"Senhor Nan Gong, obrigada."
Chu Lingzhi enterrou o rosto nas roupas dele, sentindo o leve cheiro de ervas medicinais.
Nan Gong Yehen sorriu levemente. "Por que me agradece?"
"Obrigada por estar ao meu lado no meu momento mais difícil."
Os olhos de Nan Gong Yehen eram profundos. "Aquele incêndio foi o momento mais difícil da sua vida, não foi?"
"Difícil, assustador, doloroso, desamparado..."
"Mas eu não estava ao seu lado naquela hora."
"Já basta. Agora você está ao meu lado, isso é suficiente." Chu Lingziz soluçou.
"Mulher boba, deixe o passado para trás, não sofra mais. Obedeça, pare de chorar."
Nan Gong Yehen segurou a mão dela, tentando lhe dar conforto e calor.
"Estou chorando de emoção."
"Por que tanta emoção?"
"Você é tão bom para nós, parece que não te reconheço mais."
Nan Gong Yehen ergueu uma sobrancelha. "Sou bom para você, e você não me reconhece?"
"Antes de vir, você ainda era o orgulhoso, nobre e frio Senhor Nan Gong. Agora, parece um bom homem."
Nan Gong Yehen franziu a testa, descontente: "Chu Lingzhi, eu sempre fui um bom homem!"
"Antes eu não achava."
"Ser bom ou não não se vê pela aparência, nem é porque os outros acham que é bom."
É preciso entender com o coração, enxergar o outro claramente, se ele é bom ou mau, naturalmente se revela.
Não é como diz o ditado: "O tempo revela a força do cavalo, e o coração do homem com o passar dos dias?"
"..."
Chu Lingzhi não falou nada. Naquele momento, não importava se ele era um bom ou mau homem, ela só precisava de um ombro para se apoiar.
Nan Gong Yehen de repente curvou os lábios, com um tom de provocação: "Sou tão bom para você, como vai me agradecer?"
"O que você quer que eu faça?"
Não bastava tratá-lo de graça todos os dias?
"Entregue-se a mim."
"Já me entreguei várias vezes." Chu Lingzhi corou e resmungou.
"Sério?" Nan Gong Yehen pensou, não foram só duas vezes?
"O filho já tem cinco anos, acha que não?" Chu Lingzhi disse irritada, afastando-se dele de repente.
Nan Gong Yehen foi rápido, virou-se de repente e a puxou para seus braços.
Chu Lingzhi se assustou, ele não queria realmente que ela se entregasse agora, pois não?
Vendo-a nervosa e envergonhada, Nan Gong Yehen sorriu de forma sedutora: "O filho já tem cinco anos, esqueci a sensação de cinco anos atrás. Que tal revivermos agora?"
"Não!" Chu Lingzhi recusou. Não só porque ele ainda não estava totalmente recuperado, mas mesmo que estivesse, ela não estava com disposição.
Nan Gong Yehen a olhou com olhos sorridentes. De repente, inclinou-se e a beijou com força.
Chu Lingzhi temia que ele realmente quisesse aquilo, e se debateu.
"Senhor Nan Gong, esta é a casa da irmã Chunyan."
Nan Gong Yehen a soltou com relutância, a voz grave: "Eu sei."
Chu Lingzhi sentiu o coração disparar com o beijo dele. Ela desviou o rosto, sem ousar encarar seus olhos ternos e calorosos.
Aquele olhar dele fazia seu coração acelerar e a fazia... se apaixonar.
Era como um redemoinho mágico, ela temia que, se continuasse assim, se afundaria.
"Quando você quer ir embora?" Nan Gong Yehen segurou o queixo dela, fitando seus olhos.
"E você, quando quer ir?" Chu Lingzhi devolveu a pergunta.
Se dependesse dela, claro que queria ficar mais tempo com o avô Hu.
Ele era diferente, ocupado com milhares de afazeres, ficar aqui alguns dias já devia ter perdido bilhões.
"Quando você quiser ir, eu vou." Nan Gong Yehen sorriu.
Eles estavam vivendo felizes ali. Quanto aos assuntos da cidade T, havia Mo Chen, ele não tinha pressa em voltar.