Capítulo 364: Capítulo 364 Vivendo com um grupo de homens nas profundezas da montanha

Morai virou-se e olhou para ele.

Ele lançou um olhar frio, sinalizando para que não revelasse seu retorno.

— Senhorita, você está dizendo que somos loucos? — perguntou Morai.

— Loucos? Mais que isso, são loucos paranoicos e autoritários! — Chu Lingzhi virou-se de repente, encarando Morai. — Vocês, um por um, ou são neuróticos ou narcisistas...

De repente, avistou Yin Hanxuan, ereto não muito longe, e imediatamente se calou.

O povo do reino de Xun era autoritário e sofria de neurose.

O povo do reino de Xia era autoritário e narcisista.

Especialmente Di Ruiyingxue, que se achava muito nobre e bonita.

Qualquer homem de quem ela gostasse, ela achava que tinha que ser dela.

Uma verdadeira mulher neurótica!

Ao pensar em Di Ruiyingxue, Chu Lingzhi ficou de mau humor e lançou um olhar frio e desdenhoso para Yin Hanxuan.

Yin Hanxuan a observava com um olhar sombrio, sua expressão difícil de decifrar.

— Acabei de ver você olhando para Sua Majestade com desdém. — Morai piscou seus olhos bonitos, rindo com um ar de quem se divertia com a desgraça alheia.

Chu Lingzhi desviou um olhar frio e indiferente para ele, encarando-o como se ele fosse um louco.

Morai foi rindo, mas, sob o olhar dela, começou a se sentir inseguro.

Ele parou de rir e a encarou com seriedade. — Por que está me olhando assim?

— Quero sair daqui, espero que não me impeçam!

— Não! — Yin Hanxuan falou, caminhando com passos firmes, entregando algo a Morai e olhando para Chu Lingzhi de cima. — Sem minha permissão, você não pode sair daqui.

Chu Lingzhi olhou ao redor. A cada certa distância, havia um guarda armado de plantão.

Ela acreditava no que Yin Hanxuan dizia: se ele não a deixasse sair, ela teria que morrer ali.

Mas jurou em segredo que encontraria uma saída para ir embora.

Ela olhou para Yin Hanxuan, testando-o. — E se eu insistir em sair?

— Tente.

Chu Lingzhi realmente quis tentar. Escolheu uma direção qualquer e começou a andar.

Pum!

De repente, um tiro saiu da floresta, acertando a grama a seus pés.

Ela ignorou e continuou em frente.

Pum!

Outro tiro acertou na frente dela, a apenas alguns centímetros de distância.

Chu Lingzhi ficou realmente assustada, rangendo os dentes de raiva.

Yin Hanxuan caminhou até ela em passos largos, parou atrás dela e a observou com um sorriso irônico.

— Aqui é meu território. Sem minha permissão, estranhos não podem entrar. Você é uma exceção.

— O que você pretende fazer comigo? — Chu Lingzhi não se virou, sua voz era muito hostil.

— Já mandei investigar sua identidade. Se você realmente não for uma espiã, naturalmente providenciarei para que vá embora.

— Espiã? — Chu Lingzhi se virou e olhou para Yin Hanxuan com sarcasmo. — Neste lugar ermo e montanhoso, o que há aqui para roubar ou saquear? Ou algum segredo? Que vale a pena uma espiã se sacrificar tanto para pular de um penhasco tão alto?

O que havia ali para roubar, saquear, ou se havia segredos, Yin Hanxuan naturalmente não responderia.

Ele a examinou. — Seus ferimentos ainda não estão completamente curados. Aconselho você a ficar aqui alguns dias para se recuperar.

Se ela não fosse uma espiã, ele a soltaria naturalmente.

Um brilho frio passou pelos olhos de Yin Hanxuan. Se ela fosse realmente uma espiã, só lhe restaria morrer ali.

Chu Lingzhi percorreu o local com o olhar, resmungando irritada. — Preferiria que me mandassem direto para o capeta do que viver no meio do mato com um bando de homens.

Homens por toda parte. Como ela viveria ali? Como iria ao banheiro? Como tomar banho?

Yin Hanxuan ainda a olhava de cima. — Qual é o seu nome?