Capítulo 331: Capítulo 331: Pular no Mar, Afogar-se

O corpo foi afundando lentamente, as pálpebras ficando cada vez mais pesadas. A cabeça dói muito, como se duas mãos enormes estivessem apertando dos dois lados com força— A visão vai ficando turva, mas quanto mais a cabeça dói, mais clara fica a consciência. Com uma dor aguda, uma cena passa pela mente como um lampejo. Ela saiu da escola, ia trabalhar, quando de repente um carro preto parou ao lado dela e a forçaram a entrar. Ela lutou, gritou com todas as forças, mas não adiantou. Dentro do carro, um homem de preto colocou uma venda nela… A cena muda, é um homem demoníaco a oprimindo. Ignorando sua dor e seus gritos, sem saber ter compaixão, a torturou até quase matá-la. Naquela noite, uma dor dilacerante a fez desejar a morte. Ela desmaiou, e uma mulher orgulhosa a recebeu: [Você só será livre quando der à luz um herdeiro para o jovem mestre.] [Porque você tem sangue Rh-O negativo, só você no mundo pode dar à luz um herdeiro para o jovem mestre—] A cabeça dói cada vez mais, ela quer controlar, não pensar nisso. Mas agora, ela não consegue se controlar. A cena continua, uma mudança: ela está segurando um bebê, fugindo de uma mansão. Atrás, seguranças a perseguem, tiros não param. De repente, um carro em alta velocidade a atinge de lado. Com o bebê nos braços, ela é arremessada para longe. Caída em uma poça de sangue, ela vira a cabeça lentamente, olhando na direção do "ribombar, ribombar". Lá, chamas explodem, fumaça de pólvora se espalha, a vila da mansão desaba num instante… Ela abraça o bebê com alívio e desmaia. … As pálpebras ficam cada vez mais pesadas, ela fecha os olhos aos poucos. Nesse momento, na mente, as imagens alternam: ora o rosto de Chu Junyu e Nangong Yichen, ora o rosto de Nangong Yehen, e por fim o rosto do avô sorrindo para ela com bondade… Na névoa, ele parece estender as mãos. O corpo dele se move na direção dela, e então a abraça… Ela cai sem forças em seus braços, sem saber se é real ou sonho, consegue dizer na água para o avô: "Vovô, não perdi o colar… Está na minha mão…" Depois de dizer isso, seu corpo não aguenta mais e ela desmaia. Ao ouvir suas palavras frágeis, Nangong Yehen tremeu inteiro, o coração sufocado, como se uma mão o apertasse com força. Ele ficou chocado por ela ter conseguido falar naturalmente dentro d'água, e mais chocado ainda por saber que o colar era uma herança do avô dela… De repente, um medo o invadiu, e diante dos olhos passou uma linha escrita às pressas pelo avô Chu: A Pílula da Alma Contínua tem melhor efeito quando absorve sangue yin por muito tempo. E o sangue da alma yin é… Nangong Yehen contraiu as pupilas, sem ousar pensar mais adiante. Segurando a mulher em seus braços, ele saiu rapidamente da superfície da água! ***** Três dias se passaram. Chu Lingzhi ainda não acordou do coma. Os médicos já retiraram a água do estômago e dos pulmões dela. Esse tratamento é extremamente doloroso, com um tubo fino inserido pela garganta… Adormecida, ela está pálida como papel, sem nenhuma cor. Desde que saiu do mar até chegar ao hospital, sua mão esteve apertando o colar. Nangong Yehen precisou usar muita força para abrir seus dedos e tirar o colar. Depois do resgate no hospital, fora de perigo, ela foi levada de volta à Mansão Nangong. 24 horas por dia, há médicos particulares cuidando dela, examinando seu corpo a todo momento. Agora ela não corre mais risco de vida, só precisa acordar. Quanto a quando vai acordar, os médicos não podem dar uma resposta clara. Nangong Yehen está sentado diante da cama, lábios apertados, as linhas refinadas do rosto um pouco tensas, o olhar profundo e complexo.