Todas aquelas emoções confusas de dor e tristeza desapareceram num instante.
Seu humor se iluminou de repente, e Chu Lingzhi não conseguiu evitar soltar uma risada.
Ao vê-la sorrir de repente, Nangong Yehen teve um leve brilho nos olhos.
O que havia de errado com ele? Estava se fazendo de bobo para alegrá-la?
— Jovem mestre Nangong, foi assim que você me olhou naquela época? — Chu Lingzhi preferia morrer a admitir que tinha olhado para Nangong Yehen daquele jeito.
Nangong Yehen ergueu o queixo, com um ar arrogante. — Hum! Como eu olharia para você assim? Naquela época, você era feia e preta.
Ao ouvir isso, Chu Lingzhi ficou irritada. — Você era alto e magro, com olhos sem vida, parecendo um macaco.
— Macaco tem olhos sem vida? Macacos têm olhos muito espertos.
— Só os macacos de verdade são espertos; você só se parecia. — Chu Lingzhi não recuou e respondeu de volta.
— Além disso, naquela noite você estava tomando banho no pátio. — Nangong Yehen sorriu com malícia. — Naquela hora, eu já vi seu corpo inteiro.
Embora fosse na infância, quando ela tinha apenas oito anos.
Mas ouvir isso agora ainda a deixava extremamente envergonhada.
Suas bochechas ficaram vermelhas, e ela bateu o pé de raiva. — Nangong Yehen!
Vendo seu constrangimento, a risada de Nangong Yehen ecoou pelas montanhas.
A risada agradável soava como uma melodia celestial, magnética e refrescante.
— Não fique envergonhada, já vi seu corpo quando criança e quando cresceu, não há motivo para vergonha.
A voz do homem era doce e hipnotizante, fazendo o coração de Chu Lingzhi bater mais forte e seu rosto ficar corado como o amanhecer.
Para não passar vergonha na frente dele, Chu Lingzhi bufou com descaramento. — O seu também já vi todo!
— Ficou bonito? — Nangong Yehen perguntou de repente.
— ... — Chu Lingzhi ficou sem palavras. Que homem sem-vergonha! — Não ficou nada bonito!
— Você com certeza não olhou direito. Na verdade, meu corpo é muito bonito. Quer ver agora? — Dizendo isso, Nangong Yehen começou a tirar a camisa.
Chu Lingzhi viu e disse rapidamente: — Nangong Yehen, tire-a, fique pelado aqui no vento. Se pegar um resfriado, não vou cuidar de você.
Nangong Yehen não ia tirar nada; ele só estava brincando para animá-la.
Ele se aproximou, ficou na frente dela e a olhou com um sorriso.
— O que você quer? — Chu Lingzhi ergueu a cabeça, olhando para ele com desconfiança.
Será que ele ia assediá-la aqui?
— Quero te abraçar. — Nangong Yehen disse.
Ele realmente estendeu os braços e a puxou para um abraço.
— ...
— Lingzhi. — A voz grave do homem estava cheia de emoção.
— Hã? — Chu Lingzhi respondeu atordoada.
Ouvindo-o chamar seu nome com tanta seriedade, o coração dela quase derreteu.
— Não gosto de te ver chorar. — Ele sentiu o cheiro do cabelo dela, tão gostoso.
Chu Lingzhi mordeu os lábios. Quem não chora quando está triste? Principalmente as mulheres.
— Quando você chora, fica muito feia. Não quero que minha mulher seja tão feia. — Na verdade, ver ela chorar o deixava de mau humor.
Chu Lingzhi revirou os olhos. Você fica bonito quando chora?
Chu Lingzhi sentia saudade de tudo ali. Ela ficava sentada na grama por horas.
Até sentir fome, pegou dois coelhos gordos, limpou-os e começou a assá-los.
Nangong Yehen sentou-se com ela perto da fogueira, cada um segurando um graveto com um coelho quase assado na ponta.
— Não sabia que você era tão boa na vida ao ar livre. — Nangong Yehen riu, com um brilho de admiração nos olhos profundos.
— Sei fazer muitas coisas. — Chu Lingzhi mostrou um pouco de orgulho.
— Lingzhi, Lingzhi, foi o avô Chu quem te deu esse nome? — Nangong Yehen perguntou, olhando para ela.