"Mamãe está brava." "..." Nan Gong Yehen ficou cheio de linhas pretas na testa. Mas aquele coração tenso finalmente relaxou. "Meu tesouro, como filho, você deve ser obediente com a mamãe e o papai, não fique sempre irritando os mais velhos." O tom, agora mais suave, ensinava o filho com paciência e carinho. "Papai, não fui eu que deixei a mamãe brava." Chu Junyu disse, com uma voz cheia de inocência e impotência. "Foi o velhinho que causou?" Nan Gong Yehen saiu do escritório com suas pernas longas. A probabilidade de Nan Gong Yichen irritar Chu Lingzhi era quase nula. Aquele garoto, embora não tivesse a boca doce de Chu Junyu, entendia muitos princípios e tinha uma mente de adulto, não seria tão chato a ponto de provocar a raiva de Chu Lingzhi. "Não foi..." Chu Junyu disse, sem forças. "Quem foi?" Os olhos de Nan Gong Yehen se estreitaram perigosamente: "Vou dar um jeito nele!" "Foi você." Ao ouvir isso, Nan Gong Yehen parou de repente: "Eu?" As sobrancelhas do homem se ergueram. Será que foi por causa da pergunta sobre o colar hoje que a deixou brava? Ou... Seu olhar escureceu, e ele voltou para a mansão na velocidade máxima. Assim que entrou na sala de estar, viu Chu Lingzhi sentada no sofá. Ela segurava o controle remoto, trocando de canais. Ao ouvir seus passos, virou-se e o olhou calmamente. Sua expressão era serena e tranquila, transmitindo uma sensação de paz, nada parecida com raiva. Mas sempre que ele voltava, ela o recebia com um sorriso. Agora, vendo-a tão indiferente, ele sabia que a raiva dela não era pequena. Nan Gong Yehen entrou e logo notou o caderno de anotações em destaque sobre a mesa de centro. Seu olhar escureceu. Então, era por isso que ela estava chateada. Fingindo não saber de nada, ele tirou o casaco e perguntou, sorrindo: "Por que está sentada aqui sozinha vendo TV?" Chu Lingzhi sorriu: "Senhor Nan Gong, você não percebe que estou esperando por você?" Nan Gong Yehen sorriu de forma sedutora: "Ficou com saudades de mim por não me ver o dia todo?" Chu Lingzhi o olhou com um sorriso: "Sim, a ponto de ficar ansiosa." "Da próxima vez, venha comigo quando eu sair, assim não vai ficar ansiosa." Chu Lingzhi estendeu a mão e bateu os dedos no caderno, fixando o olhar no rosto dele: "Faltam algumas páginas aqui. Onde você as colocou?" Nan Gong Yehen fingiu confusão: "Que conteúdo?" Ainda fingindo? Chu Lingzhi riu com sarcasmo. Pegou o caderno, abriu nas páginas que haviam sido arrancadas, restando apenas a borda do papel, e as estendeu diante dele: "Aqui, pelo menos três ou quatro páginas foram arrancadas por você." Nan Gong Yehen riu levemente, estendeu a mão e tocou o rosto dela: "Boba, por que eu as arrancaria?" Mas por dentro, pensava: espero que ela não tenha visto o conteúdo daquelas páginas. Essa reação dele deixou Chu Lingzhi um pouco irritada. Um caderno grosso, cheio de letras apertadas. Como a caligrafia era ilegível, ela não tinha prestado muita atenção quando leu. Mas sabia que o que estava registrado ali eram os efeitos de algumas ervas medicinais e alguns casos especiais. Ela não conseguia se lembrar do que estava nas páginas arrancadas, que tipo de ervas ou casos especiais. Mas tinha certeza de que aquelas páginas foram arrancadas por Nan Gong Yehen. Quando ela leu, não havia marcas de rasgo. Além disso, o conteúdo da página anterior e da seguinte não se conectava. "Senhor Nan Gong, não me trate como uma criança de três anos." Chu Lingzhi franziu a testa, com um toque de tristeza em sua irritação: "Embora eu não saiba o que estava escrito naquelas páginas, sei que elas existiam e você as arrancou. Me diga, por que você as arrancou?"