A fonte colorida jorrava, bela como um arco-íris. Nangong Yehen estava de costas para a fonte, ereto, e sob o sol, parecia ainda mais charmoso. — Senhor Nangong, obrigada por me ajudar há pouco. — Chu Lingzhi olhou para ele e sorriu. Todos temiam aquele homem, mas Chu Lingzhi já não o temia mais. Achava que ele era... bastante bondoso. Pelo menos, comparado a Li Meirong e Chu Jianjue, ele era melhor. — Não foi para te ajudar que fiz isso. — Nangong Yehen a encarou com um olhar indiferente. Chu Lingzhi sorriu, um sorriso mais radiante que a própria fonte colorida. — Mesmo que não tenha sido para me ajudar, não precisava dizer que meu filho é seu. Não quero que as pessoas interpretem mal. Nangong Yehen era uma figura importante; em breve, a cidade inteira estaria falando sobre eles. Nangong Yehen curvou os lábios. — Eu disse que, se não assinar o acordo, vai se arrepender. — Não entendo. — Seu filho é meu filho. — Ainda não entendo. — Chu Junyu é meu filho biológico, Nangong Yehen. Agora entendeu? — Senhor Nangong, está brincando comigo? — Chu Lingzhi riu sem graça. Como o tesouro dela poderia ser filho dele? — Se não acredita, pode fazer um teste de DNA. Você é médica, deve confiar na veracidade do DNA. O sorriso de Chu Lingzhi congelou de repente, e ela o encarou incrédula. — Está falando sério? Nangong Yehen bufou. — Não tenho motivo para brincar com você. — Como é possível... — O rosto da mulher empalideceu, e de repente seus olhos se arregalaram. — O que dizia o acordo que você me fez assinar? Nangong Yehen ergueu levemente o queixo. — Você e seu filho me pertencem. Chu Lingzhi ficou atordoada. — Senhor Nangong, como meu filho veio ao mundo? Nangong Yehen sorriu de canto. — Claro que foi você quem o pariu. — Quero dizer, como nos conhecemos e chegamos a ter um filho? Ela não tinha nenhuma memória daquilo, não conseguia imaginar Nangong Yehen como o homem que amava. Mas, ao vê-lo pela primeira vez, sentiu repulsa e aversão. Como explicar isso? Não é à toa que ele só se estabeleceu em T City e não a incomodou. Na verdade, ele se lembrava dela, mas ela não se lembrava dele. O rosto primorosamente esculpido de Nangong Yehen não demonstrava emoção. Se quisesse ter um filho com alguém, não precisava de desenvolvimento; bastava levá-la para a cama. Chu Lingzhi o encarou com espanto, misturado a uma ponta de esperança. — Senhor Nangong, nós nos amamos antes? Amor? As sobrancelhas do homem se ergueram ainda mais. O que era amor? Para ele, o amor havia desaparecido de seu mundo há muitos anos. Desde então, ele não sabia mais o que era amor. — Foi você que me amou. — O homem curvou os lábios. Ele era um deus que podia dominar tudo; qualquer mulher o amaria. Fosse por ele ou pelo dinheiro dele. Chu Lingzhi sentiu um tremor nos cantos da boca. Será que ela o amava a ponto de se despir diante dele, sem dignidade? — Não acredito! — Por nada neste mundo ela acreditaria que Chu Junyu era filho dele. Nangong Yehen olhou para Huo Luan, que imediatamente tirou um documento do acordo e o entregou a ela. Chu Lingzhi pegou e viu: era o relatório de DNA de Nangong Yehen e Chu Junyu. Os dados mostravam que eles eram realmente pai e filho. Chu Lingzhi ficou olhando para o relatório, a mente em branco. De repente, devolveu o relatório a Huo Luan, aproximou-se de Nangong Yehen e envolveu a cintura dele. Nangong Yehen baixou os olhos, encarando-a profundamente, sem recusar o abraço.