Li Meirong sabia que Luo Zifan estava bebendo por causa da tristeza com Chu Lingzhi.
Contanto que ele ficasse bêbado, a filha dela teria uma chance.
No estado em que Luo Zifan se encontrava, depois de embriagado, era fácil confundir Chu Mengling com Chu Lingzhi, e então...
Ao pensar em Chu Mengling se tornando mulher de Luo Zifan, Li Meirong sentia um imenso orgulho interior.
Embora a família Luo não pudesse se comparar a Nangong Yehen e Gong Liye,
eles também eram uma nobreza poderosa, de status elevado.
Se Chu Mengling se casasse com a família Luo, ela poderia andar de cabeça erguida entre aquelas damas da alta sociedade.
Além disso, mesmo que um dia a economia do Grupo Chu enfrentasse dificuldades, com a força de Luo Zifan, ele poderia salvá-la.
Luo Zifan era um homem de boa aparência, e Li Meirong gostava cada vez mais dele.
Um homem tão bom só era digno da filha dela.
Além disso, ele tinha relações com o rei do Reino Xun, e talvez, com a ajuda do rei, ele pudesse superar Nangong Yehen e Gong Liye, tornando-se o líder do Reino Wu.
Quando a maré sobe, o barco sobe junto; naquela época, o Grupo Chu também brilharia ainda mais.
Ao pensar nisso, um sorriso de satisfação se formou no canto dos lábios de Li Meirong.
— Sra. Chu, o presidente Chu está esperando pela senhora na Sala Xuanyang.
Li Meirong, absorta em seus pensamentos, nem percebeu quando um garçom apareceu diante dela.
— Presidente Chu? — Li Meirong estranhou. Chu Jianjue veio?
O garçom exibiu um sorriso profissional: — Sim, por favor, siga-me.
Sem hesitar, Li Meirong seguiu o belo garçom até a Sala Xuanyang.
Pensou consigo que Chu Jianjue devia ter recebido o telefonema do velho Luo e vindo ao Shiliuxiang.
Os pais de Luo gostavam muito da filha dela, e ansiavam que Luo Zifan a desposasse.
A porta da Sala Xuanyang se abriu. Assim que Li Meirong entrou, o garçom a fechou.
Ao ver o homem sentado lentamente na almofada, tomando chá, Li Meirong empalideceu: — Quem é você?!
A atmosfera do salão particular era tão opressiva que ela mal conseguia respirar.
O homem ergueu a cabeça, exibindo um sorriso diabólico e frio, seus olhos brilhando com uma aura assassina gélida.
Ele tinha um rosto muito refinado e jovem, de uma beleza impressionante; ao sorrir, uma pitada de malícia emanava de suas sobrancelhas.
— O demônio que vai te mandar para o inferno. — A voz do homem era gelada, mas incrivelmente agradável.
Ao ouvir isso, Li Meirong ficou ainda mais pálida: — Foi o jovem mestre Nangong quem mandou fazer isso?
O homem franziu levemente as sobrancelhas: — Quem é o jovem mestre Nangong?
— Pare de fingir!
— Haha... — O homem pegou a xícara de chá à sua frente, levantou-se e caminhou lentamente em direção a Li Meirong.
Sua altura era semelhante à de Nangong Yehen.
Conforme ele se aproximava, Li Meirong sentia uma pressão assassina se acumulando sobre ela.
— O que você quer, afinal? — Li Meirong o encarou com medo, recuando, mas a porta fechada atrás dela bloqueava sua fuga.
O homem cessou o sorriso, seus olhos frios como os de um fantasma vingativo: — Te mandar para o inferno.
— Não! — Assim que Li Meirong se virou para abrir a porta, o homem estendeu seus dedos longos, apertou facilmente sua mandíbula e derramou o chá em sua boca.
Por mais tola que fosse, Li Meirong sabia que a xícara continha veneno.
Ela tentou cuspir, mas sua garganta se moveu, e o chá escorreu por ela até o estômago.
O homem ergueu a xícara diante dos olhos, com um sorriso diabólico, examinando o líquido.
Suas mãos eram extremamente bonitas, brancas, com articulações bem definidas, longas e fortes.
— Tosse, tosse... — Com medo da morte, em pânico e desespero, Li Meirong enfiou os dedos na garganta, na esperança de vomitar o chá.
O homem a observou com um sorriso irônico: — Inútil. Isso só vai fazer você morrer de forma ainda mais feia.