Capítulo 4: Capítulo 4 Não posso me separar da criança

— Senhorita Chu, o que houve? — perguntou Dongxia, tensa, com medo de ter lhe causado dor. — Nada, o bebê me deu um chute. — sorriu Chu Lingzhi. Ao entrar no banheiro, fechou a porta e tirou a calcinha. Ao ver a mancha de sangue escuro na calcinha branca, Chu Lingzhi sentiu um aperto no coração, e uma forte dor no ventre veio de novo. Será que seu bebê ia chegar ao mundo antes do tempo? — Dongxia... — bateu na porta, sentindo a barriga doer cada vez mais e a cintura ficar tensa. Ouvindo o barulho, Dongxia e Xiaocao abriram a porta. Ao verem a grande mancha de sangue na calcinha que Chu Lingzhi havia abaixado até as coxas, ficaram chocadas. — Segurem-me, está doendo muito... — Chu Lingzhi segurava a barriga com as mãos, a dor repentina deixando seu rosto pálido. Elas a ajudaram com cuidado a sair do banheiro e a deitar na cama. Xiaocao saiu correndo: — Mordomo Liu, a senhorita Chu vai dar à luz! ... A vila estava em agitação e tensão. Chu Lingzhi nunca imaginou que dar à luz fosse tão doloroso, como se fosse morrer. Duas médicas e quatro enfermeiras, com cuidado e calma, faziam o parto. — Ai... ai... que dor... — Não aguento mais... vou morrer... — os gritos de Chu Lingzhi eram dilacerantes. Deitada na cama, ela suava como chuva, os lençóis e os cabelos compridos atrás dela já estavam encharcados de suor. Rosto pálido, no momento em que o bebê estava prestes a sair, fez força demais e desmaiou de dor. Só acordou às cinco da manhã seguinte, o quarto com um cheiro de sangue. Assim que abriu os olhos, viu o bebê dormindo ao lado. Primeiro se assustou, mas logo um sorriso surgiu em seu rosto pálido e cansado. Sentou-se, pegou-o no colo, olhando seu rostinho macio, sentindo-se doce e feliz. Os traços do bebê se pareciam muito com os dela. Ao pensar que logo teria que se separar dele, seu coração ficou pesado. Naquele momento, o Mordomo Liu apareceu no corredor, falando ao telefone com Nangong Yehen enquanto caminhava em direção ao quarto de Chu Lingzhi. — Entendi, senhor. Vou pegar o bebê agora e levá-lo embora imediatamente. — a voz estava um pouco apressada. Chu Lingzhi ouviu, franziu a testa. Levar o bebê embora agora? Não era para ela amamentá-lo por um mês? O Mordomo Liu abriu a porta e, vendo que Chu Lingzhi estava acordada, não rodeou: — O senhor já depositou trezentos mil na sua conta por transferência aérea. Vou mandar alguém levá-la embora imediatamente! Dizendo isso, o Mordomo Liu pegou o bebê do colo de Chu Lingzhi e o envolveu rapidamente num cobertor, com um movimento que transparecia urgência. — Aconteceu alguma coisa? — perguntou Chu Lingzhi, vendo a expressão séria do Mordomo Liu. Ela tinha dado um filho ao seu senhor, ele deveria estar feliz, mas sua expressão parecia estranha. — Você não precisa saber! — o Mordomo Liu ia saindo com o bebê. — Para onde vai levar meu filho? — perguntou Chu Lingzhi, vendo que ela ia embora. Ao ouvir isso, o Mordomo Liu parou, virou-se e olhou sério para Chu Lingzhi: — A partir de agora, você não tem mais nenhuma relação com a criança! — ... — Chu Lingzhi olhou para o Mordomo Liu prestes a sair, sentindo uma dor no coração. A criança que ela levava era seu filho. Será que essa separação entre mãe e filho significava que nunca mais se veriam? Ela não queria se separar do filho! Era o filho que carregara por dez meses! Ela não deixaria seu filho viver com aquele demônio! De repente, Chu Lingzhi pulou da cama, e num impulso, pegou o vaso antigo da penteadeira e bateu na nuca do Mordomo Liu. Com um estrondo, os cacos se espalharam pelo chão, e o Mordomo Liu soltou um grito.