Ele está tão bêbado, o rosto bonito e refinado transbordando cansaço, por que ela ainda o atormentaria? Ela nunca ficou bêbada, mas sabia que estar bêbado era algo muito cansativo. Especialmente quando se fica bêbado sem querer, aquela sensação é simplesmente de matar. Nangong Yehen voltou à mansão coberto de poeira, sem descansar nem um minuto, e foi embriagado por ela; agora devia estar exausto. "Não..." Os dedos de Nangong Yehen deslizaram sobre seus lábios macios. "Você é o remédio para ressaca." Chu Lingzhi riu baixinho. "Sou Chu Lingzhi, não remédio para ressaca." Ele estava realmente bêbado, a ponto de confundi-la com o remédio. "Você é." Depois de beber aquele copo, ele parecia ainda mais embriagado. Quando os dedos dele tocaram seus lábios, o coração dela deu uma batida mais lenta, como se uma corrente elétrica subisse dos dedos dos pés até a cabeça. Sua mente ficou momentaneamente em branco, e ela só conseguia olhar para ele, sem saber como pensar. "Você é" — três palavras simples, mas ditas por ele, pareciam ter um poder mágico. Baixas, roucas e cheias de magnetismo. Ao ouvi-las, parecia que um cervo saltitava dentro do coração dela. A ponta do dedo de Nangong Yehen se afastou dos lábios dela, movendo-se suavemente para a ponta do nariz e depois para a testa cheia. Talvez por atirar e montar a cavalo todos os dias, a ponta do dedo dele tinha uma fina camada de calos. Essa fina camada de calos o tornava ainda mais selvagem, e ao tocar a pele delicada dela, a sensação era mais nítida. "Chu Lingzhi." Ele chamou seu nome baixinho, o olhar para ela, embora nebuloso, transbordava um toque de ternura. "Hmm?" Ela respondeu com um murmúrio suave. Ela não sabia que aquele murmúrio era uma grande tentação para um homem. Nangong Yehen curvou os lábios, acariciou seu rosto com carinho, e o brilho em seus olhos se tornou ainda mais profundo. "Nesta vida, não é permitido me deixar." Ele disse em voz baixa. Sua ternura era como um feitiço, um feitiço venenoso que facilmente viciava uma mulher. Chu Lingzhi não foi exceção; ela assentiu, prometendo-lhe que nunca o deixaria nesta vida. Ele curvou os lábios, mostrando um sorriso satisfeito. "Minha mulher é tão obediente." "Minha mulher" fez o coração de Chu Lingzhi parar por um instante, e sua respiração ficou um pouco ofegante. Se não fosse pela menstruação, ela o teria derrubado agora. Encontrando um homem assim, quem ainda se importa com a discrição? Nangong Yehen parecia ter lido seus pensamentos, e de repente inclinou-se, sugando seus lábios com força. O corpo e a boca dele estavam cheios de cheiro de álcool; pela primeira vez na vida, Chu Lingzhi achou que o cheiro de álcool de um homem podia ser tão agradável. Ele a beijava com tanta paixão, mordiscando e acariciando suavemente... Chu Lingzhi sentiu seu carinho, como se ela fosse um cristal que ele segurava nas palmas das mãos, e qualquer descuido poderia fazê-lo quebrar. Aos poucos, o corpo dela amoleceu em seus braços. Ela amava o cheiro dele, amava a intimidade dele; parecia que tudo nele a encantava, mesmo que os outros dissessem que ele era um demônio cruel e sanguinário... A mão quente dele massageava seus seios, e um formigamento subiu da ponta dos pés. Chu Lingzhi, que estava imersa na ternura dele, de repente despertou. Não podia continuar assim, senão faíscas voariam! Ela rapidamente empurrou Nangong Yehen e escapou de seus braços como se fugisse. Ajeitou os cabelos e a gola ligeiramente desgrenhados. Nangong Yehen ergueu a cabeça, olhando para ela com confusão. O rosto de Chu Lingzhi estava vermelho como o amanhecer; ela sorriu timidamente. "Senhor Nangong, minha menstruação ainda não passou." "Que chato!" Nangong Yehen a encarou com grande irritação.