Capítulo 287: Capítulo 287 Ainda não colou, como saber se é ruim

Correndo até ele, começou a correr junto.

— Ei, jovem mestre Nangong! — cumprimentou-o com um sorriso.

Nangong Yehen apenas a olhou de soslaio, com frieza.

Ele estava irritado por ela ter recebido parentes. Ficara deitado na cama, esperando que ela voltasse para resolver a situação.

Mas esperou, esperou, e ela nunca mais voltou.

Ele sabia que ela não voltaria.

Então levantou-se e foi ao próprio quarto dar uma olhada.

Ela estava deitada na cama dele, abraçada a um travesseiro macio, dormindo profundamente.

Maldita seja, preferia abraçar o travesseiro a abraçá-lo.

Ela dormia docemente, mas ele se sentia tão mal que queria dar um soco nela.

Claro, não teve coragem.

Só lhe restou tomar um banho frio. Ficou na banheira por duas horas inteiras até se sentir melhor.

O desejo se foi, e o sono também.

Então veio para cá se exercitar.

Agora, ao vê-la com um sorriso mais belo que o pôr do sol, sentia-se frustrado.

Aquele sorriso dela, de qualquer ângulo, parecia de pura satisfação maliciosa.

— Jovem mestre Nangong, ao se exercitar, é preciso manter o coração alegre, como a luz do sol no céu, cheio de vitalidade, não ficar sombrio como num dia chuvoso.

Chu Lingzhi corria atrás dele e, sentindo sua aura sombria, não pôde deixar de querer provocá-lo.

Sem saber por quê, provocá-lo lhe dava uma enorme sensação de realização.

Principalmente quando o provocava a ponto de ele ficar com aquela expressão sombria, ela sabia que tinha conseguido.

Nangong Yehen simplesmente não lhe dava atenção.

— Acabei de ver o convite da festa de aniversário de Gong Liye. Você viu? Vai?

— ...

Ele continuava ignorando-a. Agora não tinha paciência para falar com ela.

— Jovem mestre Nangong, suas roupas não são todas marcas personalizadas de milhões ou dezenas de milhões?

Nangong Yehen ergueu as sobrancelhas. Essa mulher!

— Por que tem um buraco atrás?

Ao ouvir isso, Nangong Yehen franziu o olhar e parou de repente.

Chu Lingzhi, com reflexos rápidos, também parou a tempo, senão teria colidido com ele.

Ele se virou, as sobrancelhas bem desenhadas erguidas, o olhar sombrio fixo nela.

Chu Lingzhi sabia que tinha exagerado na brincadeira. Como as calças de Nangong Yehen teriam um buraco?

Ela coçou a cabeça, com um sorriso inocente: — Finalmente você me deu atenção.

Nangong Yehen mantinha uma expressão fria, o olhar sobre ela cada vez mais profundo.

Aquele olhar profundo era impenetrável, impossível adivinhar o que ele pensava.

Chu Lingzhi não teve escolha senão continuar: — Falei com você, e você não me respondeu. Senti como se estivesse esfregando meu rosto quente no seu traseiro frio.

— Que sensação? — perguntou ele, friamente.

— Ruim. — Quem acharia bom esfregar o rosto quente no traseiro frio de alguém?

Nangong Yehen acenou com a mão, e os seguranças presentes entenderam, retirando-se todos, inclusive Huo Luan, que sempre grudava nele.

Vendo isso, Chu Lingzhi não pôde deixar de admirar seu poder.

— Jovem mestre Nangong, você e seus subordinados têm uma sintonia incrível.

Com um olhar, um gesto, eles sabiam o que ele queria dizer.

Mas por que mandou os seguranças se retirarem?

Ele queria assediá-la?

Não precisava disso. Se não fosse pelos parentes, naquela situação da tarde, ela certamente não o teria recusado.

— Seu rosto no meu traseiro é tão ruim assim? — Sua expressão era extremamente fria, como quando ela o conhecera.

Arrogante, parecendo frio, impiedoso e difícil de se aproximar.

— Foi só uma metáfora. — Não era para valer.

— Ainda nem encostou, como sabe que é ruim? — Ele de repente curvou os lábios, num sorriso leve que causava arrepios.

Chu Lingzhi olhou para ele, e o canto do olho tremeu violentamente.