Mu Yu pegou o papel ansiosamente. Chu Lingzhi ficou sem palavras — pegar tão rápido não faria a espinha sumir na mesma hora. "Artemísia, capim-estrela, e abrus? Só esses três?" "Hum." Será que precisava de muitos? "Coma mais cerejas no dia a dia, você está com fogo nos rins." Chu Lingzhi acrescentou. "Tá bom." Mu Yu guardou a receita. "Lingzhi, depois de amanhã minha espinha vai desinchar?" Chu Lingzhi olhou para as feridas no rosto dela. Quando essas espinhas surgiam, ficavam vermelhas, inchadas e muito doloridas. Mesmo apertando de leve, a dor penetrava no coração. As da testa e do queixo de Mu Yu eram recentes, ainda sem pus. Só que a pele dela era clara, então o vermelho e inchado era bem visível, mas não afetava sua beleza. No entanto, ela, que amava a própria aparência, não tolerava nenhum defeito no rosto. Vivia dizendo: "Prefiro suportar a traição do homem que mais amo do que ver meu rosto ficar feio." "Quando voltar, vá à farmácia pegar a sopa dos três capins e tome. A partir de agora, durma mais cedo, e essas espinhas vão se afastar de você." "Precisa de moxabustão?" "Problemas pequenos não desperdicem meu tempo e minha artemísia." "Já que não precisa, então vou voltar. Hoje vou dormir às seis horas." Mu Yu levantou-se da cadeira. "Não vai jantar comigo?" Mu Yu olhou o relógio — eram só cinco horas. "Ainda falta muito para minha hora do jantar. Vou dormir e recuperar o sono que perdi." "Remédio de última hora." "Isto é para você, pão de gema." Mu Yu tirou um pão da bolsa e colocou na mesa. "É um presente meu." Chu Lingzhi olhou para a figura dela saindo apressada e não pôde deixar de balançar a cabeça. Que mulher adorável. Pegou o pão, abriu-o, e um aroma delicioso invadiu o nariz. Mu Yu falhava em tudo, mas fazer pão era seu forte. Chu Lingzhi já tinha sugerido que ela desistisse da atuação e abrisse uma padaria, mas ela não aceitava. Chu Lingzhi também estava com fome, comeu o pão em duas mordidas. Depois ligou para Chu Junyu. "Querido, onde você quer jantar hoje?" "Restaurante Flor de Orquídea." A voz infantil de Chu Junyu soou. "Tá bom, daqui a pouco passo em casa para te pegar." "Não precisa, mamãe, vou pegar um táxi e te espero lá." "Tá, cuidado. Saio do escritório às seis." "Tá." Desligou o telefone, Chu Lingzhi abriu o computador para ver a agenda recente e a lista de consultas agendadas. Enquanto esperava o sistema iniciar, a imagem do rosto demoníaco de Nangong Yehen veio à mente. "Por que pensei nele de repente?" Perguntou-se, surpresa. Balançou a cabeça. Não devia pensar, nem podia. Aquele homem era tão assustador quanto um demônio. Olhou a lista de consultas recentes — muita gente. Os próximos dias seriam ocupados. Examinou outros documentos, e logo eram seis horas. Saiu do escritório e foi direto ao Restaurante Flor de Orquídea. O restaurante tinha uma decoração elegante, e Chu Junyu adorava comer ali. Assim que entrou, Chu Lingzhi encontrou Chu Junyu facilmente. Ele tinha escolhido um lugar perto da janela, sentado na cadeira com seu uniforme escolar, elegante e adorável, muito chamativo. "Querido, já pediu tudo?" Chu Lingzhi olhou para a mesa cheia de pratos que ela adorava e, emocionada, abraçou Chu Junyu e o beijou sem parar. "Querido, mamãe te ama demais." Chu Junyu riu alto, uma risada clara e melodiosa. Quem ouvia nas mesas ao lado também sorria de alegria. "Mamãe, eu também te amo." Chu Junyu disse com sua voz infantil, olhando para Chu Lingzhi sentada à sua frente.