"Não é só você, seus dois filhos também vão morrer por sua causa!" Ao dizer isso, o olhar do homem era sombrio e gélido, fazendo o coração de Chu Lingzhi tremer levemente. "Por segurança, depois de comer, suba e abra o cofre para eu dar uma olhada, senão não vou desistir!" Chu Lingzhi, sem medo da morte, fez a exigência. Ao ouvir isso, Nangong Yehen estreitou os olhos sombrios perigosamente: "Já disse, aquelas folhas foram jogadas fora sem querer!" Quanto mais ele agia assim, mais Chu Lingzhi sentia que ele tinha algo a esconder: "Se foram jogadas mesmo, abra o cofre agora para eu ver." "Esqueci a senha!" Nangong Yehen mentiu descaradamente. "..." Chu Lingzhi ficou furiosa, queria muito atirar o bife no rosto dele. Mentira tão infantil, e ele ainda dizia. De repente, ela sorriu radiante, um sorriso mais puro que o vinho tinto no copo. Nangong Yehen ergueu uma sobrancelha, com uma expressão fria, como se olhasse para uma aberração. "Senhor Nangong, esquecer a senha de um cofre que guarda projetos de bombas? Está me tratando como uma criança de um ano?" Ela curvou os lábios, sorrindo com desprezo. "Este senhor esquece quando quer, e lembra quando quer." "..." Que tom arrogante, prepotente e autoritário, mas ela ficou sem palavras para responder. Ela baixou a cabeça e comeu com raiva. O bife estava bom, e ela devorou-o em grandes bocados. Nangong Yehen a observou em silêncio por alguns segundos: "Sente-se ao meu lado!" Chu Lingzhi ergueu a cabeça e sorriu docemente: "Se eu sentar, você vai esquecer minha senha?" Embora perguntasse assim, num instante ela pegou seu prato e se sentou ao lado dele. "Estou muito irritado!" Ele a encarou com olhar pesado. Chu Lingzhi concordou: "Percebi." "Sabe por que estou irritado?" "Mexi nas coisas do seu escritório, mas, Senhor Nangong, não foi de propósito." A expressão de Chu Lingzhi mudou, parecendo prestes a chorar de tristeza: "Estava ansiosa, o caderno foi deixado pelo meu avô. Ele registrou aquelas coisas, fossem boas ou ruins, esperando que um dia eu pudesse saber a verdade. Eu estava ansiosa e ao mesmo tempo me sentia culpada pelo meu avô... por isso..." Droga, por que ela não conseguia chorar? Por mais que tentasse, as lágrimas não saíam. Nangong Yehen já tinha percebido seu constrangimento. Ele ergueu levemente as sobrancelhas: "Não force tanto os olhos, chorar na minha frente não adianta." "..." Chu Lingzhi ficou surpresa, olhando para ele com estranheza. Nangong Yehen bufou: "Esse seu truque." "Agora também estou muito irritada." Chu Lingzhi parou de forçar lágrimas e olhou friamente para Nangong Yehen. "Por eu não te contar a senha do cofre?" Chu Lingzhi suspirou: "Meu avô registrou essas coisas em vida, esperando que um dia chegassem às minhas mãos. Se ele escreveu, não tinha medo de que eu soubesse. Mas o Senhor Nangong, sem considerar meus sentimentos, escondeu parte do conteúdo. Como não vou ficar irritada?" "Não joguei fora de propósito!" Nangong Yehen tinha um olhar profundo. Proteger a segurança dela era mil vezes mais importante do que considerar seus sentimentos. Antigamente, até uma única pílula espiritual trouxe tanto desastre para a família Chu, quanto mais aquelas páginas. O avô Chu já não estava mais ali, e ele não se importava por que ele havia escrito uma verdade tão importante, em vez de deixá-la enterrada para sempre. Não importava o motivo do avô Chu, agora que estava em suas mãos, ele jamais permitiria que eles soubessem a verdade! Essa verdade era terrível demais, traria um grande perigo para ela.