Capítulo 37: Capítulo 37 Sua filha ingrata

Ao sair do hotel, Chu Lingzhi falava ao telefone com Chu Junyu.

— Meu pequeno tesouro, a mamãe atendeu um paciente ontem à noite, o caso era especial, fiquei observando ele a noite toda. Estou voltando para a empresa agora.

— Atendeu mesmo um paciente? — do outro lado, a voz infantil do pequeno trazia um toque de desconfiança.

— A mamãe nunca engana o pequeno tesouro.

— Hum, mentirosa, você sempre me engana.

— Chu Junyu!

— Tá bom, mamãe, se você está cansada, vá para casa descansar, não precisa ir para a empresa. — a voz do pequeno transbordava preocupação.

— Entendi, meu pequeno tesouro, comporte-se na aula.

Desligou o telefone e ia pegar o carro, quando de repente—

— Chu Lingzhi! — à frente, um grito agudo ecoou.

Erguendo os olhos, viu Li Meirong avançando furiosa, com uma expressão tão feroz que parecia querer matar Chu Lingzhi.

Atrás dela, vinham Chu Jianjue, Cai Quanjun, Chu Mengling e o assistente de Cai Quanjun.

Chu Lingzhi parou, com um sorriso frio. Ela ainda não tinha ido atrás deles, e eles já vinham procurá-la?

As garras de unhas compridas de Li Meirong estavam prestes a arranhar seu rosto.

Chu Lingzhi desviou o corpo para o lado, esquivando-se com facilidade.

— Sua filha ingrata, maldita, ousa se esquivar de mim?

— Não me esquivar, ficar parada para você me bater? — Chu Lingzhi riu com desprezo, os olhos cheios de escárnio.

— Mãe...

Chu Mengling correu para ajudar Li Meirong a se levantar, repreendendo Chu Lingzhi: — Irmã, afinal nossa mãe é mais velha, você...

— Essa é sua mãe, não a minha! — Chu Lingzhi interrompeu Chu Mengling.

— Chu Lingzhi, hoje vou te dar uma boa lição!

Chu Jianjue de repente avançou, furioso ao ver a arrogância de Chu Lingzhi.

— Você não tem o direito de me dar lição! — Chu Lingzhi recuou vários passos para se esquivar, encarando Chu Jianjue com frieza.

Chu Jianjue, que ia dar-lhe alguns tapas, parou ao encontrar seu olhar frio, teimoso e cheio de ódio.

Ao vê-la assim, lembrou-se de repente de sua mãe biológica.

Chu Jianjue sentiu como se uma agulha tivesse perfurado seu coração, e a mão erguida no ar foi puxada de volta com força.

— Sua filha ingrata!

— Me doparam, e ainda ousa me chamar de ingrata? — Chu Lingzhi lançou-lhe um olhar frio, sorrindo com um charme sedutor, alisando os cabelos sobre o peito. — Não conseguiram o que queriam, estão com raiva?

Cai Quanjun a viu sorrir com tanta elegância e sensualidade, sentiu a garganta apertar, desejando aquela mulher.

— Chu Lingzhi, como vamos resolver o fato de você ter me ferido de propósito? — ele se aproximou, com um ar arrogante e superior, encarando Chu Lingzhi.

Chu Lingzhi pareceu ouvir a piada mais absurda do mundo, rindo radiante, sua beleza ofuscante.

— Feri você de propósito? Onde te feri?

— O Sr. Cai tem um galo enorme na nuca. — disse o assistente de Cai Quanjun, com frieza.

— Fui eu que ataquei? — Chu Lingzhi os encarou com olhar gélido. — Se fui eu, chamem a polícia.

A polícia? Eles não ousariam chamar.

— Chu Lingzhi, o Sr. Cai gosta de você de verdade, não seja ingrata. — a voz irritada de Li Meirong trazia sarcasmo. — Você vive com um bastardo, ter um homem que te queira já é sorte! Não pense que só porque Luo Zifan gosta de você, pode ser arrogante. Mesmo que Luo Zifan goste de você, e daí? A família Luo nunca aceitará você e aquele bastardo.

— Quem é o bastardo? — de repente, uma voz fria que gelava a espinha, mas ao mesmo tempo grave e agradável, soou.