Um lampejo de dor passou pelos olhos dos dois pequeninos.
Chu Junyu aproximou-se da cama, inclinou-se e deu um beijo suave no rosto de Chu Lingzhi.
— Papai, o médico não disse quando a mamãe vai acordar? — perguntou Chu Junyu, olhando para Nangong Yehen.
— Ela vai acordar quando descansar o suficiente — disse Nangong Yehen, observando seu rosto bonito.
— Já está deitada há tanto tempo e ainda não descansou o suficiente? — Chu Junyu ergueu as sobrancelhas, seu rostinho rosado cheio de preocupação.
— Como estão as investigações sobre o caso da Cidade P? — perguntou Nangong Yichen, olhando para Nangong Yehen.
Sua expressão era indiferente e fria, o tom calmo; ao falar com Nangong Yehen, não parecia pai e filho, mas sim irmãos.
— Ainda estamos investigando — respondeu Nangong Yehen em voz baixa, mas já havia algumas pistas.
— Papai, tem alguém querendo ser o rei do País Wu? — Chu Junyu piscou, perguntando.
Os lábios perfeitos de Nangong Yehen se curvaram friamente: — Não vou dar essa chance a ele.
— Eu também não vou dar essa chance a ele — disse Nangong Yichen, com um tom de frieza implacável.
Ao ouvir isso, Nangong Yehen franziu os olhos, olhando profundamente para Nangong Yichen.
O olhar puro e límpido de Chu Junyu rapidamente se desviou do rosto de Nangong Yehen e se fixou em Nangong Yichen.
— Hehe... — ele riu baixinho —, Velhinho, quanto peso você tem?
Nangong Yichen olhou friamente para ele: — Meio quilo a mais que você!
— Um pirralho desses já fala essas coisas — disse Chu Junyu com um ar de desdém.
Nangong Yichen franziu os lábios e não disse mais nada.
Ele contornou o pé da cama e foi para o outro lado.
Estendeu sua mãozinha branca e delicada para tocar a testa de Chu Lingzhi, depois o rosto.
Felizmente, a temperatura estava normal...
Nangong Yehen, com olhar profundo e pensativo, observou-os em silêncio.
A frase que Nangong Yichen acabara de dizer o surpreendera interiormente.
— Você não deveria ter tratado a mamãe assim — Nangong Yichen virou-se de repente e lançou um olhar frio para Nangong Yehen.
— ...
Nangong Yehen ficou um pouco surpreso, ergueu as sobrancelhas. Por que ele tinha a sensação de estar sendo repreendido pelo pai?
Ilusão, com certeza era ilusão!
O incidente no iate, ele e Chu Junyu já sabiam.
A mamãe já tinha pegado o colar, e ele ainda o tomou e jogou no mar.
Quanto ao comportamento de Nangong Yehen, Nangong Yichen realmente queria dar-lhe uma lição.
— Eu percebo que o papai já está muito arrependido, velhinho, não o culpe mais — disse Chu Junyu.
— Mas a mamãe ainda não acordou.
— Ela vai acordar mais cedo ou mais tarde — Chu Junyu confiava na mamãe, confiava que ela não os deixaria para se divertir sozinha.
— Estou muito preocupado com ela — Nangong Yichen não era bom em se expressar, mas dizer essa frase já mostrava o lugar de Chu Lingzhi em seu coração.
— Foi culpa minha, peço desculpas a vocês — disse Nangong Yehen, olhando para eles com culpa.
Diante de seus filhos mais amados, por mais poderoso que fosse, ele era como qualquer pai comum.
Sabendo que tinha errado, precisava pedir desculpas.
— Prometa que não vai mais tratá-la assim — disse Nangong Yichen, irritado.
Nangong Yehen sorriu: — Eu prometo.
— Eu confio no carinho do papai pela mamãe, só que... — Chu Junyu fez beicinho, olhando para Nangong Yehen com simpatia —, papai, quando a mamãe acordar, peça perdão a ela.
Ao ouvir isso, Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas de repente. Desde quando ele, Nangong Yehen, precisava implorar perdão a uma mulher?
— Não precisa implorar, é só convencer — Nangong Yehen pensou um pouco e corrigiu as palavras de Chu Junyu.
Mulheres, são para ser conquistadas com carinho.