À tarde, voltei para a Mansão Nangong.
Os dois pequenos já tinham voltado da escola.
Chu Lingxi contou-lhes que tinha revirado o escritório de Nangong Yehen hoje.
Chu Junyu não levou o assunto a sério e acenou com a mão: "Revirar, tudo bem. Você estava procurando suas coisas, não espionando as do papai. Papai não vai te culpar."
"Eu mexi no cofre dele."
Nangong Yichen ouviu isso e ergueu as sobrancelhas. Chu Junyu perguntou: "Abriu? Quanto dinheiro tem lá dentro?"
"Não abri, precisa de senha."
"Se não abriu, conta como ter mexido no cofre dele?" Disse Chu Junyu.
"Eu coloquei senhas erradas, e papai ficou sabendo."
"Você está ferrada." Isso não foi dito por Chu Junyu, mas por Nangong Yichen.
Chu Lingxi se assustou: "Ele vai me matar?"
"O escritório é o território mais importante dele. Normalmente, ele deixar você entrar já é sinal de confiança e consideração. Você aproveitar que ele não está para revirar o escritório e ainda mexer no cofre dele, não está pedindo para morrer?" Nangong Yichen olhou para ela com um pouco de pena.
Quanto mais Chu Lingxi ouvia, mais nervosa ficava. Pelo telefone, a voz de Nangong Yehen realmente soava fria e assustadora.
"Tem algum precedente?"
"Uma vez, uma empregada entrou no escritório dele para limpar, viu a capa de uma revista na mesa dele, que era muito bonita, e abriu para dar uma olhada. Ele a pegou e imediatamente a arrastou para ser fuzilada. Era só uma revista de entretenimento."
Ao ouvir isso, Chu Lingxi sentiu um frio no coração e um tremor: "Tão grave assim..."
Nangong Yichen e Chu Junyu trocaram olhares e disseram calmamente: "As histórias dele são todas cruéis. Quem o provoca, seja homem ou mulher, acaba sofrendo consequências terríveis."
Chu Lingxi olhou para eles: "Será que por causa de vocês, ele vai abrir uma exceção e ser tolerante comigo?"
"Não..." Nangong Yichen balançou a cabeça.
"Mamãe, é melhor você arrumar suas coisas e fugir de casa!" Chu Junyu teve um estalo e sugeriu.
"Se fugir agora, papai vai pensar que você roubou os segredos dele. Com certeza vai te caçar pelo mundo todo, e aí sua situação vai ser ainda pior." Nangong Yichen olhou de leve para Chu Junyu, discordando totalmente da sugestão.
"Então o que fazer? Já que mexeu no cofre, será que papai vai matar a mamãe?"
"Podemos dar um jeito de ele não matar a mamãe."
"Que jeito?" Perguntou Chu Junyu.
Então, as duas crianças juntaram as cabeças para pensar em um plano.
Chu Lingxi, sentada ao lado, ficou em silêncio observando-os.
Por que, pelas palavras deles, ela tinha a impressão de que Nangong Yehen era um grande vilão?
Normalmente, ele era razoável com ela. Era realmente difícil imaginar que, por ela ter mexido no escritório e no cofre dele, ele a mataria.
Esse rei não valorizava a vida dos plebeus?
Ela achou que eles teriam alguma ideia extraordinária, mas no final, a sugestão era ela chorar na frente de Nangong Yehen?
"Vocês têm certeza de que esse plano funciona?" Chu Lingxi contraiu os cantos da boca, olhando para eles com surpresa.
"Funciona ou não, é só tentar para saber." Disse Chu Junyu.
"Pelo seu jeito, você não parece nada preocupada comigo." Chu Lingxi olhou para Chu Junyu. Amanhã Nangong Yehen voltaria.
"Mamãe, é só você chorar na frente do papai, chorar o máximo que puder, que ele vai amolecer." Disse Nangong Yichen.
"Alguma mulher já chorou na frente dele?"
Nangong Yichen balançou a cabeça. A resposta dele era "não sei", mas Chu Lingxi entendeu como "não".
"Estou com muita fome, vou procurar algo para comer." Disse Chu Lingxi, sem forças.