—Você não está com medo de que eu vá disputar o Luo Zifan com você, né? — Chu Lingzhi revirou os olhos. — Você vai disputar comigo? — Mu Yu piscou. — Não sou tão sem graça assim. — Disse Chu Lingzhi, lembrando-se involuntariamente de Nangong Yehen. — Pena que o irmão Zifan ficou com a Chu Mengling. — Mu Yu fez bico. Chu Lingzhi a olhou profundamente; sobre sentimentos, ela não queria falar. Ela sabia melhor do que Mu Yu se Luo Zifan gostava ou não de Chu Mengling. Nestes dias, Luo Zifan estava ao lado de Chu Mengling, primeiro porque a família Luo estava pressionando demais, segundo porque Li Meirong havia morrido e Chu Mengling precisava dele por perto. Quanto a se Luo Zifan e Mu Yu teriam algum resultado no final, ela também não pensou muito. Depois de conversar mais meia hora com Mu Yu, Chu Lingzhi precisava voltar para a Mansão Nangong. O telefone de Nangong Yehen tocou; ele disse que chegaria ao prédio em instantes. E Mu Yu, meia hora antes, já havia ligado para Luo Zifan. Nessa hora, Luo Zifan também estava quase chegando. Chu Lingzhi sabia que Mu Yu sempre teve uma queda secreta por Luo Zifan. Agora que ela finalmente criou coragem para confessar seus sentimentos a ele, não era o momento de ela estar presente. Nangong Yehen veio buscá-la pessoalmente, e Mu Yu morria de inveja dela. Ela ia descer com Chu Lingzhi, mas viu que o quarto estava um pouco bagunçado e resolveu ficar para arrumar, além de retocar a maquiagem, para que Luo Zifan a visse no seu melhor. Chu Lingzhi, conhecendo bem o caminho, saiu do elevador, seguiu pelo corredor e saiu do condomínio. — Lingzhi... De repente, uma voz masculina rouca soou atrás dela. Chu Lingzhi sentiu as costas ficarem rígidas e parou. Antes mesmo de se virar, sentiu um calor nas costas e seu corpo foi apertado. Ela estava sendo abraçada por um homem por trás! — Me solta! — Chu Lingzhi se debateu, pisando com força no pé do homem. Sendo atacada de repente, Chu Lingzhi ficou furiosa e indignada. — Lingzhi, estou com saudades, tanta saudade... Maldito! Chu Lingzhi rangeu os dentes, aquele maldito Ye Xi! Ela se debateu, batendo com o cotovelo no abdômen dele. Ouviu-se um grunhido baixo do homem, mas os braços que a seguravam não afrouxaram nem um pouco. Chu Lingzhi era pequena e, diante do alto Ye Xi, não era páreo para ele. Ele a virou, fazendo-a encará-lo, e a apertou contra o peito. O corpo pequeno dela ficou colado ao peito firme dele. Chu Lingzhi sentiu nojo, especialmente do forte cheiro de álcool que saía da boca dele. — Ye Xi, seu idiota, me solta! — Chu Lingzhi se debatia desesperadamente. Ela até sabia alguns golpes de kung fu meia-boca, mas, ao bater em Ye Xi, ele parecia não sentir dor. Ele tinha bebido muito, meio bêbado meio sóbrio, e nem ligava para aquela dor. Quanto mais ela batia nele, mais prazer ele sentia. Fazia-o pensar que ela era uma rosa com espinhos, que ele queria conquistar. Ele se inclinou para beijar os lábios dela. — Me solta! — Chu Lingzhi se debatia, torcendo o pescoço para desviar da boca fedorenta dele. O beijo dele não caiu nos lábios dela, mas no pescoço. Nojo! Quando os lábios dele tocaram a pele dela, ela sentiu uma onda de repulsa. Percebeu que já sentia tanto nojo dele assim. — Estou com saudades... Lingzhi, você sabe... quanta saudade tenho de você... As palavras do homem saíam apressadas, e os beijos dele também eram urgentes. Quase queria arrancar a roupa dela naquele instante e amá-la com força. Ela não queria saber quanta saudade ele tinha; naquele momento, ela só queria estrangulá-lo de raiva!