi. Ouyang Ruobing sentiu uma alegria inexplicável: ele realmente a procurava por iniciativa própria. Ele não estava trazendo Chu Lingzhi; vinha vê-la. O que ele queria com ela? De repente, ela se sentiu nervosa, como se fosse fraca. Quando namoravam, ela nunca sentira esse tipo de nervosismo. Agora, anos após o término, vê-lo nessas circunstâncias a deixava tão tensa. O olhar penetrante de Nangong Yehen a capturou no instante em que ele entrou. Ele avançou com suas pernas longas, vestindo um terno completo, com uma postura imponente.