Capítulo 269: Capítulo 269: Só Quero Te Dar Um Pequeno Castigo

Nangong Yehen olhou na direção do som. Chu Lingzhi, vestindo uma saia xadrez verde, estava parada na porta, com um sorriso no rosto tão brilhante e radiante quanto o sol da manhã.

Nangong Yehen sentiu uma leve tontura e uma sensação de névoa, como se visse um anjo descido do céu parado ali, sorrindo para ele.

— Senhor Nangong, dormiu bem ontem à noite? — Chu Lingzhi entrou, com o sorriso cada vez mais radiante.

Seu sorriso deslumbrante combinava perfeitamente com sua saia xadrez verde.

Um lampejo de admiração, que Chu Lingzhi não percebeu, passou pelos olhos de Nangong Yehen. Rapidamente, ele rangeu os dentes ao olhar para ela: — Chu Lingzhi, quero te morder!

— O que você está fazendo? — Chu Lingzhi apontou para a mão dele, perguntando.

Nangong Yehen bateu palmas. Na verdade, sua mão estava tocando o próprio peito.

— Me tocando! — Nangong Yehen disse, com o rosto sombrio.

— Você se mexeu? — Chu Lingzhi arregalou os olhos, fingindo estar assustada ao olhar para ele, mas, por dentro, era muito astuta.

Nangong Yehen sentou-se elegantemente, com uma frieza calma e despreocupada: — E daí se mexi?

— A agulha de prata cravada no seu coração ainda não foi retirada! — Chu Lingzhi exclamou.

Nangong Yehen continuou indiferente: — E daí?

Ele saiu da cama, foi descalço até a cortina e a abriu. A luz do sol lá fora entrava pela janela, enchendo o quarto de claridade e calor.

Nangong Yehen se virou, de costas para a luz, olhando para Chu Lingzhi, e até abriu os braços: — Não estou bem agora?

— Não faça movimentos bruscos, senão a agulha vai se aprofundar, e você pode morrer! — Chu Lingzhi fingiu estar muito tensa ao olhar para ele.

De costas para a luz, ele parecia muito alto, como um deus que tudo domina.

— Se eu morrer, será culpa sua. — Nangong Yehen a encarou friamente, depois foi até o outro lado da cama, parou ali e a olhou com frieza: — Você não quer me matar?

— Nunca pensei em te matar, só queria te dar um pequeno castigo.

Nangong Yehen bufou com desdém: — A agulha já entrou, isso é só um pequeno castigo?

— Quem mandou você se mexer. — Chu Lingziz mordeu o lábio. — Se a agulha entra no coração, mais cedo ou mais tarde você morre. Eu pedi para você ficar quieto, mas você insistiu em se mexer.

Ela falava como se não tivesse culpa nenhuma.

— Como faço para tirá-la? — Nangong Yehen perguntou, olhando para ela.

Chu Lingzhi hesitou um pouco: — Não dá para tirar.

Nangong Yehen de repente curvou os lábios, com um leve sorriso nos olhos: — Então é esperar a morte?

— Você pode arrancar o coração inteiro.

— Sem coração, ainda se vive?

— Pode colocar um coração falso ou o de outra pessoa.

— Que tal o seu?

— Se eu te der o meu, você não vai viver? — Chu Lingzhi revirou os olhos.

Logo cedo, não devia ter começado a falar de um assunto tão sangrento.

— Não vou arrancar meu coração. Morrer, que seja. — Nangong Yehen disse friamente.

Chu Lingzhi olhou para ele com relutância: — Não quero que você morra.

Essas palavras melhoraram um pouco o humor dele, mas no segundo seguinte...

— Antes de morrer, você tem que me devolver aquelas páginas.

Nangong Yehen ouviu e ficou com o rosto completamente escuro: — Quanto mais você quer, menos eu te dou!

— Então você as escondeu mesmo!

— ... — Pela primeira vez na vida, Nangong Yehen se arrependeu e quis morder a própria língua.

Ele de repente sorriu levemente: — Vem cá.

— Para quê? — Chu Lingzhi ficou parada.

Se tem algo a dizer, pode falar daqui, por que se aproximar tanto?

— Vem, eu te digo onde elas estão escondidas. — Nangong Yehen disse com um sorriso enigmático.

— Pode falar daí, eu ouço. — Ela não era surda.